sábado, 7 de dezembro de 2019

Primeira professora com Síndrome de Down do país, potiguar é homenageada em mostra da Turma da Mônica

Exposição foi aberta nesta sexta-feira (6) e fica à disposição do público, com acesso gratuito, até o dia 20 de dezembro, no Midway Mall, em Natal.

Por G1 RN

Professora potiguar Débora Seabra foi homenageada na exposição Donas da Rua da História, da Turma da Mônica — Foto: Carla França
Professora potiguar Débora Seabra foi homenageada na exposição Donas da Rua da História, da Turma da Mônica — Foto: Carla França

A potiguar Débora Seabra, primeira professora com Síndrome de Down do país, é uma das homenageadas da mostra Donas da Rua da História, da Turma da Mônica. A exposição foi aberta nesta sexta-feira (6) e fica à disposição do público, com acesso gratuito, até o dia 20 de dezembro, no Midway Mall, em Natal.

A Donas da Rua de História homenageia 23 importantes mulheres que contribuíram para a história recente da humanidade em temas como as artes, ciência e o esporte, reinterpretadas pelas personagens da Turma da Mônica.

Nomes como o da escritora Carolina de Jesus, da artista plástica mexicana Frida Kahlo e da tenista Maria Esther Bueno estão entre as mulheres homenageadas pela exposição. Débora Seabra é a única potiguar entre as 23.

Ela é professora há mais de 10 anos e faz palestras no Brasil e em outros países, como Argentina e Portugal, sobre o combate ao preconceito. Quando mais nova, Débora sempre estudou em escolas da rede regular de ensino e se formou no curso de magistério, de nível médio, em 2005.

Em 2013, ela lançou o seu primeiro livro, chamado “Débora conta histórias”. A obra traz várias fábulas infantis que se passam na fazenda e têm animais como protagonistas. Embora sejam animais, eles precisam lidar o tempo todo com problemas humanos, especialmente o preconceito e rejeição por serem diferentes.

Em 2015, foi homenageada com o Prêmio Darcy Ribeiro de Educação, em Brasília. Ao escolher os homenageados, a Comissão de Educação levou em consideração critérios como originalidade ou caráter exemplar das ações educativas desenvolvidas pelos indicados ao prêmio.

Fonte: g1.globo.com

Sesc tem atividades gratuitas sobre acessibilidade em São Carlos e Araraquara; veja programação

Exposição, contação de histórias e filme estão entre atrações na 'Semana Modos de Acessar'.

Por G1 São Carlos e Araraquara

Unidade do Sesc de Araraquara — Foto: Divulgação
Unidade do Sesc de Araraquara — Foto: Divulgação

As unidades do Sesc de São Carlos e Araraquara (SP) oferecem atividades gratuitas sobre acessibilidade no sábado (7) e no domingo (8). A programação faz parte da "Semana Modos de Acessar", realizada em todo estado, que busca estimular participação social das pessoas com e sem deficiência.

O cronograma de atividade traz exposição, contação de história e exibição de filme. (confira programação completa abaixo).

São Carlos

A atriz e narradora Emilie Andrade conta "Histórias de muitos mundos", no domingo , das 11h às 12h, na área de convivência interna. Ela percorreu quatro países e vai contar as histórias que ouviu e viveu.

A apresentação conta com parceria da Associação de Surdos e terá tradução em libras.

Sesc São Carlos — Foto: Divulgação
Sesc São Carlos — Foto: Divulgação

Outra atração que também acontece no município no domingo é a exibição do filme "Belle e Sebástian", no teatro, às 17h30. No longa, de 2013, o garoto Sebástian encontra o cachorro Belle e os dois se tornam amigos. Na busca pela sua mãe, ele conhece histórias de guerra, uma jovem em busca de aventura e um idoso que tenta relembrar seu passado.

A atividade tem parceria do Projeto Braille, da Associação de Surdos, e vai contar com audiodescrição e tradução em libras. A retirada de ingressos é limitada a dois por pessoa e deve ser realizada com uma hora de antecedência. O filme é recomendado para maiores de dez anos.

Araraquara

No sábado (7), acontece a visita mediada e acessível em libras à exposição "Papéis Efêmeros: Memórias Gráficas do Cotidiano". A mostra reúne rótulos, papéis de bala, santinhos, cadernos escolares e outros impressos cujo destino mais comum é o descarte após o uso. Atividade acontece das 16h30 às 17h30.

'Papéis Efêmeros: Memórias Gráficas do Cotidiano" — Foto: Divulgação
'Papéis Efêmeros: Memórias Gráficas do Cotidiano" — Foto: Divulgação

Veja programação completa da 'Semana Modos Acessar' em São Carlos e Araraquara

São Carlos

Contação 'Histórias de muitos mundos'

  • Domingo (8), das 11h às 12h


  • Área de convivência interna


  • Tradução em libras

Exibição do filme 'Belle e Sebástian'

  • Domingo (8), às 17h30


  • Teatro


  • Retirada limitada a dois ingressos por pessoa, com uma hora de antecedência


  • Audiodescrição e tradução em libras

Araraquara

  • Exposição 'Papéis Efêmeros: Memórias Gráficas do Cotidiano'


  • Sábado (7), das 16h30 às 17h30


  • Salas de Múltiplo Uso 2 e 3


  • Visita é mediada e acessível em libras

Fonte: g1.globo.com

Reforma da Previdência: dependente inválido ou com deficiência grave poderá ser reconhecido antes do óbito do segurado

A novidade vale tanto para servidores públicos federais, quanto para segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A novidade vale tanto para servidores públicos federais, quanto para segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Stephanie Tondo

A reforma da Previdência prevê a possibilidade de que o segurado reconheça um dependente inválido ou com deficiência física, intelectual ou mental grave antes de morrer. A novidade vale tanto para servidores públicos federais, quanto para segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo o advogado João Badari, especialista em Direito Previdenciário, a medida irá facilitar o recebimento da pensão por morte para esses dependentes.

— Isso é importante para o filho maior de 21 anos, por exemplo, que perderia o direito à pensão ao atingir essa idade, mas por ser inválido ainda tem direito. Pelas regras antigas, essa pessoa teria que comprovar a invalidez antes de dar entrada na pensão, o que gera uma demora no recebimento do benefício — explica Badari.

Com a mudança, a condição de invalidez do dependente pode ser reconhecida, através de perícia médica, enquanto o segurado ainda é vivo. Dessa forma, quando ele morrer, o dependente poderá dar entrada na pensão diretamente, pois já estará cadastrado.

O trecho da reforma da Previdência que trata dessa questão esclarece ainda que o dependente cadastrado como inválido deverá passar por perícias médicas periodicamente para comprovar sua condição

Alunos de MT criam site de turismo voltado a pessoas com deficiência e conquistam vaga em conferência nos EUA

Os cinco alunos do 2º ano do curso técnico de informática ganharam umaa viagem para Boston, em abril do ano que vem. No desafio, os alunos tiveram que desenvolver algo que colaborasse com a acessibilidade à cultura.

Por G1 MT

Alunos da Escola Estadual Presidente Médici ganharam viagem para os Estados Unidos — Foto: Junior Achievement/Divulgação
Alunos da Escola Estadual Presidente Médici ganharam viagem para os Estados Unidos — Foto: Junior Achievement/Divulgação

Estudantes da Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá, conquistaram uma vaga no Brazil Conference 2020, em Boston, nos Estados Unidos, após criarem um site de turismo e eventos culturais voltado para pessoas com deficiência. Os cinco alunos do 2º ano do curso técnico de informática ganharam a viagem para o evento, em abril do ano que vem.

A equipe 'FEAMM' - nome que surgiu da junção das primeiras letras dos nomes dos estudantes Fernando Massao Rother Mizuta, Enzo Castilho Ventura, Arthur Santiago Figueiredo, Mateus Ferreira da Silva, Matheus Torres de Brito -, foi a vencedora da etapa nacional do “Desafio Tack Brasil + Inovation Camp 2019”.

A etapa aconteceu no último sábado (30), no Tack Festival, de inovação, tecnologia e criatividade, realizado anualmente no Rio de Janeiro.

No desafio, os alunos tiveram que desenvolver algo que colaborasse com a acessibilidade à cultura.

Eles concorreram com alunos dos institutos federais do Maranhão (IFMA), de São Paulo (IFSP), de Santa Catarina (IFSC) e do Tocantins (IFTO).

