segunda-feira, 18 de março de 2019

Jovem com Síndrome de Down se forma em fotografia e comemora vitória com exposição - Vejam o vídeo.

Nicholas Filinkoski, de 23 anos, apresenta trabalho feito com outros jovens com Down na sexta-feira (22).

Por Bruno Grubertt, TV Globo

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Jovem com Síndrome de Down se forma em fotografia e inaugura exposição

Os cliques na câmera carregam o conhecimento de um estudante que está se formando num curso superior de fotografia. Nicholas Filinkoski, de 23 anos, têm Síndrome de Down e está comemorando a conclusão do curso com uma exposição, que vai ser aberta na sexta-feira (22), no Paço Alfândega, no Recife.

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Apaixonado por fotografia, Nicholas entrou, há pouco mais de dois anos, para a faculdade para aprender mais sobre a arte. "Quando faço as minhas fotos e vejo, fico muito orgulhoso. Aprendi a fazer fotos na faculdade, as professores ajudaram", conta.

O curso superior trouxe uma série de novidades para a família, que precisou se adaptar. A mãe do jovem, Elena Filinkoski, chegou a se matricular na faculdade, fez parte de alguns grupos de trabalho do filho para mostrar aos colegas de turma que ele também era capaz e estava lá para aprender.

"Existe um desconhecimento. Depois que as pessoas aprendem a conviver, as pessoas conseguem captar que o Nicholas pode aprender qualquer coisa, que ele precisa de um pouco mais estímulo, mas consegue acompanhar", explica.

Cliques feitos por Nicholas Filinkoski coroam a formatura na faculdade de fotografia — Foto: Nicholas Filinkoski/Divulgação
Cliques feitos por Nicholas Filinkoski coroam a formatura na faculdade de fotografia — Foto: Nicholas Filinkoski/Divulgação

Nicholas já terminou as aulas e vai pegar o diploma na segunda-feira (18). A exposição é composta por ensaios com modelos que também têm a Síndrome de Down.

A formatura e a exposição são comemoradas pelo jovem: são uma conquista que venceu os preconceitos. "Eu tô muito feliz que estou podendo tirar foto das minhas modelos", explica

A família toda torceu e se esforçou para que Nicholas se formasse e, agora, os pais comemoram as conquistas do primeiro do filho. "Eu fico feliz de ver as fotos dele, a produção dele. Quando ele faz, eu não vejo. Só vejo depois e fico 'caramba, ele fez essa foto'. Ele conseguiu captar a sensibilidade", conta a mãe.

"É um orgulho ver ele se formar. Eu sempre me emociono. O que para nós é uma simples conta de dois mais dois, para ele é uma dificuldade dobrada. Ele vem sendo estimulado desde criança. Um pediatra disse desde criança que ele podia fazer o que quisesse, era só estimular", explica o pai, Roberto Filinkoski.

                          Jovem com Síndrome de Down posou como modelo para as fotos de Nicholas Filinkoski — Foto: Nicholas Filinkoski/Divulgação
Jovem com Síndrome de Down posou como modelo para as fotos de Nicholas Filinkoski — Foto: Nicholas Filinkoski/Divulgação

Fonte: g1.globo.com

Preliminar do dérbi entre Ponte e Guarani terá partida de jovens com Síndrome de Down

Ação inclusiva acontece em parceria com a Macaca e está prevista para começar às 16h

Por GloboEsporte.com — Campinas, SP

Ação foi realizada pela primeira vez em 2016 — Foto: Victor Hafner / Ponte Preta
Ação foi realizada pela primeira vez em 2016 — Foto: Victor Hafner / Ponte Preta

Antes de a bola rolar para valer no dérbi entre Ponte Preta e Guarani, às 19h deste sábado, haverá um outro jogo especial no Majestoso. Em ação organizada pelo Movimento Maravilha Máxima em parceria com a Macaca, jovens com Síndrome de Down entre 12 e 28 anos vão entrar em campo, a partir das 16h. O objetivo da iniciativa é promover a inclusão social.

