segunda-feira, 14 de maio de 2018

Hospital de Goiânia libera mãe para acompanhar filho em UTI por 38 dias: 'Tempo precioso'

No Dia das Mães, mulher afirma que visita estendida foi ‘fundamental’ para recuperação do jovem, que tem paralisia cerebral e microcefalia. Projeto do Hugol ampliou horários de visitas na unidade.

Por Murillo Velasco, G1 GO

Heliane Conceição Damasceno e o filho, Lucas Eduardo, na UTI do Hugol (Foto: Hugol/Divulgação)
Heliane Conceição Damasceno e o filho, Lucas Eduardo, na UTI do Hugol (Foto: Hugol/Divulgação)

Um projeto desenvolvido pelo Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) autorizou uma mãe a acompanhar o filho que ficou 38 dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Goiânia. No Dia das Mães, comemorado neste domingo (13), a manicure Heliane Conceição Damasceno afirma que o fato de poder acompanhar Lucas Eduardo, de 19 anos, na UTI “acelerou” a recuperação dele.

Lucas tem paralisia cerebral e microcefalia. No último dia 22 de março, foi internado no Hugol por conta de uma pancreatite. Ele fez o tratamento, foi submetido a uma cirurgia na vesícula, mas, devido a algumas intercorrências, precisou ser levado para a UTI. Durante mais de um mês, Heliane pode o acompanhar todos os dias, das 9h às 21h.

Agora, com o filho de alta da UTI, e na enfermagem do hospital, ela sonha em poder leva-lo para casa.

“Foi muito precioso para mim este período em que ele estava na UTI e o hospital deixava eu passar o dia com ele. Não é fácil para uma mãe saber que o filho está passando por um momento tão delicado e a gente não poder estar perto. Graças a Deus aqui no hospital isso foi diferente. Eu perto dele, junto desta equipe maravilhosa, tenho certeza que acelerou a recuperação”.

“Agora estamos a um passo para voltar para casa. A vida dele é um milagre para mim”, comemorou a mãe.
O acompanhamento do filho dentro da UTI se deu graças ao projeto da visita estendida do Hugol. Conforme divulgado pelo hospital, diferente de como ocorre na maioria dos hospitais, onde a visita em UTI dura cerca de 30 minutos, a instituição permite que os visitantes permaneçam com os pacientes por até 12h por dia.

Enquanto ficam no local, além de poderem acompanhar a pessoa que está em tratamento, recebem suporte educativo, com orientações sobre o funcionamento da UTI.

“É uma troca. Eu aprendi muito com a equipe da UTI do hospital e tenho certeza que também pude ensinar. Porque uma mãe que acompanha o filho o conhece tão bem, que tem truques no tratamento que só a gente compreende, e que fazem toda a diferença. Estar ao lado do Lucas esse tempo todo, junto com tantos profissionais competentes foi muito especial”, disse a manicure.

Atualmente, o projeto de visita estendida é realizado nas UTIs adulto “C” e na unidade especializada em queimaduras.

De acordo com o Hugol, os dois setores participam, desde 2017, do projeto Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil, do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional (Proadi) do SUS e Ministério da Saúde. A iniciativa abrange 120 UTIs no país.

Fonte: g1.globo.com

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