quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Feira no Rio apresenta equipamentos para melhorar mobilidade e qualidade de vida de deficientes - Veja o vídeo.

Entre os equipamentos exibidos, óculos com dispositivo de visão artificial para leitura de livros, jornais e revistas. Cadeirante exibe equipamento que garante liberdade de locomoção.

Por Bom Dia Brasil

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Feira mostra novos produtos para deficientes físicos, no Rio

Uma feira, no Rio de Janeiro, exibiu novos produtos que podem facilitar a vida de deficientes físicos. No Brasil, uma em cada quatro pessoas vive com mobilidade reduzida. A Mobility Show aconteceu no último fim de semana. Esse tipo de mercado movimenta mais de R$ 5 bilhões por ano no país. Segundo dados do IBGE, 46 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência. No Brasil, uma em cada quatro pessoas vive com mobilidade reduzida.

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Márcio Teixeira, de 46 anos, nasceu cego. E sempre quis ler um livro, uma tarefa difícil para ele, que só consegue ler em braile, mas que agora ficou mais simples. Um par de óculos com tecnologia israelense tem um dispositivo de visão artificial, que narra trechos de livros, jornais e revistas.

“As possibilidades do que a gente pode fazer com isso são imensas. Como a simples leitura de um jornal”, destacou Teixeira.

O aparelho também alerta sobre a presença de pessoas e conta com um banco de dados com mais de um 1,5 milhão de produtos cadastrados. Caso ele ou qualquer usuário estivesse no mercado, saberia exatamente o que está nas prateleiras. E não é só isso: o equipamento reconhece cédulas e diz as horas.

Por usar tecnologias inovadoras, de ponta, esses produtos geralmente têm custo alto. No caso dos óculos de visão artificial, R$ 19.900. Mas há uma linha de crédito especial para deficientes físicos, com taxas mais baixas e parcelamento prolongado, como contou Ana Patrícia Lima, representante da empresa fabricante.

“Todo mundo fica realmente impressionado com a capacidade que o dispositivo tem de ler de identificar pessoas, pela rapidez”, afirmou Ana Patrícia.

De acordo com o fundador do evento, mesmo com uma divulgação maior, muitos deficientes não possuem acesso à tecnologia. “Apesar da grande tecnologia, informática, redes sociais, muita gente ainda não sabe o que há disponível para melhorar a sua qualidade de vida”, revelou Rodrigo Rosso, fundador da feira.

Fred perdeu o movimento das pernas há 15 anos. Mas com a ajuda da tecnologia, dá para superar várias dificuldades. Há cerca de três anos ele redescobriu a liberdade com um kit livre, que ele mesmo monta e sai pilotando.

“Vou a shopping, vou a mercado, vou a qualquer lugar desse sozinho, sem depender de ninguém”, diz Fred usando o equipamento.

Fonte: g1.globo.com

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