domingo, 1 de abril de 2018

“Popularizar a acessibilidade é o desafio”

Secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência participou de fórum em Santos/SP nesta sexta-feira, 23, com palestra sobre como o acesso a informação, tecnologias e oportunidades é modificado por questões sociais e financeiras. Marco Pellegrini também falou de tecnologia assistiva, equiparação profissional e Lei de Cotas.

Luiz Alexandre Souza Ventura

IMAGEM 01: Secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência participou de fórum em Santos/SP nesta sexta-feira, 23, com palestra sobre como o acesso a informação, tecnologias e oportunidades é modificado por questões sociais e financeiras. Marco Pellegrini também falou de tecnologia assistiva, equiparação profissional e Lei de Cotas. LEGENDA PARA CEGO VER: Homem sentado em uma cadeira de rodas equipada com vários dispositivos eletrônicos e mecânicos. Ele veste terno cinza, camisa branca, gravata azul e fala ao microfone segurando por outra pessoas. Crédito da foto: Isabela Carrari / Divulgação / Prefeitura de Santos
Secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência participou de fórum em Santos/SP nesta sexta-feira, 23, com palestra sobre como o acesso a informação, tecnologias e oportunidades é modificado por questões sociais e financeiras. Marco Pellegrini também falou de tecnologia assistiva, equiparação profissional e Lei de Cotas. LEGENDA PARA CEGO VER: Homem sentado em uma cadeira de rodas equipada com vários dispositivos eletrônicos e mecânicos. Ele veste terno cinza, camisa branca, gravata azul e fala ao microfone segurando por outra pessoas. Crédito da foto: Isabela Carrari / Divulgação / Prefeitura de Santos

“Pessoas com deficiência que vivem em melhores condições financeiras têm maior acesso a informação, tecnologias e oportunidades, e enfrentam menos barreiras”, afirmou nesta sexta-feira, 23, Marco Antônio Pellegrini,  secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD).

“Isso é diferente para os menos favorecidos. Nosso desafio é popularizar a acessibilidade”, disse Pellegrini durante o Fórum Metropolitano de Direitos Humanos de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social da Prefeitura de Santos, no litoral sul de SP.

O encontrou sobre habilitação, reabilitação e acessibilidade reuniu aproximadamente 100 pessoas de Santos, São Vicente, Praia Grande, Peruíbe, Guarujá, Caraguatatuba, Barueri e outras regiões paulistas no auditório do Museu Pelé, no Centro da cidade.

Pellegrini falou ainda sobre tecnologia assistiva, equiparação de oportunidades profissionais e Lei de Cotas. Abordou também a Classificação Internacional de Funcionalidades (CIF), critério que passou a ser usado para identificar pessoas com deficiência, além dos desafios para implementar novas políticas.

“Temos muitas conquistas. Percebemos maior protagonismo, autonomia e empoderamento da pessoa com deficiência, mas ainda há muito trabalho e muito para alcançar”, ressaltou o secretário.

IMAGEM 02: Fórum Metropolitano de Direitos Humanos de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência reuniu aproximadamente 100 participantes no auditório do Museu Pelé, em Santos/SP. LEGENDA PARA CEGO VER: Imagem aberta do auditório do Museu Pelé mostra várias fileiras de cadeira, todas lotadas, e o palco, com uma apresentação de slides. Sobre o tablado estão um homem com um cão-guia, uma intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) e outro homem em uma cadeira de rodas. No lado esquerdo da imagem, uma mulher em uma cadeira de rodas está posicionada sobre a rampa de acesso. Crédito da foto: Isabela Carrari / Divulgação / Prefeitura de Santos
Fórum Metropolitano de Direitos Humanos de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência reuniu aproximadamente 100 participantes no auditório do Museu Pelé, em Santos/SP. LEGENDA PARA CEGO VER: Imagem aberta do auditório do Museu Pelé mostra várias fileiras de cadeira, todas lotadas, e o palco, com uma apresentação de slides. Sobre o tablado estão um homem com um cão-guia, uma intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) e outro homem em uma cadeira de rodas. No lado esquerdo da imagem, uma mulher em uma cadeira de rodas está posicionada sobre a rampa de acesso. Crédito da foto: Isabela Carrari / Divulgação / Prefeitura de Santos

SAIBA MAIS – Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Ministério dos Direitos Humanos é responsável pela articulação e coordenação das políticas públicas voltadas para as pessoas com deficiência no Brasil.

O atual secretário, Marco Antonio Pellegrini, ficou tetraplégico aos 27 anos, quando sofreu uma lesão medular em agressão por arma de fogo durante um assalto.

Naquela época, desenvolvia atividades no Metrô de São Paulo e optou por continuar trabalhando. Foi o primeiro caso de recolocação pela metodologia do Emprego Apoiado em âmbito nacional. Passou a contribuir ativamente com o departamento de Recursos Humanos da empresa no processo de inclusão dos trabalhadores com deficiência e na acessibilização do sistema metroviário.

Formado em Matemática e pós-graduado em Tecnologia Assistiva, fundou e presidiu o Centro de Vida Independente Aracci Nallim – CVI-AN.

Foi também coordenador de acessibilidade e secretário adjunto na Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) de São Paulo, desde a sua criação, em março de 2008.

Implantou programas como o Praia Acessível, Caravana da Inclusão, Biblioteca de São Paulo no Parque da Juventude (com recursos de total acessibilidade ao conteúdo), além do desenvolvimento de tecnologias assistivas.

Atuou no Congresso Nacional para a aprovação da  Convenção da Organização das Nações Unidas para os Direitos das Pessoas com Deficiência e na defesa da Lei de Cotas no trabalho.

Foi agraciado em 2010 com a Medalha Força da Raça – 100 anos da Revolta da Chibata, concedida pela Força da Raça Campinas. Em 2012, recebeu homenagem da Câmara Municipal de São Paulo pelo Dia da Consciência Negra, por sua liderança na comunidade e o trabalho contra a discriminação étnica.

Recebeu ainda o Prêmio Luiz Gama, concedido pelo Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo, nas comemorações dos 30 anos de atuação do Conselho.

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