segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Moda inclusiva: Estlista brasileira cria coleção atemporal para PESSOAS COM DEFICIÊNCIA feita a partir de resíduos plásticos.


Conforto, praticidade, funcionalidade, e claro, estética e design. Foi pensando nisso que a estilista de Porto Alegre Victoria Cuervo criou mais uma coleção de moda inclusiva, atemporal e sem gênero, pensada para todos os corpos. A inspiração do tema? Surgiu a partir da coleta de resíduos plásticos feita por ela e seus amigos nas praias do RS e SC. “Sei que isso é uma questão global e não será resolvida de um dia para outro, mas com o grande interesse das comunidades e projetos de limpeza nas praias, acredito que a diferença um dia poderá ser vista”, diz Victoria.

Brinquedos, escovas de dente, isqueiros e embalagens viraram as estampas das peças, que abordam de uma forma divertida um assunto sério e mostram a importância da conscientização de manter as praias e oceanos limpos, além do descarte de forma correta, eliminando parcialmente ou totalmente os impactos resultantes da acumulação de plásticos e materiais no meio ambiente. Ao todo Victoria criou cinco estampas diferentes feitas a partir da técnica de sublimação.

As roupas com estampas coloridas e adaptadas ganharam modelagens diferenciadas e fechamentos estratégicos para facilitar o vestir e despir, ao pensar em todos os públicos possíveis, democratizando assim a moda.

Victoria criou camisetas, vestidos, bermudas, blusas, casacos e macaquinhos em malha PET, algodão, moletom, neoprene, plástico e linho. Camisetas e vestidos foram fechadas nas laterais com velcro, zíperes nas saias e bermudas para facilitar na hora da troca de sonda, por exemplo.

Também há peças sem costuras nas costas, fechamentos em envelope para servir em todo mundo, elástico na cintura, recortes para quem usa a cadeira de rodas. Algumas adaptações que fazem a diferença, mas ela ressalta que as peças são para todo mundo.


O DESFILE: COLEÇÃO PLASTIC – MODA INCLUSIVA

Para lançar a Coleção Plastic, Victoria contou com um casting de anãs, cadeirantes, cegas, muletante, modelos profissionais sem deficiência e plus size, representando o melhor da inclusão.

Os acessórios usados foram feitos em borracha pela marca gaúcha Tun e os broches criados com o material descartado nas praias. O calçado usado foi sandália Flox da Melissa que é unissex e tem tamanho infantil que pode ser usado por uma das modelos com nanismo.

SOBRE VICTORIA CUERVO

Vitória Cuervo é formada em Moda pela Universidade Feevale em Novo Hamburgo, RS, e conta que começou a se interessar pelo assunto quando escolheu o tema em seu trabalho de conclusão de curso em 2009. Desde então, a estilista inclui peças adaptadas em suas criações.

A gaúcha já participou do Donna Fashion Iguatemi, onde uma cadeirante desfilou pela primeira vez, tirou segundo lugar no 3º Concurso Moda Inclusiva realizado pelo estado de SP e foi finalista do Premio Top XXI Design Brasil na categoria novos talentos com a coleção Caleidoscópio em SP.



As peças de Victoria foram pensadas com funcionalidades para cadeirantes, pessoas cegas, com nanismo e outras singularidades!


Padrões ideais? Ideal é ver é a beleza de todo ser humano como um todo!


Fotos Ana Viana. Consultoria: Cris Otto. Styling As Modistas. Modelos Joy Model Management. Beleza Senac POA e Renata Flor. Locação das fotos: Estúdio SOho e Salão Átrio do Santander Cultural.

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