É esperada a presença de 12 meninos e meninas no evento, organizado por Maurício Carvalho em conjunto com o fotógrafo Marcos Ribolli e o professor José Pexotão. Ele explica que a ação faz parte da celebração pelo Dia Internacional da Síndrome de Down, em 21 de março.

- Trata-se de um jogo em campo reduzido, nada que prejudique fisicamente as crianças. Nos foi dada a oportunidade de fazer a comemoração no dia do dérbi. Procuramos mostrar aos pais a importância de uma atividade física às crianças e é realizado em comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down - afirmou Carvalho.

Essa é a primeira vez que o evento acontecerá em dia de jogo do time profissional da Ponte. Em 2016, houve um evento semelhante, e as crianças, além de jogarem no gramado, puderam visitar os vestiários do estádio.

Veja como foi a entrevista de Lili para encontrar um cão-guia e saiba como funciona o processo - Vejam os vídeos.

Deficiente visual participou do 'Lar Doce Lar' do último sábado, 16/3, e Luciano Huck buscou um projeto para que ela encontrasse um cachorro que a ajudasse a ter mais independência no dia a dia

Por Gshow — Rio de Janeiro

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Lili faz entrevista para ter o treinamento de cão-guia

O Caldeirão deste sábado, 16/3, foi emoção pura ao mostrar a história de uma atleta deficiente visual que mora em Atibaia, no interior de São Paulo. Lisandra Vellani participou do Lar Doce Lar e teve sua casa reformada e totalmente adaptada para as suas necessidades. O apresentador Luciano Huck, no entanto, quis fazer mais por essa mulher batalhadora e de bem com a vida: a fim de lhe garantir mais independência nas tarefas do dia a dia, a colocou em contato com o Instituto Magnus, um projeto que treina cães-guias para acompanhar pessoas com deficiência visual.

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Em uma conversa com Lili, o treinador profissional de cães-guia George Thomas tentou conhecer mais da rotina da atleta. A partir daí, ele consegue entender o que será preciso para treinar um cachorro sob medida para suas principais necessidades e a melhor forma de fazê-los se adaptar um ao outro.

"Para ser bem sincera, eu tenho medo de andar sozinha, porque já quase fui atropelada, aí eu peguei trauma", confessou Lili.

Lisandra foi presenteada com uma cadelinha para ser seu cão-guia — Foto: TV Globo
Lisandra foi presenteada com uma cadelinha para ser seu cão-guia — Foto: TV Globo

George tranquilizou Lili em relação à insegurança, mas disse que este será um ponto que ela precisará trabalhar até, finalmente, poder receber um cão para lhe auxiliar. "Essa insegurança é sinal de que você tem a capacidade e a possibilidade de fazer algumas coisas sozinha, mas acaba preferindo fazer com alguém. Esse bloqueio é algo que temos que olhar de perto, entender um pouquinho melhor e trabalhar", disse. "Então fica muitas vezes um dever de casa, de desenvolver rotas para que você ande de maneira segura e tranquila na rua, para podermos encaixar um cachorro nessa matemática, nesse cotidiano. Senão ele acaba atrapalhando ao invés de ajudar".

"Não adianta termos um cão-guia pronto, se você não estiver pronta para ter esse cachorro."

Lili também aproveitou para tirar dúvidas sobre as situações em que é ou não permitida a companhia dos cães e George explicou que há uma Lei Federal que dá o direito aos deficientes visuais de estar com o cão-guia em todos os lugares. "Você tem que ter a medalhinha do cachorro como cão-guia, a sua carteira de identificação como uma usuária de cão-guia e a cartela de vacinação do cachorro. Com esses documentos é permitido circular em todo o território nacional".

Luciano Huck apresenta Shakira, uma cão-guia, a Lisandra — Foto: TV Globo
Luciano Huck apresenta Shakira, uma cão-guia, a Lisandra — Foto: TV Globo

"Ele pode tudo. Ele pode entrar no ônibus, no táxi, no carro do aplicativo de transporte, no avião, em restaurante, biblioteca, mercado... Em todo o território nacional você pode circular com o cachorro."

O treinador explicou que o processo é feito em etapas e que, até cão e dono estarem prontos um para o outro, pode durar até 2 anos. "A primeira fase é essa entrevista, em que a gente começa a se conhecer; a segunda fase é eu ir até sua cidade entender suas rotas diárias; e a terceira fase é eu identificar o que você precisa fazer", explicou. Enquanto isso, o cão também é treinado: "Colocamos o cachorro em socialização, acompanhando, treinando... Já vamos saber a velocidade que você anda, qual a sua dinâmica de vida, e vou estar de olho para ver se tenho um cachorro com a sua cara".

"Você é uma candidata a cão-guia: é uma pessoa com vida ativa, com deficiência visual, e que precisa de um auxílio para mobilidade."

George Thomas, treinador de cães-guia, acompanhou a apresentação de Shakira a Lisandra — Foto: TV Globo
George Thomas, treinador de cães-guia, acompanhou a apresentação de Shakira a Lisandra — Foto: TV Globo

Entenda o passo a passo para se candidatar a um cão-guia no Instituto Magnus:

1 - A pessoa com deficiência se inscreve no site do instituto;

2 - Passa por uma entrevista (a mesma que Lili fez com o George);

3 - Um representante do instituto vai até a casa da pessoa para avaliar a mobilidade do candidato e se ele tem um “mapa mental” dos seus deslocamentos mais frequentes;

4 - Após a avaliação, fica definido se a pessoa precisa exercitar e desenvolver alguma habilidade;

5 - Enquanto isto, o cachorro é socializado e, depois, treinado para ser cão-guia;

6 - Depois do tempo necessário para o processo, a pessoa com deficiência fica duas semanas hospedada no Instituto para aprender a conviver, cuidar e manter a atividade de orientação do animal;

7 - Só terminado todo este processo a pessoa com deficiência pode levar o cão-guia para casa – e, ainda assim, fica em contato com o instituto por algum tempo.

Reveja a participação de Lili no 'Lar Doce Lar':

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O ‘Lar Doce Lar’ conta a história de Lisandra

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Confira como ficou a reforma do ‘Lar Doce Lar’ na casa de Lisandra


"Minha filha de 15 anos tem Síndrome de Down e é uma modelo talentosa"

Imagem: Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram
Georgia tem 15 anos e é modelo

Bárbara Therrie Colaboração para Universa

Sem notar nenhum traço diferente, a jornalista e dona de casa Rubia Furlan Traebert, 44, só ficou sabendo um dia após o nascimento de Georgia Furlan Traebert que ela tinha Síndrome de Down. Ela ensinou a filha a viver de forma positiva com a condição para ela se desenvolver uma criança confiante. A seguir, Rubia fala sobre a carreira de modelo da menina, que hoje tem 15 anos, contrato com cinco agências e 80 mil seguidores no Instagram.

"Eu morava em Boston, nos Estados Unidos, quando engravidei da Georgia. Com quatro meses de gestação, voltei para o Brasil, dei continuidade ao pré-natal e nenhum exame sinalizou que ela teria algum tipo de deficiência. Quando ela nasceu, eu a vi, peguei no colo, amamentei e não percebi nada de diferente. Ela não tinha os traços característicos perceptíveis. Só no dia seguinte ao parto, a médica falou para mim e para o meu marido, o Herman, que a nossa filha tinha Síndrome de Down. Foi um baque, ficamos chocados e choramos. Após nos acalmarmos, nos olhamos e falamos: 'ela é fruto do nosso amor, independentemente do que ela tenha, nós vamos amá-la e cuidar dela'.

Na época, eu não conhecia ninguém próximo com o mesmo caso, mas pelo pouco que eu sabia, achava que muitas pessoas só viam o lado ruim da condição, eu não queria transmitir essa mensagem para a minha filha. Eu decidi que ia seguir o meu coração de mãe, e ensiná-la a viver de forma positiva com a síndrome, trabalhar na autoestima para ela se desenvolver uma criança segura e confiante. Queria, junto com ela, escrever uma história de vida mais alegre, colorida, menos sofrida e dramática.

Georgia sente orgulho de ter Síndrome de Down

Quando ela ficou mocinha, eu expliquei o que ela tinha, falei que ela era especial e era diferente das outras meninas e meninos, mas que isso não a impediria de nada, ela poderia fazer o que quisesse, só que mais devagar. Ela respondeu que não se sentia diferente e teve uma boa aceitação. Uma vez, durante um ensaio, uma fotógrafa comentou como ela era linda e nem parecia que ela tinha Síndrome de Down, como se ter isso fosse algo negativo. Ela retrucou dizendo que tinha, sim, e com orgulho.

Imagem: Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram
Rubia posa ao lado da filha: "Além de mãe, virei produtora, assessora e fotógrafa dela"

Na minha adolescência, fui modelo de passarela e participei de alguns concursos de beleza. Quando engravidei, dizia que se tivesse uma menina, gostaria que ela fosse modelo. Ao descobrir que a Georgia tinha Síndrome de Down, pensei que isso não ia acontecer, mas me enganei. Ela acabou recebendo essa minha influência porque sempre me viu maquiada e bem-vestida. Desde criança, ela é bastante vaidosa. Eu a arrumo com todo o capricho para exaltar a beleza dela, porque, infelizmente, pessoas como ela sofrem discriminação por causa da aparência e das próprias limitações motoras e intelectuais.

Prova desse preconceito é que eu tentei matriculá-la em alguns colégios particulares regulares, mas eles afirmavam que não tinham vaga ou alegavam que não estavam preparados para recebê-la. Após muitas buscas, consegui colocá-la em uma escola e hoje ela está no nono ano.

Situações como essa me deixavam frustrada, mas nunca transpareci isso na frente dela. Dentro de casa, procurava estimulá-la diariamente. Comprei um karaokê, cantávamos, dançávamos e desfilávamos juntas. Quando ela completou 12 anos, eu a inscrevi em um projeto, onde ela foi selecionada por sete agências de atores e modelos. Dessas sete, ela fechou contrato com cinco.

Eu percebi que minha filha tinha talento e era fotogênica. Comecei a tirar várias fotos e a postar no Facebook. Em 2016, publiquei uma imagem com a legenda: 'Modelo brasileira com Síndrome de Down'. Eu fiz a publicação de forma despretensiosa, sem nenhuma ambição profissional, a ideia era inspirar outras crianças com a mesma condição. Para a minha surpresa, a foto teve quase 40 mil curtidas, muitos compartilhamentos e ela ganhou vários seguidores.

A Georgia pegou o gosto pela área artística, e, a partir daí, passamos a apostar na carreira dela como modelo comercial no Instagram. Além de mãe, virei produtora, assessora e fotógrafa dela. Eu que lavo e escovo o cabelo dela, faço maquiagem, escolho o look, oriento nas poses, tiro a foto e publico. Eu tenho o cuidado de fazer uma produção adequada à idade dela, sem deixá-la vulgar e não submetê-la a uma exposição negativa.

A Georgia ama essa rotina, é incrível como ela se transforma em frente à câmera fotográfica. Ela gosta do que faz, não tem vergonha, fica completamente à vontade. Ela abre o sorrisão e diz que é feliz, linda e poderosa com Síndrome de Down. Ela nasceu com o dom de fotografar.

Já tentaram assediá-la

Atualmente, ela tem 80 mil seguidores no Instagram (@georgiafurlan.oficial) e o fruto da nossa parceria rendeu dois importantes trabalhos. Ela participou de um comercial focado em diversidade para uma rede de roupas. E fotografou para um catálogo de joias de uma renomada designer brasileira. Ele já fez curso de modelo, e hoje em dia faz aulas de canto e teatro. Nas horas vagas, ela adora andar de patins, ficar no parquinho com as amigas, escrever e ler. Mesmo com 15 anos, ela ainda tem um lado criançona e mais ingênuo, e nós incentivamos isso.

Eu administro as redes sociais dela e sou bem cautelosa e seletiva com cada que foto que divulgo. A maioria das pessoas reconhece o talento dela, mas já li alguns comentários racistas e preconceituosos que me deixaram triste. Já afirmaram que é fácil ela ser bonita sendo loira e de olhos azuis, mas queriam ver se ela fosse negra... Outros já tiraram sarro por ela ter a síndrome e também já recebi várias solicitações de amizade de homens mal-intencionados tentando assediá-la. Imediatamente eu os bloqueio.

A Georgia não pode ver um palco que quer subir para falar, cantar, interpretar e fotografar. Tenho que segurá-la, porque senão ela dá show. Ela é fã da Larissa Manoela, e diz que o maior sonho é ser atriz, fazer novelas e deslanchar como modelo. Enquanto esse for o desejo dela, nós vamos apoiá-la. Se um dia ela se cansar e quiser estudar e atuar em outra área, ela terá o nosso incentivo. O importante para nós é ela ser feliz. Nós respeitamos as vontades e decisões dela.

Diariamente eu falo para ela que a vida é dura para quem é mole e que ela é capaz e pode tudo mesmo com a Síndrome de Down, mas, para isso, ela terá de lutar e batalhar. O caminho pode ser um pouquinho mais longo e difícil, mas ela vai chegar. Ter essa condição não é ruim, mas faz dela uma menina especial".

Março Amarelo marca mês de conscientização sobre a endometriose

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No Mês Mundial de Conscientização sobre a Endometriose, a campanha Março Amarelo alerta para uma doença que afeta 176 milhões de mulheres em todo o mundo e 6,5 milhões no Brasil. O chefe do ambulatório de endometriose do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Marco Aurélio Pinho de Oliveira, explicou que a doença, embora seja comum, ainda é pouco conhecida e costuma demorar a ser diagnosticada: cerca de oito anos após o aparecimento dos primeiros sintomas.

O ginecologista lembrou que os sinais mais evidentes são dores muitas vezes incapacitantes, como cólicas fortes e progressivas (que pioram ao longo do tempo), dores durante a relação sexual, desconforto ao evacuar e urinar e até mesmo dores na região lombar e nas coxas. Em alguns casos, a falta de tratamento pode levar a problemas mais graves, como obstrução intestinal, se houver comprometimento extenso do intestino, e a perda das funções renais, caso a bexiga e os ureteres sejam prejudicados.

"A mulher, às vezes, vai ao ortopedista achando que tem algum problema na coluna. Ou vai ao gastroenterologista achando que tem síndrome do cólon irritável. Mas é a endometriose", disse entrevista à Agência Brasil.

"O exame ginecológico preventivo não mostra a doença, o ultrassom também não mostra. Ou só mostra quando o crescimento do endométrio já está maior. A ressonância magnética consegue detectar nódulos a partir de meio centímetro, mas a laparoscopia detecta menor que isso. Só assim pra ter um diagnóstico precoce", acrescentou Oliveira.

Há ainda, segundo ele, outro sintoma característico da endometriose: a infertilidade feminina. Muitas mulheres, apesar de não apresentarem dores e cólicas, têm dificuldade para engravidar por conta do crescimento anormal do endométrio.

