quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Procurando por respostas

Me chamo Aparecida Fagundes Zampieri, tenho 52 anos, convivo com a policondrite recidivante há 5 anos, sou aposentada, moro em Curitibanos – SC.

Por Priscila Torres

                                                

A principio o que me levou a procurar tratamento médico foi uma grave inflamação nos olhos. Fui tratada de conjuntivite de todas as espécies, como não melhorava e se agravava o estado com mais e mais lesões nas córneas a ponto de quase ficar cega, começamos a procurar outras causas. Durante esse período houve um desabamento do nariz (nariz em cela), orelhas vermelhas e moles, dores no nervo do pescoço, etc. Então fui tratada como hanseníase durante mais de um ano. Não melhorando e continuando o caso à agravar-se e sentindo muitas dores nos pés, nas articulações, muito inchaço nas pernas dificuldade para mover a perna esquerda, fui internada no Instituto Lauro de Souza Lima(Centro especializado no tratamento da Hanseníase), por 10 dias.

Foi então descartado qualquer vestígio do bacilo da hanseníase voltamos à estaca zero, procurando então nas doenças reumáticas a resposta. Enfim o Dr. Ivânio de Florianópolis diagnosticou como policondrite recidivante e em estado grave devido ter passado muito tempo sem o tratamento adequado. Foi então que ele começou a me tratar com a Adalimumabe (Humira) que me pôs em pé novamente e fiquei muito bem. Porém já fazem mais de 3 meses que não recebo mais a medicação porque o processo foi negado e o estado suspendeu pelo fato do humira não estar indicado para esta doença na qual estou submissa, e sendo uma doença auto imune sem essa medicação a doença volta e sua degeneração nas cartilagens é irreversível.

Nenhum comentário: