domingo, 30 de julho de 2017

Atletas de cinco Estados e do DF competem no badminton dos Jogos Universitários

Modalidade foi incluída no programa dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 e estreia, oficialmente, em competições organizadas pelo CPB

Por CPB

Leandro Martins/CPB/MPIX
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A segunda edição dos Jogos Paralímpicos Universitários, que se encerra neste sábado, 29, em São Paulo, marca a estreia do badminton nas grandes competições organizadas pelo CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro). Em dois dias de disputas, 18 atletas de cinco Estados (SP, RJ, SE, PB e PR) e do Distrito Federal tentam medalhas na modalidade, que foi incluída no programa dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

Os Jogos reúnem aproximadamente 200 competidores de 21 unidades da federação no Centro de Treinamento Paralímpico, na Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo.

Badminton para atletas com deficiência chegou há cerca de uma década ao Brasil, possui classes para cadeirantes, deficiência em membros inferiores, superiores e atletas de baixa estatura.

Um dos atletas nos Jogos Universitários é Herivelton Ferreira, morador de Sobradinho, Distrito Federal. Ele aderiu ao esporte há pouco mais de dois meses e o evento desta semana em São Paulo é sua estreia em competições.

Herivelton tem uma lesão no braço esquerdo desde que sofreu um acidente de moto em uma via expressa do Distrito Federal, escolheu o badminton desde que a vela foi excluída dos Jogos de Tóquio, por decisão do Comitê Paralímpico Internacional. Nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016, ele foi proeiro do barco brasileiro na classe sonar, ao lado dos mineiros Antônio do Carmo, o Marcão, e Matias Jamaica. Juntos, terminaram na 11ª colocação, resultado inédito para o país.

Desde que deixou de priorizar a vela, Herivelton tentou o tiro com arco e ainda fará testes nas provas de campo do atletismo. Mas o pouco que já experimentou do esporte com raquete e peteca já o cativou. “É uma modalidade que tem explosão e resistência, na vela é a força bruta. Estou bastante entusiasmado com o badminton”, afirmou Herivelton, que disse ter convencido Marcão e Jamaica, seus companheiros no Rio 2016, a começar no badminton.

Já o paranaense Leonardo Zuffo, 18 anos, é uma grande promessa, com participação no Mundial de 2013, na Alemanha, quando caiu nas oitavas de final contra um atleta da China Taipei. No segundo semestre de 2017 reserva a ele uma viagem ao Peru, onde disputará o chamado Campeonato Internacional da WBF (Federação Internacional de badminton, na sigla em inglês), além do Mundial, na Coreia do Sul, em novembro.

O badminton também terá capítulos importantes no Brasil ainda nesta temporada. Uma etapa do campeonato internacional em setembro, seguido por um campeonato nacional.

Para atrair mais adeptos, a coordenação da modalidade nos Jogos Universitários Paralímpicos têm promovido demonstrações para os demais atletas do evento e até para o público que comparece às instalações do Centro de Treinamento Paralímpico para prestigiar aos Jogos.

A manhã deste sábado, 29, também reservou um momento especial no atletismo. O amazonense Brendow Moura, 22, atingiu o recorde das Américas na classe F12 do lançamento do dardo, com 44,95m, Ele tem ceratocone, que afeta a visão, Mais jovem, submeteu-se a uma cirurgia para tentar conter o avanço da doença, mas não surtiu o resultado esperado.

Tentou a natação, mas descobriu-se talentoso nas provas de campo do atletismo. Trocou Manaus por São Paulo em 2015 e frequentemente disputa as etapas do Circuito Loterias Caixa de atletismo. O próximo será no final de semana que vem (5 e 6 de agosto), igualmente no Centro de Treinamento Paralímpico. “Vou tentar repetir o resultado destes Jogos Universitários na próxima etapa do Circuito Loterias Caixa”, avisou Brendow.

Fonte: cpb.org.br

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