O tratamento, de acordo com o ginecologista, pode ser cirúrgico - considerado mais completo porque retira os focos da doença e melhora as chances de concepção - ou hormonal, à base de pílulas anticoncepcionais, por exemplo. "Melhora a dor, mas a doença continua lá", alertou.

Idosos com problema de saúde se sentem mais solitários, diz estudo

Pesquisa da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, mostra que idosos saudáveis têm tendência a afirmar que não se sentem sozinhos

Deborah Giannini, do R7

Pixabay
Um em cada quatro idosos se sentem isolados, de acordo com a pesquisa
Um em cada quatro idosos se sentem isolados, de acordo com a pesquisa

Um em cada quatro idosos se sentem isolados. A sensação de solidão é ainda maior em idosos com problemas de saúde, de acordo com um estudo divulgado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

Idosos com algum problema de saúde física, mental ou perda auditiva foram mais propensos a relatar que se sentiam isolados ou que não tinham companhia.

Já idosos saudáveis, que se exercitavam, não fumavam e dormiam o suficiente, demonstraram tendência a afirmar que não se sentem sozinhos.

As descobertas fazem parte da Pesquisa Nacional sobre Envelhecimento Saudável conduzida pelo Instituto de Políticas de Saúde e Inovação da Universidade de Michigan.

Mais de um quarto dos entrevistados disseram que só tinham contato social uma vez por semana com membros da família com quem não moram ou com amigos e vizinhos. "Esses resultados indicam a importância de alcançar aqueles que estão na sua comunidade e que podem estar em risco", afirmou Erica Solway, especialista em envelhecimento e uma das diretoras da pesquisa, por meio de nota.

Outra diretora do estudo, Preeti Malani, que é professora da Divisão de Doenças Infecciosas da Faculdade de Medicina, também ressaltou em nota o crescente número de pesquisas que apontam fortes conexões entre a saúde e a solidão. Além disso, os efeitos positivos na saúde provocados pelo aumento do contato social promovidos tanto por grupos comunitários quanto por voluntariado e atividades religiosas.

Para ele, os dados mostram a importância de manter e fortalecer os laços com as pessoas. "Também sugere que cuidadores, cônjuges, filhos adultos e outros envolvidos na vida dos idosos têm um papel a desempenhar no encorajamento e facilitação dessas conexões", afirmou. "À medida que envelhecemos, a mobilidade ou a audição se tornam mais uma barreira", frisou.

Uma pesquisa realizada no ano passado pela AARP Fundation, nos Estados Unidos, afirmou que o isolamento social é tão nocivo para a saúde quanto a obesidade e o tabagismo. O estudo ainda mostrou que idosos de baixa renda ou que se identificaram como LGBT apresentavam um risco ainda maior de solidão.

Maioria que mora sozinho sente falta de companhia

Outras conclusões estabelecidas pelo estudo da Universidade de Michigan foram que aqueles que estavam desempregados, viviam em lares de baixa renda, moravam sozinhos ou tinham um ou mais filhos morando com eles foram mais propensos a dizer que sentiam falta de companheirismo.

Morar sozinho foi associado a sentir-se solitário. Cerca de 60% dos idosos que moravam sozinhos relataram sentir falta de companhia e 41% se sentiram isolados.

Cerca de 36% das mulheres afirmaram sentir falta de um companheiro com frequência ou na maior parte do tempo, em comparação com 31% dos homens.

Mais de 26% dos idosos que disseram não ter companhia também relataram estar com saúde física razoável ou ruim.

Dos que relataram sentirem-se isolados, 17% tinham saúde mental razoável ou ruim.

Um em cada cinco entrevistados que relataram sentir-se socialmente isolados disseram ter audição razoável ou ruim, em comparação com cerca de um em cada 10 daqueles que disseram que quase nunca se sentiam isolados.

Os resultados da Pesquisa Nacional sobre Envelhecimento Saudável baseiam-se em respostas de uma amostra nacionalmente representativa de 2.051 adultos com idades entre 50 e 80 anos que responderam a uma ampla gama de perguntas on-line.