A ideia surgiu da reflexão sobre as dificuldades que Pessoas Com Deficiência (PCDs) enfrentam quanto à acessibilidade.

“Percebemos que é um mercado não atendido e todos têm alguém na família nessa situação. Meu avô, por exemplo, já está há nove anos com metade do corpo paralisado por conta de um AVC”, conta Enzo Castilho.

Alunos desenvolveram site voltado para PCDs — Foto: Arquivo pessoal
Alunos desenvolveram site voltado para PCDs — Foto: Arquivo pessoal

Os alunos trocaram ideias e resolveram desenvolver uma plataforma. Posteriormente, a partir do site, deve ser criado um aplicativo que mostra o roteiro turístico completo para PCDs em municípios de Mato Grosso.

“Trabalhamos inicialmente com Chapada dos Guimarães, depois Bonito (MS) e Pirenópolis (GO) que também são locais turísticos que dispõem de acessibilidade”, disse.

Os alunos desenvolveram uma plataforma de busca semelhante a sites que mostram os melhores preços de hotéis em várias operadoras.

Segundo o último censo demográfico do IBGE, 45 milhões de brasileiros sofrem de algum tipo de deficiência física e, em todo o Brasil, apenas 4,7%, das calçadas são acessíveis para pessoas com deficiência física.

"Nas pesquisas que fizemos descobrimos que é um público muito grande que não é atendido”, observa Matheus Torres.

Agora os alunos irão selecionar outros pontos turísticos do interior do país – focando Mato Grosso – que são poucos conhecidos, mas com acessibilidade.

“Foi bom porque concorremos com escolas federais e particulares e vencemos. Fomos a única estadual. Isso é demais”, celebrou Matheus Ferreira.

A diretora Elina Padilha Fernandes contou estar orgulhosa dos alunos e destacou a importância de os dar oportunidades. “Os alunos têm muitas ideias, inúmeros planos. O que falta é uma assessoria, é organizar essas ideias. Fiquei muito orgulhosa ao ser informada de que os alunos do nosso colégio venceram um evento nacional. Foi demais”, comemorou.

A longa caminhada até a conquista do prêmio.

Inicialmente os alunos participaram da Feira do Conhecimento realizada na própria escola. A Secretaria de Estado de Ciências e Tecnologia e Inovação (Seciteci) gostou dos trabalhos e sugeriu que fizessem um curso com a empresa Junior Achievement, organização de referência em empreendedorismo.

“A Júnior nos forneceu 50 vagas para um curso intensivo de 12 horas no Pantanal Shopping. A equipe saiu na frente e foi vencedora do desafio Tack Brasil, etapa local. A partir daí, foram mais duas etapas: regional Centro-Oeste e a Nacional. Foram só vitórias”, assinala a professora Alexandra Mazei Silva, que fez a ligação entre os alunos e a empresa Júnior.

O objetivo do curso, segundo Bety Tichauer, diretora superintendente da empresa Junior Achievement Brasil, é preparar os alunos para o mercado e ensiná-los a transformar problemas em oportunidades. “A gente tira o jovem de uma posição de vítima e os mostramos que eles podem ser os protagonistas, buscando soluções mais criativas para resolver seus problemas. Nosso propósito é dar à eles as ferramentas necessárias para eles colocarem suas ideias em prática”, explicou.

Até lá, o grupo aperfeiçoará a plataforma que ainda não está liberada para consulta.

Brazil Conference 2020

O Brasil Conference 2020 é um evento anual, organizado pela comunidade brasileira de estudantes na região de Boston, desde 2015.

Realizado nas duas universidades que dão nome à conferência, Harvard e Massachusetts Institute of Technology (MIT), tem como objetivo promover o debate entre líderes e representantes da diversidade nacional e internacional, sobre os mais variados temas envolvendo o Brasil.

Fonte: g1.globo.com

SP desrespeita 3,5 mi de deficientes com burocracia, vãos e linhas lotadas

Imagem: Cleber Souza/UOL
Raiz deixa calçada na rua Coronel Melo de Oliveira, na Vila Madalena, com desnível intransponível para cadeirantes - Cleber Souza/UOL
Raiz deixa calçada na rua Coronel Melo de Oliveira, na Vila Madalena, com desnível intransponível para cadeirantes

Cleber Souza Do UOL, em São Paulo

Cerca de 3,5 milhões de pessoas vivem na cidade de São Paulo com algum tipo de deficiência, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse número equivale a 25% da população paulistana, ou uma a cada quatro pessoas.

