sábado, 19 de outubro de 2019

Fanático pelo Palmeiras, menino com Síndrome de Down realiza sonho de conhecer ídolo Dudu - Veja o vídeo

Com apoio de torcedores, vídeo postado nas redes sociais pela família chegou até jogador do Verdão

Por Felipe Bolito* — Ribeirão Preto, SP

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Garoto com Síndrome de Down se emociona e manda recado para atacante Dudu do Palmeiras

Tudo começou com um vídeo (veja abaixo), postado nas redes sociais, que mostrava um garoto emocionado com a goleada do Palmeiras, seu time do coração, por 6 a 2, contra o CSA, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Além da emoção pela vitória, o garoto também enviou um recado para seu ídolo, o atacante Dudu, um dos destaques da goleada.

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O vídeo logo viralizou e muitos torcedores palmeirenses começaram a marcar o atacante do Verdão nos comentários da publicação. A reação do jovem João Victor, de 10 anos, chegou até Dudu, que quis conhecer seu fã pessoalmente.

- Ele estava assistindo ao jogo do Palmeiras contra o CSA no momento do vídeo e ficou emocionado pela goleada do Palmeiras. Então resolvemos postar o vídeo nas redes sociais e minutos depois várias pessoas começaram a marcar o Dudu e ele respondeu. Foi inacreditável - revelou Diego Lima, irmão do garoto.

Dudu recebeu João Victor no CT do Palmeiras, em São Paulo — Foto: Arquivo Pessoal
Dudu recebeu João Victor no CT do Palmeiras, em São Paulo — Foto: Arquivo Pessoal

João Victor, que vive em Franca, a 399 km de São Paulo, é um palmeirense apaixonado. Acompanha todos os jogos do Verdão, tem o nome de Dudu na ponta da língua e se emociona a cada jogo da equipe. A paixão foi iniciada com incentivo da família.

- Sempre fui palmeirense e mesmo sendo de pai diferente, tentei passar para o João Victor esse meu amor pelo Palmeiras. Ele sempre gostou, sempre assistiu os jogos comigo e hoje em dia torcer se tornou uma coisa natural, bem dele mesmo - disse o irmão, que também explicou a idolatria por Dudu.

- Esse amor pelo Dudu surgiu com ele vendo os jogos. Pelo Dudu se destacar, o João sempre falava no nome dele. Para ele todo gol que saía era do Dudu. Muitas vezes ele fica em frente à televisão falando com o time e diz para tocar para o Dudu. Ele inclusive ganhou um boneco do Palmeiras e deu o nome de Dudu. Então ele sempre gostou muito dele.

O encontro entre João e Dudu ocorreu durante a última semana e foi todo organizado pelo jogador palmeirense. Além de encontrar o ídolo, o garoto e sua família conheceram o CT do clube e todo o elenco.

- Foi uma experiência única, não tem como descrever o sentimento de ver a felicidade do meu irmão quando aconteceu o encontro dele com o Dudu. Ele falou que foi um prazer conhecer o João Victor e receber ele no CT. Foi tudo muito rápido, chegamos até o CT, o Dudu já estava esperando a gente. Ele foi muito atencioso com todos nós e não tem preço que pague o sorriso do meu irmão, foi um sentimento único que só fortalece o sentimento que temos pelo Palmeiras.

Segundo Diego, o amor pelo Palmeiras tem melhorado a vida do seu irmão e ajudado cada vez mais no desenvolvimento do menino, além de facilitar o relacionamento dele com outras pessoas.

- O futebol é um esporte que proporciona amor, como esse do meu irmão pelo Palmeiras e pelo Dudu. Sem contar que o esporte na vida da criança ajuda a educar, faz aprender que a vitória é boa, mas a derrota também é importante. Sem dizer que é uma forma de inclusão e na vida do meu irmão vem sendo muito importante. Está aproximando ele das pessoas, faz com que ele tenha mais amizades e que todo mundo enxergue ele como qualquer outra pessoa.

