quarta-feira, 21 de junho de 2017

No AP, família de menina com paralisia cerebral consegue quase R$ 9 mil para diagnosticar nova doença

Valor foi conquistado com venda de rifa, comidas típicas e doações. Maria Clara foi adotada após ser abandonada em via pública recém-nascida.

Por Fabiana Figueiredo, G1 AP, Macapá

Família conseguiu arrecadar R$ 9 mil em vendas e doações; meta era R$ 5 mil (Foto: Fabiola Figueiredo/Arquivo Pessoal)
Família conseguiu arrecadar R$ 9 mil em vendas e doações; meta era R$ 5 mil (Foto: Fabiola Figueiredo/Arquivo Pessoal)

A família da pequena Maria Clara Figueiredo, de 7 anos, conseguiu quase R$ 9 mil em doações e vendas de comidas típicas e de uma rifa durante os meses de maio e junho, em Macapá. O valor vai custear  exames que devem diagnosticar uma nova doença na criança. Maria tem paralisia cerebral, epilepsia, hidrocefalia, e pode estar com cirrose hepática, segundo a família.

Os exames não são feitos em Macapá, podendo ser realizados, segundo a família, em São Paulo, Recife ou Fortaleza. Uma consulta já foi solicitada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) aos hospitais e aguarda resposta. O valor vai custear os exames, que a família prefere fazer pela rede particular, além de despesas com transporte e hospedagem durante o período de tratamento.

A mãe de Maria Clara, Fabíola Figueiredo, conta que a barriga da menina passou a inchar no início de 2017 e começaram as suspeitas de cirrose hepática, que pode ter sido provocada pelos medicamentos que ela ingere diariamente. A equipe médica que acompanha a criança orientou à família que faça o diagnóstico em São Paulo, já que no Amapá o procedimento não é realizado.

Inicialmente, a família mobilizou conhecidos e desconhecidos para arrecadar em torno de R$ 5 mil. Com a rifa e comidas típicas, sorteada e vendidas no domingo (18), a família conseguiu R$ 4 mil. O valor dobrou com doações de desconhecidos, após  matéria veiculada no G1.

“Isso já vai ajudar muito no tratamento dela. A gente quer fazer os exames pela rede particular porque pelo SUS [Sistema Único de Saúde] demora e, no momento, pela situação dela, a gente não pode esperar. A consulta vai ser pela rede pública e, caso seja confirmada a cirrose, vai precisar fazer o transplante de rins também pelo SUS”, comentou Fabíola.

Maria Clara nasceu prematura, de 28 semanas, e foi abandonada em via pública. A história ganhou repercussão na imprensa e a menina, que passou 7 meses internada na maternidade pública, foi adotada pela professora Fabíola Figueiredo. A criança também tem bronco displasia, deficiência visual em um dos olhos, e tem dificuldades para falar e andar.

Fonte: g1.globo.com

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