segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Deficiente físico escala o Pico dos Marins com cadeira improvisada e ajuda de amigos

Grupo de 20 pessoas, que além de amigos tinha militares voluntários, participou da expedição. Bancário perdeu uma perna em um acidente na Dutra, mas não desistiu do sonho de reviver a aventura que fez antes da amputação.

Por G1 Vale do Paraíba e Região

Denilson no Pico dos Marins em Piquete (Foto: Arquivo Pessoal)
Denilson no Pico dos Marins em Piquete (Foto: Arquivo Pessoal)

A dificuldade de locomoção não impediu que um bancário de Lorena (SP) realizasse o sonho de subir mais de dois mil metros e chegar ao topo do Pico dos Marins, uma das montanhas mais altas de São Paulo. Denilson Rocha, de 39 anos, perdeu a perna direita em um acidente de moto, em 2004, e sonhava em refazer a trilha.

“Eu já tinha feito a trilha com 22 anos, mas quando aconteceu o acidente achava que nunca ia conseguir reviver aquilo. E eu sempre quis muito poder me superar e chegar lá de novo”, contou o bancário, que tem uma prótese.

A expectativa de voltar ao Pico dos Marins, em Piquete (SP), começou quando o amigo dele Marco Aurélio Macedo, que serviu o exército com o bancário até o ano do acidente, ligou pedindo o contato de um amigo em comum e contou que ia fazer a trilha.

"Na hora eu disse que queria ir também e ele topou a ideia. Convidamos alguns amigos, sendo que um deles é um guia. Fiquei ansioso”, contou Denilson.

“Quando ele disse que queria ir, fiquei muito feliz. Moro tão perto e subo tantas vezes que estou acostumado, mas para ele isso fez a diferença. Muita gente decidiu ir para ajudar, inclusive militares que atuam hoje no exército”, contou Marco Aurélio.

                   Denilson comemorou ao vencer os desafios e chegar ao topo do Pico dos Marins (Foto: Arquivo Pessoal)
Denilson comemorou ao vencer os desafios e chegar ao topo do Pico dos Marins (Foto: Arquivo Pessoal)

Com uma cadeira adaptada, fabricada por um amigo serralheiro e uma corda, o grupo saiu de Piquete no começo da noite do dia 20 de julho. Foram sete horas de trajeto - que geralmente é feito em cerca de quatro horas.

Em alguns trechos, ele precisou de ajuda dos amigos para subir. Ele acamparam no ponto mais alto e retornaram quando amanheceu.

“Foi muito difícil subir, precisei de equipamentos de escalada. Minha maior dificuldade foi com a prótese para subir sem machucar a região da amputação, mas valeu a pena. Foi incrível conseguir tudo isso”, contou.

"Foi difícil para ele, mas mesmo cansado, ele não queria parar, estava motivado. Ele tinha o objetivo de chegar ao topo e foi muito gratificante quando conseguimos chegar lá”, comemorou Marco Aurélio.

Denilson usou cadeira de rodas adaptadas e foi carregado em alguns trechos (Foto: Arquivo Pessoal)
Denilson usou cadeira de rodas adaptadas e foi carregado em alguns trechos (Foto: Arquivo Pessoal)

Pico dos Marins tem mais de dois mil metros (Foto: Arquivo Pessoal)
Pico dos Marins tem mais de dois mil metros (Foto: Arquivo Pessoal)

              Denilson e os amigos que participaram da 'missão'  (Foto: Arquivo Pessoal)
            Denilson e os amigos que participaram da 'missão' (Foto: Arquivo Pessoal)

Grupo acampou no Pico dos Marins após sete horas de trilha (Foto: Arquivo Pessoal)
Grupo acampou no Pico dos Marins após sete horas de trilha (Foto: Arquivo Pessoal)

Fonte: g1.globo.com

Nenhum comentário: