sexta-feira, 2 de junho de 2017

Postura errada, sedentarismo e obesidade favorecem a escoliose

Por Priscila Torres

  

Dores e incômodos nas costas, dificuldade para respirar e alterações na posição regular dos ombros e quadril são fortes indícios de problemas na coluna. Em muitos casos, o diagnóstico é a deformidade na coluna vertebral, que pode se apresentar de diversas formas como, escoliose.

A escoliose, que tem tratamento, atinge até 4% da população mundial, de acordo com o especialista em ortopedia e traumatologia do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Marcus Alexandre Mello Santos.

A maioria dos casos é agravada por outros problemas de saúde, hábitos e comportamentos. Obesidade, sedentarismo e postura inadequada aparecem na lista de fatores de complicação. “Entre os adolescentes, a escoliose não costuma gerar dor. Por essa razão, contamos com a observação e análise de professores de educação física e pediatras.” O especialista ressalta que histórico familiar também é um fator, além do sexo, já que, na população, a média é de 7 mulheres para cada 1 homem afetados pela escoliose.

Segundo o médico, essa deformidade se apresenta em três formas: idiopáticas (sem razão aparente), neuromusculares (desequilíbrios neurológicos ou musculares) e congênitas (que nasceu com o indivíduo). “Pessoas saudáveis, de um dia para o outro, começam a ter dores. Ao investigar, por meio de exames de imagem (raio-x), descobrimos a escoliose idiopática, que corresponde a 70% das deformidades da coluna.”

O tratamento inclui fisioterapia e outras atividades físicas, uso de coletes ortopédicos para minimizar o desenvolvimento da deformidade vertebral durante o crescimento e, em algumas situações, medicações. “A cirurgia é indicada normalmente para curvas que têm probabilidade de progressão. Acima de 40 e 50 graus, fazemos intervenção cirúrgica”, explica Marcus Alexandre Mello Santos.

Há 18 anos trabalhando como ortopedista, atendendo casos de deformidades vertebrais (escolioses, cifoses e outras deformidades da coluna), o médico revela que a cirurgia é eficaz em grande parte dos tratamentos. Apenas os pacientes que apresentam curvas muito elevadas podem não obter o sucesso esperado, portanto, como na maioria das áreas da medicina, o diagnóstico precoce é de suma importância.

Fonte: artritereumatoide.blog.br

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