Apesar do número representativo, sofrem com cotidianos problemas de acessibilidade e inclusão em transporte público, saúde, educação e infraestrutura urbana.

Os problemas estão nas linhas de ônibus lotadas, nos vãos dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e do Metrô, nas calçadas e ruas esburacadas.

A dona de casa Meyre Aparecida Valentim, 28, tem duas filhas: Gabrielly, 4, e Vitória, 7. A primeira nasceu com hemimelia tibial, caracterizada como uma deficiência no osso que faz a pessoa ter tamanhos diferentes nas pernas e consequente dificuldade para andar. Elas moram em Vila Santo Estefano, na zona sul da capital.

Às terças e quintas, Meyre leva Gabrielly até a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) de ônibus para tratamento. A irmã mais velha tem de ir junto. Como têm medo de perder o horário da consulta, saem 20 minutos mais cedo para pegar um ônibus que só passa a cada 30 minutos.

                             Imagem: Arquivo pessoal
                                 Gabrielly brinca com boneca com prótese na perna semelhante à sua - Arquivo pessoal
                   Gabrielly brinca com boneca com prótese na perna semelhante à sua.

"A gente pegava essa linha às 7h, mas eu não conseguia sentar com ela. Mesmo com a pessoa deficiente, alguns não respeitam. Então tenho que carregá-la no colo muitas vezes", conta. "No Metrô, ela já foi puxada por um senhor porque estava sentada em um lugar preferencial", afirma Meyre.

A atitude das pessoas é também o motivo de maior reclamação da coordenadora de terapia ocupacional Lina Borges, 58, que atua há 28 anos na AACD. "A acessibilidade física e estrutural, particularmente, acho até fácil de resolver. Agora, a 'atitudinal' é a que caminha de forma lenta para a acessibilidade e a inclusão", disse.

Ela relata, por exemplo, já ter presenciado pessoas não cederem assentos para deficientes e reclamado da demora de um ônibus que parou para acolher cadeirantes. Sobre infraestrutura, pede mais calçadas acessíveis e sem os obstáculos como a raiz da árvore que ilustra esta reportagem e impede a passagem de uma cadeira de rodas.

A qualidade das calçadas não é boa, mas ainda assim São Paulo ficou em primeiro lugar em um ranking sobre as calçadas do Brasil, divulgado em setembro pela Mobilize Brasil. Apesar do topo na lista, teve uma média bem abaixo do ideal: tirou 6,93, distante da nota 8 que seria a recomendada.

Burocracia emperra vida já difícil

O processo para garantir benefícios é outro problema apontado por familiares e pessoas com deficiência.

Serviços como o Atende+ e o Bilhete Único Especial PCD (Pessoa com Deficiência) exigem paciência. O tempo médio para consegui-los é de até um ano e dependem de avaliação médica e de outros requisitos exigidos pela SPTrans (São Paulo Transporte), responsável pelas linhas de ônibus na capital.

Os pedidos de cadeiras de rodas demoram, em média, até um ano e meio através do SUS (Sistema Único de Saúde).

A mãe de Gabrielly conta que nem tentou o Atende+ por conta da burocracia. "Eu não consigo trabalhar porque cuido das minhas duas filhas. Se eu usar o Atende+, não tenho com quem deixar a mais velha, Vitória. Eles não permitem que eu a leve junto [no Atende+], então levo as duas nas consultas de ônibus normal. É um processo muito burocrático. O tempo de espera dificulta muito."

Sem acesso à escola na Bela Vista

Pais também relatam que escolas públicas municipais não atendem as necessidades especiais de seus filhos.

Imagem: Rivaldo Gomes/Folhapress
Cerca de 60 alunos deficientes ficaram sem aulas devido a obras entregues com problemas na EMEF Celso Leite Ribeiro Filho, na Bela Vista - Rivaldo Gomes/Folhapress
Cerca de 60 alunos deficientes ficaram sem aulas devido a obras entregues com problemas na EMEF Celso Leite Ribeiro Filho, na Bela Vista

Na EMEF Celso Leite Ribeiro Filho, na Bela Vista, região central, eles relatam que, mesmo após obras serem feitas, o prédio ficou inacessível a crianças cadeirantes. Há rampas malfeitas, portas com largura inadequada e degraus e salas não inclusivas.