                 João Victor realizou sonho de conhecer ídolo Dudu — Foto: Arquivo Pessoal
               João Victor realizou sonho de conhecer ídolo Dudu — Foto: Arquivo Pessoal

Menina de 5 anos com síndrome de Down sonha em ter a primeira festinha de aniversário, em Aparecida de Goiânia - Veja o vídeo

Família não tem condições de pagar uma festa para Alice, que nasceu com apenas 1,8 kg e passou 100 dias na UTI. 'Ela é nosso grande milagre diário', diz a mãe.

Por ´Thais Barbosa

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Menina de 5 anos com síndrome de Down sonha com 1ª festa de aniversário, em Goiás

Uma família de Aparecida de Goiânia sonha em fazer a primeira festinha de aniversário para a filha, que vai completar seis anos de idade na próxima segunda-feira (21/10). Quando Alice Barros Fagundes nasceu, ainda no hospital, os pais descobriram que ela tinha síndrome de Down e também uma doença no coração.

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De acordo com mãe Katerine Angélica da Silva Barros, 28 anos, foram mais de 100 dias na UTI e algumas cirurgias.

"Ninguém espera que vai ter um filho especial. Quando ficamos sabendo, foi um choque, mas depois veio a alegria da superação. Com apenas 1,8 kg, a Alice venceu os dias na UTI e as cirurgias no coração", explica a mãe.

De acordo com Katerine, antes da Alice nascer, ela só ouvia falar de milagre e hoje ela mora com um.

"A Alice é o nosso grande milagre diário. Ela preenche todos os cômodos da casa com a sua alegria e autenticidade", diz.

Quando nasceu, Alice Fagundes pesava só 1,8 kg e passou mais de 100 dias na UTI — Foto: Arquivo Pessoal
Quando nasceu, Alice Fagundes pesava só 1,8 kg e passou mais de 100 dias na UTI — Foto: Arquivo Pessoal

A mãe pondera que nem tudo são flores: "As pessoas olham torto pra gente porque não entendem que ela vai ao extremo da alegria e da tristeza muito rapidamente. Fala alto, grita, chora, também quer abraçar todo mundo e fazer carinho. É uma montanha-russa".

Na casa, apenas o pai da Alice, o pintor Valdeon Fagundes, 35 anos, está trabalhando. Katerine Angélica se dedica a cuidar das filhas. Além de Alice, o casal tem uma filha de sete anos, Amanda Fagundes.

"Eu tentei trabalhar para ajudar nas despesas, mas não deu certo porque a Alice exige muita atenção. O salário do meu esposo dá apenas para as despesas".

Mesmo assim, a família sonha em dar uma festinha de aniversário para a menina. "Todo ano eu falo que vamos celebrar a vida da Alice e todas as conquistas que ela já teve, mas sempre estamos bem apertados", disse Katerine.

O pintor Valdeon Fagundes, a esposa Katerine Angélica e as filhas durante passeio — Foto: Arquivo Pessoal
O pintor Valdeon Fagundes, a esposa Katerine Angélica e as filhas durante passeio — Foto: Arquivo Pessoal

A mãe explica que menina fica pedindo uma festinha e cantando parabéns toda hora. "Com seis anos ela já entende que é o aniversário dela. Quero que ela perceba o quanto é especial e importante para nós, emociona a mãe.

Amor pelos Minions

A diferença de idade contribui para que as duas irmãs brinquem muito juntas. Dançar e andar de skate são as brincadeiras preferidas.

"Enquanto as outras meninas gostam de princesas, a Alice e a Amanda gostam dos Minions e de andar de skate. Os gostos da Alice são bem diferentes e fogem do padrão, conta a mãe".

A festinha com o tema do Minions seria um sonho para a menina que ama ver e danças as músicas do desenho animado. "Ela sempre fala que vai ganhar uma festinha do Minions pra dançar e pular muito. Sei que será inesquecível", vislumbra a mãe.

