domingo, 6 de maio de 2018

Faltam ciclovias, rampas para cadeirantes e coberturas em pontos de ônibus de Leme, SP - Veja o vídeo.

Prefeitura prepara plano de mobilidade urbana para este ano e pede participação da população.

Por Jornal da EPTV 1ª Edição

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Moradores de Leme, SP, enfrentam problemas de mobilidade urbana

Ausência de ciclovias, bicicletários, pontos de ônibus sem cobertura e falta de acessibilidade para cadeirantes são alguns dos problemas enfrentados pelos moradores de Leme (SP). A prefeitura prepara um plano de mobilidade urbana para este ano. A população pode participar.

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O uso da bicicleta como meio de transporte é muito comum na cidade. Pouco gasto e a opção de parar o veículo em qualquer local, como árvores, postes e orelhões, são algumas das vantagens. Na falta de bicicletários, o jeito é improvisar e, às vezes, o pedestre acaba sendo prejudicado com isso.

Uso de bicicleta como meio de transporte é muito comum na cidade (Foto: Ronaldo Oliveira/EPTV)
Uso de bicicleta como meio de transporte é muito comum na cidade (Foto: Ronaldo Oliveira/EPTV)

Na opinião da operadora de caixa Ana Paula Caxias Fendi, a cidade tem muito o que melhorar quando o assunto é infraestrutura para os ciclistas. A falta de ciclovias no Centro é um dos problemas. “É muito arriscado andar de bicicleta porque os carros não respeitam”, disse.

Para a dona de casa Carmélia Pereira Brito, andar de ônibus não é uma opção mais em conta, uma vez que a passagem custa R$ 3,30. “A gente anda três, quatro quarteirões para pagar um valor desses. É caro”, disse. Ela ressaltou que os pontos de ônibus não têm cobertura para proteger do sol ou da chuva.

A prefeitura informou que o preço cobrado no transporte coletivo está dentro da média praticada nas cidades da região, entre R$ 3,20 e R$ 3,80.

Hebert Nagy Cardoso tem dificuldade para descer do carro (Foto: Ronaldo Oliveira/EPTV)
Hebert Nagy Cardoso tem dificuldade para descer do carro (Foto: Ronaldo Oliveira/EPTV)

Acesso aos cadeirantes

O aposentado Hebert Nagy Cardoso perdeu o movimento das pernas por causa de um problema na medula. Ele faz de tudo pra não depender de outras pessoas pra se locomover. O carro dele é adaptado, justamente pra ter mais liberdade.

Mas na prática nem sempre ele consegue essa autonomia. No Centro, por exemplo, falta de guia rebaixada faz com que o aposentado tenha dificuldade para sair do carro e passar para a cadeira. “Quer sair, o pé enrosca, a cadeira tomba. No meu caso estou sozinho, então é um complicador maior”, disse.

O também cadeirante Reginaldo Donizete Ganziol concorda. “Se a guia fosse completamente rebaixada ficaria bem mais prático para descer do carro, principalmente se estivesse sozinho”.

Ponto de ônibus sem cobertura em Leme (Foto: Ronaldo Oliveira/EPTV)
Ponto de ônibus sem cobertura em Leme (Foto: Ronaldo Oliveira/EPTV)

Ações de melhorias

O secretário de Transportes e Viação, Paulo Máximo, reconhece os problemas que os passageiros enfrentam. Ele disse que várias informações estão sendo levantadas, como número de usuários de transporte coletivo, vagas para estacionamento de carros, sinalização no trânsito, condição das calçadas.

A partir desses dados, a prefeitura vai criar ainda este ano um plano de melhorias. Os moradores podem ajudar  preenchendo um questionário na internet na pagina da prefeitura.

“Tudo está sendo levantado: placas, vias, estacionamentos, quantidade de vagas, guias rebaixadas. A nossa previsão é entregar o plano em junho”, disse. Segundo a prefeitura, é importante a participação da população.

Prefeitura prepara plano de mobilidade urbana (Foto: Ronaldo Oliveira/EPTV)
Prefeitura prepara plano de mobilidade urbana (Foto: Ronaldo Oliveira/EPTV)

Fonte: g1.globo.com

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