Segundo Wellington Souza, 29, ex-presidente do conselho de pais e autônomo, o secretário de Educação, Bruno Caetano, esteve no local e pediu 90 dias para solucionar os problemas, além de prometer a contratação de estagiários e de uma nova professora para acompanhar os alunos com deficiência.

Ele reclama que a escola não possui um currículo adaptativo para as crianças com deficiência. "Por mais que os professores sejam excelentes e tentem dar uma educação de qualidade, o que falta é uma adaptação curricular para esses alunos especiais", afirmou o autônomo.

O que dizem os órgãos públicos

Procurada pelo UOL, a STM (Secretaria de Transportes Metropolitanos) diz que todas as estações do Metrô são acessíveis e 66 das 94 estações da CPTM são acessíveis. Afirma que trabalha para adequar as outras 28.

Já a prefeitura disse em nota que o objetivo é ampliar a acessibilidade em serviços públicos.

Sobre a EMEF Celso Leite Ribeiro Filho, a Secretaria Municipal de Educação afirma que construiu uma SRM (Sala de Recursos Multifuncionais). Também haverá a contratação de mais um professor para esta sala, destinada ao atendimento da educação especial.

A escola recebeu também um novo carrinho escalador, que permite a locomoção de cadeirantes pela escada. Além disso, um processo para obras de acessibilidade na unidade está em andamento.

Segundo a secretaria, há 11 estagiários de apoio e 3 AVEs (Auxiliares de Vida Escolar) para apoiar o desenvolvimento pedagógico de alunos com deficiência.

Voluntário que recupera cadeiras de rodas velhas ganha máquina de R$ 10 mil para melhorar a reforma

Segundo ele, a nova máquina facilitará o conserto dos equipamentos e garantirá uma pintura de qualidade às cadeiras recuperadas e doadas a pessoas de baixa renda.

Foto: Reprodução
voluntário ganha máquina após reformar cadeiras de rodas graça

Por Gabriel Pietro

O vendedor de ferro velho Verotides Jorge Teixeira, 54 anos, já reformou quase 100 cadeiras de rodas para pessoas de baixa renda nos arredores do município de Conselheiro Lafaiete, no interior mineiro.

Recentemente, ele decidiu divulgar seu trabalho voluntário para encontrar parceiros e expandir sua rede de atendimento. “Está provado que ainda tem muita gente boa por aí!”, afirma, ao encontrar dezenas de pessoas interessadas em ajudar.

“Foi muito bom! Logo depois da matéria da Gazeta do Povo, recebi algumas doações e até ganhei uma cabine de jateamento que custa quase R$ 10 mil e vai me ajudar muito!”, comemorou.

De acordo com Verotides, o maquinário vai facilitar o conserto das cadeiras de rodas e garantirá uma pintura de qualidade aos itens recuperados. “Será bem mais rápido e também poderei fazer outros serviços para manter o projeto funcionando”, afirma. “Não sei nem como agradecer ao empresário de Curitiba que enviou esse presente”, completou.

Foto: Reprodução
voluntário ganha máquina após reformar cadeiras de rodas graça

Na entrevista, com a voz embargada e algumas lágrimas escorrendo pelo rosto, ele conta que recebeu a notícia da doação no mesmo dia em que a reportagem do jornal foi publicada. “Esse moço entrou em contato comigo falando que me enviaria uma cabine de jateamento, mas na hora não acreditei muito”, revela.

A doação do equipamento realmente aconteceu e o presente foi entregue no endereço do seu Tide – como é chamado na região – no último dia 21 de novembro. “Estou muito feliz.”

Reforma das cadeiras de rodas continua

Para funcionar, o aparelho também precisa de um compressor no valor de R$ 4 mil. Agora, o vendedor de ferro velho tenta arrecadar esse valor para inaugurá-lo. “Vou vender adesivos para isso”, prometeu, que até já mandou fazer os autocolantes e começou a distribui-los pelas lojas da cidade. “Aí, quem quiser ajudar, compra uma unidade por R$ 2 e, aos poucos, a gente consegue.”