Idosos e crianças são mais vulneráveis às mudanças de temperatura:

Foto: Pixabay
Pesquisadores chineses, australianos e brasileiros da Universidade de São paulo avaliaram os efeitos de mudanças na temperatura do clima na saúde das pessoas. A conclusão é que 5 % da internações no Brasil acontecem justamente por problemas causados por mudanças bruscas no clima. Crianças e idosos são os mais afetados por causa das doenças que desenvolvem e também pela vulnerabilidade
Pesquisadores chineses, australianos e brasileiros da Universidade de São paulo avaliaram os efeitos de mudanças na temperatura do clima na saúde das pessoas. A conclusão é que 5 % da internações no Brasil acontecem justamente por problemas causados por mudanças bruscas no clima. Crianças e idosos são os mais afetados por causa das doenças que desenvolvem e também pela vulnerabilidade.

Foto: Reprodução/Record TV
'As regiões mais afetadas são a região Nordeste, fora da faixa litorânea, a região Centro-Oeste e a região Sudeste. Isso porque nessas regiões as cidades estão muito longe do contato com o mar, que funciona como um estabilizador de temperatura' explica o médico e pesquisador Paulo Hilário Saldiva
"As regiões mais afetadas são a região Nordeste, fora da faixa litorânea, a região Centro-Oeste e a região Sudeste. Isso porque nessas regiões as cidades estão muito longe do contato com o mar, que funciona como um estabilizador de temperatura" explica o médico e pesquisador Paulo Hilário Saldiva.

Foto: Reprodução/Record TV
Envelhecimento, problemas de peso, diabetes e pressão alta são os principais fatores que levam as internações motivadas pelas variações do tempo
Envelhecimento, problemas de peso, diabetes e pressão alta são os principais fatores que levam as internações motivadas pelas variações do tempo.

Foto: Reprodução/Record TV
Quando a temperatura diminui de uma hora para outra, o coração bate mais rápido e aumenta o consumo de energia
Quando a temperatura diminui de uma hora para outra, o coração bate mais rápido e aumenta o consumo de energia.

Foto: Reprodução/Record TV
Já no calor, os vasos sanguíneos se dilatam e a pressão arterial cai. Assim, o corpo tem que se adaptar em questão de minutos. Em caso de dificuldades nessas duas etapas, os pacientes podem sofrer consequências graves como doenças respiratórias e do coração
Já no calor, os vasos sanguíneos se dilatam e a pressão arterial cai. Assim, o corpo tem que se adaptar em questão de minutos. Em caso de dificuldades nessas duas etapas, os pacientes podem sofrer consequências graves como doenças respiratórias e do coração.

Foto: Divulgação/Record TV
Para que o corpo se adapte mais rapidamente as mudanças, o especialista dá algumas dicas: 'As mães têm que criar condições para que os filhos troquem de roupa e façam com muita facilidade essas manobras de mudanças. Do ponto de vista de política pública, fazer a recomposição vegetal pode ajudar bastante pra gente minimizar esses efeitos', aconselha PauloO Fala Brasil vai ao ar de segunda a sexta, a partir das 08h30, e aos sábados, 07hAssista aos vídeos do Fala Brasil no PlayPlus. Acesse: PlayPlus.com
Para que o corpo se adapte mais rapidamente as mudanças, o especialista dá algumas dicas: "As mães têm que criar condições para que os filhos troquem de roupa e façam com muita facilidade essas manobras de mudanças. Do ponto de vista de política pública, fazer a recomposição vegetal pode ajudar bastante pra gente minimizar esses efeitos", aconselha Paulo.









Quase metade das instituições de ensino superior sem acessos para deficientes

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Quase metade das instituições de ensino superior continuam a ter edifícios não adaptados para alunos com Necessidades Educativas Especiais, alertou esta segunda-feira a Federação Acadêmica de Lisboa (FAL) defendendo a urgência em corrigir estes casos potenciadores de exclusão social.

