sábado, 31 de março de 2018

Mães promovem evento em Itabaiana para falar sobre autismo

Encontro ocorrerá na segunda-feira (2) Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

Por Anderson Barbosa, G1 SE, Aracaju

Evento ocorre em um shopping do município de Itabaiana (SE) (Foto: Rede Amazônica Roraima/Reprodução)
Evento ocorre em um shopping do município de Itabaiana (SE) (Foto: Rede Amazônica Roraima/Reprodução)

O grupo formado por cerca de 30 mães da Região Agreste de Sergipe promove na segunda-feira (2) o 1º Encontro de Mães e Autistas de Itabaiana, a partir das 17h, na praça do Shopping Peixoto. O evento é gratuito e ocorrerá no Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

Aberto para a participação de toda a sociedade, o encontro é organizado pelo grupo Autismo Itabaiana, com o objetivo de discutir o assunto através dos relatos das mães, aliados as experiências dos profissionais como a fonoaudióloga Manuela Nascimento, a psicopedagoga Cláudia Juliana Oliveira Chagas, a psicóloga Gracyelle Barbosa da Mota e a terapeuta ocupacional Neany Barbosa.

“Vamos passar algumas horas discutindo sobre a temática, na tentativa de plantar a semente na sociedade sobre a importância da aceitação do autismo. Como mãe de autista, já vivencie várias situações de constrangimento. É uma batalha, mas cada dia estamos vencendo”, desabafa a bacharel em Direito, Roberta Rocha Ramos.

Ela ressalta que outra dificuldade enfrentada pelas famílias são os gastos com o tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA), pois precisam de atenção multiprofissional. “Neste evento são mães lutando para chamar a atenção das autoridades competentes para a necessidade de nos ajudar nesta causa. O tratamento é caro e muitas famílias não têm condição de manter”, desabafa.

Moisés e a mãe Roberta Ramos (Foto: Arquivo Pessoal)
Moisés e a mãe Roberta Ramos (Foto: Arquivo Pessoal)

Descobrindo o autismo

Roberta Rocha é natural de Cedro de São João e há sete anos mora em Itabaiana. A bacharel em Direto é mãe de Moisés, um garoto de 3 anos, que há cerca de dois anos foi diagnosticado com autismo. No ano passado, ela usou a sala de casa para explicar as pessoas sobre o que o filho tinha.

“A minha ideia era explicar aos vizinhos e amiguinhos dele sobre o que é o autismo. As crianças não entendiam, chamavam ele de nervosinho, foi quando percebi a necessidade de explicar o que ele realmente tinha”, conta.

Fonte: g1.globo.com

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