Alice Fagundes adora brincar de skate, em Aparecida de Goiânia.  — Foto: Thais Barbosa / TV Anhanguera
Alice Fagundes adora brincar de skate, em Aparecida de Goiânia. — Foto: Thais Barbosa / TV Anhanguera

Fonte: g1.globo.com

Juiz em Uberlândia dá nova sentença sobre autorização de pais para cultivo de maconha no tratamento do filho

A decisão confirma liminar concedida em novembro de 2018; criança sofre de paralisia cerebral e Síndrome de West. Na última terça-feira (15), a Anvisa adiou a decisão sobre a permissão do cultivo de cannabis para fins medicinais no Brasil.

Por Carol Rodrigues, G1 Triângulo e Alto Paranaíba

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Planta de 'Cannabis sativa', da qual é possível extrair óleo de cânhamo — Foto: Kimzy Nanney/Unsplash

Após quase um ano, um casal de Uberlândia teve uma decisão da Justiça confirmada para o cultivo de cannabis sativa de forma artesanal para tratamento do filho, que sofre de paralisia cerebral e Síndrome de West. A decisão, que ratifica (valida) a liminar concedida em novembro de 2018, é do juiz da 3ª Vara Criminal de Uberlândia, Antônio José Pêcego.

Os nomes das partes foram preservados, uma vez que o processo tramita em segredo de justiça, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Anvisa

Na última terça-feira (15), o Bem Estar noticiou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou a decisão sobre a permissão do cultivo de cannabis para fins medicinais no Brasil, após pedido de vista por parte de dois diretores.

Confirmação de decisão após 1 ano

Ainda sobre a decisão, o magistrado de Uberlândia determinou que as autoridades policiais e agentes se abstenham, até decisão contrária, de investigar, repreender, apreender e destruir sementes, plantas e insumos destinados à fabricação do óleo de cânhamo para uso exclusivo do paciente.

Na decisão, o juiz ressaltou que o relatório médico do neurologista infantil aponta que o paciente apresenta um quadro de grande desafio terapêutico e de difícil controle, com 50 ataques epiléticos ao dia, o que a impede de se alimentar.

Outro relatório registra que o paciente não respondeu aos tratamentos convencionais, sendo indicada a introdução do óleo de cânhamo. Após a introdução da medicação, o paciente apresentou melhora importantíssima das crises, porém a família não tem condições financeiras para arcar com o tratamento de alto custo.

O magistrado salientou, também, que deve-se viabilizar ao paciente o direito de usufruir do direito fundamental de viver com dignidade. Contudo, deverá ser monitorada com regularidade a necessidade de o paciente continuar a ser medicado com a substância, por meio de declarações semestrais da neurologista infantil que o assiste.

No mesmo sentido, Pêcego determinou que a Vigilância Sanitária fiscalize o plantio e cultivo artesanal por parte dos pais da criança, bem como noticie formalmente os órgãos de segurança pública em caso de desvio de conduta na finalidade do plantio e cultivo autorizado judicialmente.

A Justiça da Infância e da Juventude, a Secretaria de Vigilância Sanitária e as autoridades das polícias Militar e Civil estaduais e federais devem ser informadas da decisão.

Autorização do cultivo de maconha

Em 2018, o juiz da 3ª Vara Criminal de Uberlândia, Antônio José Pêcego concedeu habeas corpus preventivo em favor do casal para que eles pudessem continuar produção artesanal da cannabis. O pedido foi apresentado em razão da péssima qualidade de vida do garoto, que chegou a sofrer mais de 100 ataques epiléticos em um único dia.

No pedido, que teve a concordância do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), os pais relatam que o filho estava sendo tratado com outro medicamento, que causava graves efeitos colaterais, como o quadro de vida vegetativa que levava o menino a dormir cerca de 20 horas por dia.

A família alegou, ainda, que, por causa da letargia, a criança perdeu a capacidade de deglutição, passando a se alimentar somente por meio de sonda. Além disso, o menino passou vários períodos internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Na época, o casal também afirmou que percebeu melhoras no filho após três semanas do uso do medicamento feito com a maconha. Segundo eles, a criança passou a responder a estímulos visuais e auditivos, movimentar braços e pernas e não teve mais episódios de crises convulsivas. No período de consumo, também não houve mais necessidade de internação hospitalar.

Fonte: g1.globo.com

SPFW levou acessibilidade aos desfiles do Projeto Estufa

Os comentários de Lilian Pacce, Érika Palomino e Dario Caldas serão transmitidos como audiodescrição para pessoas com deficiência visual e demais interessados

REDAÇÃO VOGUE

Acessibilidade estará presente nos desfiles (Foto: Divulgação)
Acessibilidade estará presente nos desfiles (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), realiza um projeto pioneiro que levará recursos de acessibilidade comunicacional, Libras e audiodescrição, aos desfiles do Projeto Estufa do SPFW – São Paulo Fashion Week, de 15 a 17 de outubro, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque do Ibirapuera.

O objetivo é fazer com que o maior evento de moda do Brasil e mais importante da América Latina, na cidade mais cultural do país, seja acessível às pessoas com deficiência auditiva e visual, além da acessibilidade arquitetônica.

A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED) já leva acessibilidade ao Carnaval da cidade de São Paulo, com o Projeto “Samba com as mãos”, também fez com que a última edição da Virada Cultural fosse a mais inclusiva da história da cidade, com mais de 70 palcos com tradução para Libras, e recentemente fez a primeira edição do “Sem Barreiras – Festival de Acessibilidade e Artistas com Deficiência”, onde disponibilizou recursos de Libras e audiodescrição em várias atrações culturais espalhadas pela cidade.

“É a primeira vez que um evento como esse receberá tradução em Libras e audiodescrição. Temos certeza de que a repercussão da ação no Projeto Estufa fará com que, no futuro, todos os desfiles tenham os recursos de acessibilidade necessários”, declara Cid Torquato, Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência.

Para tornar o evento acessível foram escolhidos comentaristas ligados à moda, Lilian Pacce, Érika Palomino e Dario Caldas. Seus comentários serão transmitidos como audiodescrição para pessoas com deficiência visual e demais interessados, por meio de aplicativo para smartphone e tablet, com apoio da Ktalise e Mais Diferenças, bem como interpretados em Libras durante os desfiles.

Acessibilidade estará presente nos desfiles (Foto: Divulgação)
Acessibilidade estará presente nos desfiles (Foto: Divulgação)


Professora se dedica ao ensino de crianças e adolescentes com deficiência, em Campina Grande - Veja o vídeo.

Luciana Rodrigues tem formação em Libras e Braille; ela leciona na rede municipal de ensino.

Por Waléria Assunção, TV Paraíba

Professora tem formação em Libras e Braille — Foto: TV Paraíba/Reprodução
Professora tem formação em Libras e Braille — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Vinte e oito anos da vida de Luciana Rodrigues foram dedicados à sala de aula. A professora ensina em uma escola municipal, localizada no bairro Estação Velha, em Campina Grande. O turno da tarde é dedicado ao ensino de crianças e adolescentes com deficiência.

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A educadora possui formação na Língua Brasileira de Sinais (Libras), para se comunicar com alunos surdos e em Braille, para auxiliar no processo de aprendizagem de estudantes com deficiência visual.

“É especial realmente. Eu gosto muito do que faço. É a minha vida", contou Luciana, que não conteve a emoção.

“Eu estou vendo o avanço deles e me sinto muito gratificada”, destacou Luciana. A dedicação dela faz com que os alunos vençam as próprias limitações nos estudos.

Os pais dos alunos reconhecem a dedicação da professora. “Me sinto muito realizada. Vejo os cuidados dos professores daqui, especialmente em Luciana, que tem dedicado tempo e amor”, declarou Rávila Georgia.

Ensinar a ler e escrever foi a profissão que Luciana escolheu por amor. Sentimento percebido pelos gestos, no olhar e nas palavras de quem ensina e de quem aprende.

Fonte: g1.globo.com

Três mil pacientes farão tratamento com maconha medicinal na França - Veja o vídeo.