Depois de há um ano ter apresentado o "Livro Negro do Ensino Superior", a FAL lançou esta segunda-feira o “Livro Verde”, no qual faz uma avaliação dos problemas vividos pelos estudantes do ensino superior, dedicando um capítulo aos alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE).

Ali estão descritas as principais dificuldades com que se deparam diariamente os estudantes com NEE, com destaque para a falta de infra-estruturas e transportes que garantam o acesso aos estabelecimentos de ensino superior. O Inquérito às Necessidades Educativas Especiais no Ensino Superior 2017/2018, elaborado pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), identificou 1.644 estudantes a frequentar 112 Instituições de Ensino Superior (IES).

A maioria das IES (56,3%) garante acessibilidade total aos seus edifícios, havendo 36,6% das instituições que admitem ter apenas alguns dos edifícios acessíveis, sendo que nos restantes casos as instituições não têm qualquer edifício acessível. Por isso, o Livro Verde recomenda a criação de condições que permitam o acesso total a todos os espaços de todas as instituições. Não apenas em termos de infra-estruturas mas também de transportes.

Outro problema é o serviço de transportes públicos adaptados: Quase metade das instituições (47,32%) reconhece que não existem transportes públicos que garantam o acesso às aulas ou serviços.

“Situação preocupante” Para a FAL esta é uma “situação preocupante”, com destaque negativo para a Região Autônoma dos Açores, “que não possui nenhum transporte público adaptado que ofereça acesso à IES”.

No entanto, a maioria dos estabelecimentos de Ensino Superior organiza regularmente transportes adaptados para trajetos específicos (49%) ou para situações regulares (31%). Uma em cada cinco instituições não organiza qualquer tipo de trajeto em transportes adaptados para estudantes com NEE. A adaptação das infra-estruturas e transportes devem permitir também a prática desportiva dos estudantes.

“A situação da inclusão dos estudantes com NEE é deteriorada no que toca à prática de desporto”, com apenas 13 IES a providenciar infra-estruturas adaptadas, lê-se no relatório hoje divulgado, que aponta o Algarve e as regiões autônomas dos Açores e Madeira como os casos mais preocupantes.
Apenas na Área Metropolitana de Lisboa é possível realizar desporto adaptado providenciado por um estabelecimento de Ensino Superior.

A maioria das instituições (63) tem algum tipo de regulamentação para estudantes com NEE, mas apenas 35 têm estatutos ou regulamentos específicos para estes alunos. A maioria das instituições não tem serviços de apoio para estudantes com NEE: Só 45,5% das IES afirmam possuir estas estruturas.

O “Livro Verde do Ensino Superior” analisa várias temáticas que afetam a vida dos estudantes, desde o financiamento das instituições, aos apoios de cação social, alunos a estudar longe de casa ou com NEE. O Livro Verde foca também a relação entre o estudante e a garantia de qualidade no Ensino Superior, sendo defendido que ao aluno devia caber também a tarefa de monitorizar e avaliar o ensino.

“Introduzir inquéritos de avaliação da satisfação com a vida acadêmica na avaliação interna e auto-avaliação dos Estabelecimentos de Ensino Superior, que monitorizem os estudantes face ao ensino, aprendizagem, infra-estruturas, socialização, métodos e processos de avaliação pedagógica dos estudantes, organização e funcionamento do ciclo de estudos, condições profissionais, habitacionais, logísticas, transporte e despesas em materiais escolares” é uma das recomendações.

O manual apresentado esta segunda-feira em Lisboa defende ainda que se devia criar uma plataforma online onde fosse possível conhecer a oferta formativa do Ensino Superior português, integrando indicadores de satisfação dos diplomados em relação ao Estabelecimento de Ensino Superior, empregabilidade e expectativa salarial.