Seu Tide conta com apoio de voluntários para construir uma cobertura na parte externa de sua residência, onde cerca de 60 cadeiras de rodas danificadas aguardam reforma. “Já comprei vários materiais com doações que recebi e paguei alguns rapazes para começarem o trabalho, mas não temos o valor todo. Aí os equipamentos continuam tomando sol e chuva”, explica o dono de um ferro velho, que usa boa parte de sua renda mensal para manter o trabalho voluntário e até passa dificuldades por causa disso.

“Não consigo ver uma pessoa precisando e não fazer nada, então sempre tento dar um jeito com a maior alegria.”

Foto: Reprodução
voluntário ganha máquina após reformar cadeiras de rodas graça

À medida que o trabalho social do mineiro se torna cada vez mais conhecido, novos pedidos chegam todos os dias. “São cadeirantes daqui e de outros lugares do país que ficam sabendo das reformas e precisam dessa ajuda”, comenta Verotides, que almeja atender todos.

“Como eu disse na outra reportagem, antes meu sonho era ter um sítio ou uma caminhonete algum dia, mas hoje meu maior sonho é atender essas pessoas”, diz. “E, pelo que vi até agora, sei que isso é possível e que logo vai dar certo”, acredita Tide, que continua atendendo pelo telefone (31) 99654-1990.

Secretaria celebra Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

   Imagem: grupo de apresenta em Virada Inclusiva

No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, 03 de dezembro, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência encerrou uma série de ações de inclusão que promoveu desde sexta-feira, 29 de novembro, em comemoração à data instituída em 1992.

O início das atividades aconteceu na sexta-feira, 29 de novembro, com a abertura da Virada Inclusiva, evento cultural que teve mais de 50 cidades do Estado paulista envolvidas e se encerra nesta terça-feira, 03, com um show da Banda de Seguranças do Metrô, a partir das 17h na sede da Secretaria.

Além disso, a Secretaria também lançou durante a manhã de 03 de dezembro a Base de Dados dos Direitos da Pessoa com Deficiência, uma ferramenta inédita no país, que disponibiliza em uma única plataforma, dados estaduais referentes às pessoas com deficiência, que podem servir como auxílio na tomada de decisão para implantação de políticas públicas assertivas.

Ainda na terça-feira, turmas dos módulos básico e intermediário do Curso de Língua Brasileira de Sinais - Libras realizada na Capital do Estado recebeu o Certificado de Conclusão de Curso, fechando um ciclo de aprendizado promovido pela Secretaria.

Todas as ações estão sendo realizadas com o mesmo intuito da criação da data, dar visibilidade ao tema e tentar fazer com que a população se conscientize sobre a importância da inclusão e da igualdade.

SOBRE O DIA INTERNACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
A data foi criada pela Organização das Nações Unidas - ONU em 1992 e tem como objetivo fomentar a discussão sobre os direitos da pessoa com deficiência, além de conscientizar a todos sobre a importância da inclusão e da igualdade.

SOBRE A VIRADA INCLUSIVA
O evento chegou à sua 10ª edição e reuniu em cinco dias mais de 300 atividades de cultura, lazer, conhecimento e esporte, em parceria com instituições e poder público dos municípios, afim de dar visibilidade ao tema. As atrações, todas inclusivas e acessíveis, reuniram centenas de pessoas que participaram ativamente, abrindo a discussão sobre a necessidade de reconhecimento e protagonismo desse público.

SOBRE A BASE DE DADOS DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
A plataforma reúne em um sistema de BI - Business Intelligence, além dos dados censitários, informações sobre as principais políticas nas áreas de: educação, saúde, emprego e renda, desenvolvimento social, entre outras.
A ferramenta visa subsidiar a tomada de decisão dos gestores na definição das políticas públicas regionais ou municipais voltadas à inclusão plena das pessoas com deficiência. http://basededados.sedpcd.sp.gov.br/

SOBRE CURSO DE LIBRAS
O objetivo do curso é ampliar as possibilidades de interação pessoal entre pessoas com e sem deficiência auditiva por meio da Libras, também é uma forma de alcançar a população e levar políticas públicas de inclusão ao território paulista.

Apenas neste ano já foram formadas turmas na Capital, Santos e Piracicaba.