terça-feira, 8 de agosto de 2017

Obstáculos em calçadas dificultam alunos cegos de entidade durante aulas sobre mobilidade - Veja o vídeo

Centro de Pesquisa e Reabilitação Visual atende pessoas com deficiência visual em Itapetininga. Problema ocorre há mais de dois anos, no Jardim Bela Vista.

Por G1 Itapetininga e Região

Resultado de imagem para Obstáculos em calçadas dificultam alunos cegos de entidade durante aulas sobre mobilidade
Deficientes visuais do Ceprevi têm dificuldades para aprenderem a caminhar em ruas

Os estudantes deficientes visuais do Centro de Pesquisa e Reabilitação Visual de Itapetininga (Ceprevi) ainda enfrentam dificuldades durante as aulas sobre mobilidade devido às condições das calçadas que ficam nas proximidades da entidade. O Ceprevi fica no Jardim Bela Vista e está cercado de calçadas com mato alto, entulhos, materiais de construção, pedras e barro.

Click AQUI para ver o vídeo

“Ensinamos como eles devem andar sozinhos pelas ruas. Mas existem muitos obstáculos, fora a questão do solo. É muito atípico. Os alunos precisam do meio fio ou das paredes para aprenderem a se locomoverem bem. Atrapalha muito o trabalho. É risco para eles ensinar aqui”, afirma a professora Luciana Nogueira Neves.

Funcionários do Centro enviaram fotos para a reportagem da TV TEM, as quais mostram uma aluna deficiente vistual andando pela calçada, que está cercada de areia de materiais de construção.

Aluna de entidade encontra terra e poste em calçada no Jardim Bela Vista (Foto: Reprodução/TV TEM)
Aluna de entidade encontra terra e poste em calçada no Jardim Bela Vista (Foto: Reprodução/TV TEM)

O G1 e TV TEM já mostrou o problema em 2015. Contudo, há dois anos as dificuldades continuam. Para a aluna Gisele Caprara, é falta de respeito com todos os estudantes que precisam aprender como andar sozinhos nas ruas.

“Eu acho muita falta de respeito. Então, as pessoas têm que se colocar no nosso lugar e se conscientizar”, afirma.

A reportagem tentou perguntar pra algum responsável sobre a situação dos materiais de construção que ficam próximos ao Centro, mas ninguém quis se pronunciar.

O estudante José Maria Nunes afirma que , devido aos obstáculos, tem medo de andar sozinho. “Não dá coragem de andar sozinho. Dá medo e vergonha de bater nos outros”, conta.

Segundo a professora Luciana, falta mais consciência de todos. “As pessoas pensam muito na questão da acessibilidade arquitetônica. Não é só isso. Existe a questão atitudinal. As pessoas buzinam, não dão informações verbais. A sociedade precisa de outra visão”, diz.

Deficientes visuais enfrentam dificuldades para caminhar em calçadas de Itapetininga (Foto: Reprodução/TV TEM)
Deficientes visuais enfrentam dificuldades para caminhar em calçadas de Itapetininga (Foto: Reprodução/TV TEM)

De acordo com a Prefeitura de Itapetininga, a empresa de carrocerias do Jardim Bela Vista foi autuada por causa do descumprimento da notificação aplicada referente ao uso do passeio público para extensão do comércio O valor da multa é de R$ 336,90. O departamento informa ainda que faz a fiscalização em todo município notificando e autuando os donos de empresas e terrenos que estejam em desacordo com o código de posturas.

Com relação às obras de acessibilidade, a Secretaria de Obras e Serviços informa que estão no cronograma para os próximos dias a construção de rampas de acesso no semáforo da rua Quintino Bocaiuva e que levantamentos estão sendo realizados para a implantação de dispositivos em outros pontos da cidade.

Também com relação à acessibilidade, a Secretaria de Trânsito e Cidadania informa que nos próximos dias um semáforo sonoro vai ser colocado na rua Quintino Bocaiuva em frente à Caixa Econômica Federal.

Por último, sobre a questão das lixeiras, a prefeitura apenas disse, em nota, que todos os resíduos sólidos devem ser empacotados ou colocados em vasilhas apropriadas, em frente às residências, nos dias em que a coleta é feita.

Fonte: g1.globo.com

Nenhum comentário: