sábado, 30 de junho de 2018

Atraso de salários prejudica tratamento de pessoas com deficiência em Santa Cruz - Veja o vídeo

Funcionários de centro de referência estão sem receber salários e falta material básico. Prefeitura suspendeu repasses a ONG responsável pela gestão por demora na prestação de contas, mas instituição nega irregularidades.

Por Bom Dia Rio

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Centros de tratamento de pessoas com deficiência tem atendimento reduzido

Funcionários do Centro Municipal de Referência para Pessoas com Deficiência de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, estão sem receber salários. Como mostrou o Bom Dia Rio desta sexta-feira (29), devido ao atraso, o atendimento no local está reduzido e pacientes estão sendo prejudicados.

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Atualmente, o centro atende cerca de 400 crianças, adultos e idosos. A unidade também oferece terapias, aulas de arte, esportes e reabilitação. Familiares dos pacientes atendidos na unidade de saúde estão desesperados.

"Meu filho é portador de microcefalia. Eu já estou aqui há um ano. Os funcionários estão sem pagamento, estão vindo mesmo por amor ao paciente e por solidariedade, porque eles tiram dinheiro do bolso deles. Eles não recebem passagem, alimentação e muito menos o salário", reclamou a dona de casa Simone Rodrigues Lima.

Outra mãe, Patrícia Pereira da Silva, lamenta que o atendimento esteja sendo reduzido.

"A situação está muito complicada. Perdemos já fonoaudiólogo, perdemos musicoterapeuta. Enfim, muito complicado", lamentou.

Em mais um exemplo de como o serviço no centro está reduzido, Alexandra Freire, mãe de uma criança com Síndrome de Down , contou que, antes, o atendimento à filha durava 50 minutos. Com as mudanças, o tempo reduziu à metade.

"Está uma precariedade isso aqui. Os funcionários não estão recebendo. Tem vidro quebrado lá. Então, está uma precariedade. São só 25 minutos e às vezes nem tem atendimento", disse Alexandra.

Como o atendimento no centro é filantrópico, muitos pais que recorrem ao centro não têm condições de arcar com tratamentos particulares. Foi o que contou a mãe de Caíque, a doméstica Sônia Isabel Raimundo. Já que não pode pagar fisioterapia para o filho, a unidade de saúde acaba sendo fundamental para o desenvolvimento do adolescente.

Faltam materiais
Funcionários do centro contaram que vários materiais básicos estão em falta, como papel higiênico, por exemplo. Também não há mais o lanche que costumava ser servido aos pacientes.

Além disso, os funcionários disseram que estão há dois meses sem receber salário e estão cumprindo aviso prévio - que termina na próxima semana. Pais de pacientes contaram que o Centro de Referência de Irajá, na Zona Norte, está na mesma situação.

A Subsecretaria Municipal da Pessoa com Deficiência comunicou que não há previsão de interrupção dos atendimentos das unidades de Santa Cruz e Irajá. E explicou que o município suspendeu o repasse de verbas porque houve demora na prestação de contas por parte do Cebrac, a ONG responsável pela administração dos dois centros.

A subsecretaria disse, ainda, que o contrato atual, que vence em julho, já está em processo de renovação.

O Cebrac argumenta que desde o início do convênio os repasses da prefeitura são irregulares e, no momento, quatro parcelas estão atrasadas.

A ONG diz que suas prestações de conta estão em dia e negou que a prefeitura tenha dado sinal de renovação do acordo até agora.

Fonte: g1.globo.com

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