domingo, 16 de julho de 2017

Aplicativo é criado para melhorar a locomoção de cadeirantes em Uberlândia - Veja o vídeo

Dispositivo, desenvolvido por doutora da UFU, ajuda a pessoa encontrar caminhos sem obstáculos.

Por MGTV

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Aplicativo foi desenvolvido como tese de doutorado em Engenharia Elétrica da UFU

Um aplicativo de celular promete ajudar cadeirantes na locomoção em ambientes fechados. O recurso é resultado de uma tese de doutorado desenvolvida na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e mapeia o ambiente em que o usuário está para indicar caminhos com menos obstáculos.

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Pensando na falta de acessibilidade dos deficientes físicos, a cientista da computação Luciene Chagas desenvolveu, em tese de doutorado em Engenharia Elétrica na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), um aplicativo de celular que auxilia a locomoção de cadeirantes em espaços fechados.

A dificuldade de mobilidade e falta de acessibilidade para deficientes físicos ainda é um problema em praticamente todos os lugares. Nos ambientes abertos, como calçadas e ruas e também nos fechados, como um prédio ou até universidades, que geram obstáculos para cadeirantes.

Com o aplicativo, as pessoas que estão na cadeira de roda são indicadas para um caminho mais acessível, sem obstáculos e independente do tempo para que possam se locomover em locais fechados.

Aplicativo mostra o caminho mais fácil para as pessoas em lugares fechados (Foto: Reprodução/TVIntegração.)
Aplicativo mostra o caminho mais fácil para as pessoas em lugares fechados (Foto: Reprodução/TVIntegração.)

A dona de casa Regessi Evangelista disse para a reportagem do MGTV que encontra dificuldades para achar os lugares, e que com o aplicativo, o caminho se tornaria mais rápido. “Minha dificuldade é maior quando estou no shopping e preciso ir ao banheiro, muita gente não informa direito e fico na indecisão para onde seguir,” disse.

A criadora do aplicativo, Luciene, disse que ele foi criado justamente para que os cadeirantes não passem por essas indecisões. “Esse sistema faz a navegação da pessoa em um ambiente fechado, mostrando um caminho sem escadas e obstáculos para que possa chegar ao destino,” afirmou a pesquisadora que trabalha com acessibilidade para cadeirantes há seis anos, observou as demandas mais frequentes deles.

O aplicativo é usado em ambientes fechados, que precisam ser mapeados e a partir da planta baixa, são definidos os pontos que vão receber os marcadores e apontar os caminhos. O dispositivo ainda não está disponível para ser baixado, e que é preciso do apoio de pessoas ou instituições públicas ou privadas que queiram promover a acessibilidade.

O professor da faculdade de engenharia elétrica e orientador da pesquisa, Lamounier Junior, diz que o custo de implantação da pesquisa não é alto. “Esses marcadores que utilizamos no aplicativo são de fácil fabricação, e a geração da planta baixa também é fácil de fazer,” disse.

A bailarina Edirene Arraes participou da pesquisa e espera que o aplicativo seja implantado rápido, segundo ela, facilitaria muito a vida das pessoas com deficiência. “Com esse aplicativo disponível, praticamente não vamos ter dificuldade,” completou.

Fonte: g1.globo.com

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