domingo, 6 de agosto de 2017

Sem patrocínio, Macaé Basquete corre o risco de não participar do NBB

Treinador da equipe, Léo Costa, revela que movimento na cidade será criado para garantir a vaga na Liga Nacional de Basquete: "Esperamos reverter esse quadro"

Por Juan Rodriguez, Cabo Frio,RJ

Léo Costa revelou que será criado um movimento para possibilitar a permanência do Macaé Basquete no NBB (Foto: Reprodução/ InterTV RJ)
Léo Costa revelou que será criado um movimento para possibilitar a permanência do Macaé Basquete no NBB (Foto: Reprodução/ InterTV RJ)

O Macaé Basquete corre contra o tempo para garantir a sua participação no NBB 10. Com a saída de seu patrocinador master, a equipe tem até o dia 9 de agosto para confirmar presença na principal competição do esporte no Brasil, em prazo que foi estabelecido pela Liga Nacional de Basquete. O valor do antigo patrocínio era cerca de 70 mil reais mensais, quantia que foi confirmada pelo treinador do time profissional, Léo Costa. Segundo ele, um movimento será criado na cidade de Macaé em busca de auxílio por parte de empresários e fãs da modalidade.

A gente teve uma notícia muito difícil há uns dias atrás, que nos pegou de surpresa. O patrocinador que vinha com a gente há quatro temporadas nos deixou e, agora, estamos tentando nos reestruturar. A data limite que a Liga Nacional nos deu para confirmar a participação é 9 de agosto, então, estamos tentando criar um movimento de apoio na cidade, para que aquele torcedor comum vire sócio-torcedor e nos ajude. Também tem o empresário local que pode abraçar esse projeto - revelou.

Além da possível "desclassificação" do Macaé Basquete da NBB, os projetos sociais que são mantidos pelo clube podem deixar de existir, como as categorias de base, o "Basquete sobre rodas" e o "Basquete na praça". De acordo com Léo Costa, tais projetos possuem o poder de transformar vidas através da prática do esporte.

Além do time que está na Primeira Divisão da Liga Nacional e leva o nome de Macaé, temos o projeto social com 250 crianças carentes e a equipe de cadeirantes, o "Basquete sobre rodas", um projeto que nos orgulha muito.

Também tem as categorias de base, com atletas de 9 a 19 anos, que buscam o sonho de vencer através do esporte. O Macaé Basquete é a única equipe que mantém esse tipo de projeto. Esperamos que o movimento possa reverter esse quadro, que está muito difícil - afirmou Léo, que também lamentou a atual situação.

Investimos tempo, nos sacrificamos por esse projeto. E, de uma hora para outra, está perto de acabar - concluiu.

Segundo um dos atletas do "Basquete sobre rodas", o armador João, a saída do principal patrocinador do clube impossibilita a permanência do projeto, que possui um alto custo mensal a ser mantido.

João, que faz parte do projeto
João, que faz parte do projeto "Basquete sobre rodas", falou da importância da prática de esportes (Foto: Reprodução/ InterTV RJ)

Somos parceiros do Macaé Basquete há uns quatro, cinco anos, e essa parceria tem nos ajudado. Ajuda nas despesas, com os jogadores e a manter o material. 

A direção nos dá suporte para melhorar cada vez mais. Temos cerca de 20 pessoas que participam do projeto. Hoje, Macaé é uma referência no basquete em todo o Estado, inclusive, no basquete com cadeirantes. A dificuldade é cada vez maior, ainda mais com a saída do patrocinador - disse João, que falou da importância da prática de esporte para pessoas com deficiência.

É um esporte de alto rendimento. Além da competição, trabalha com o social. Muitas pessoas ficam presas em casa por terem algum tipo de deficiência. Com o esporte, você ganha força física e mental. É um desafio a ser superado, mas o resgate é muito valoroso. A autoestima dessas pessoas cresce muito - garantiu.

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