Maioria dos deputados franceses foi a favor de projeto piloto para financiar tratamentos com cannabis terapêutica.

Por RFI

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Cannabis como remédio: quais os riscos e benefícios da planta?

A França dá um passo adiante para legalizar a maconha medicinal e o assunto é abordado pelo jornal Libération desta sexta-feira (18). Há dois dias, deputados franceses se manifestaram majoritariamente a favor da autorização de um projeto piloto para financiar o tratamento com a cannabis terapêutica a três mil pacientes.

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Nesta fase inicial do teste, participarão indivíduos que sofrem de dores neuropáticas, com alguns tipos de epilepsia, câncer, esclerose e com outras doenças do sistema nervoso central. A lei de financiamento para que o medicamento seja reembolsado pela seguridade social francesa deve ser promulgada no final deste ano. Já o primeiro grupo de participantes começará a receber o tratamento com a cannabis medicinal a partir do primeiro semestre de 2020.

A matéria destaca que, em janeiro deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) propôs rever a classificação da cannabis como droga e reconhecer as propriedades medicinais da planta. Na França, um decreto de 2013 já havia concedido a autorização para que alguns medicamentos para o tratamento da esclerose usassem a substância em sua composição, mas os produtos jamais chegaram às farmácias por falta de um acordo sobre o preço final.

Médicos já podem receitar cannabis terapêutica

O jornal ressalta que na França "é comum que pacientes comprem maconha ilegalmente. Outros atravessam as fronteiras e adquirem a erva medicinal fora do país, graças a uma receita que médicos franceses podem fornecer".

O autor do projeto de lei que pode legalizar a maconha medicinal na França é o deputado Olivier Véran, do partido governista A República em Marcha. Entrevistado pelo jornal, ele lembra que esse tipo de tratamento já é até mesmo autorizado pela Agência Nacional do Medicamento.

O deputado centrista é neurologista e, para propor o projeto, se inspirou no caso de um paciente de 30 anos, que não conseguia mais trabalhar, apresentava forte risco de suicídio e tomava morfina. Após três meses realizando um tratamento com a maconha medicinal, o homem deixou de lado os medicamentos alopáticos e pôde retomar sua vida profissional.

Apesar de otimista, Véran sabe que há um longo caminho a ser percorrido. Um comitê liderado pelo psiquiatra Nicolas Authier, especialista em dependência química, terá a missão de liderar uma equipe que vai selecionar medicamentos que serão utilizados no experimento. Fazem do grupo parte profissionais encarregados de informar o público sobre o que é a cannabis medicinal e qual sua função terapêutica.

O deputado autor da iniciativa comemora o avanço. Segundo ele, apesar das diferentes opiniões que os franceses têm sobre a maconha, é preciso um consenso nacional sobre os fins medicinais da substância. O projeto de lei será analisado em segunda leitura pela Assembleia Nacional francesa na próxima semana.

Planta de 'Cannabis sativa', da qual é possível extrair o canabidiol — Foto: Kimzy Nanney/Unsplash

Fonte: g1.globo.com

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Morre bebê que teve dinheiro de tratamento desviado pelo pai

O caso ficou conhecido depois dos pais organizaram uma vaquinha para arrecadar dinheiro para o tratamento do garoto que sofria de atrofia muscular espinhal

Por: Redação

Crédito: Reprodução/Facebook
bebê dinheiro tratamento pai morreu
Morre bebê que teve dinheiro de tratamento desviado pelo pai

O pequeno João Miguel, diagnosticado com atrofia muscular espinhal (AME), morreu na manhã desta quinta-feiram 17. O bebê tinha acabado de completar 2 anos de idade no último dia 5.

O caso da criança ficou conhecido depois que os pais organizaram uma vaquinha para arrecadar dinheiro para custear o tratamento do garoto. Por causa da doença degenerativa, que causa perda dos neurônios motores, João Miguel precisava tomar uma medicação cuja caixa custava R$ 375 mil.

De acordo com a advogada da família, o menino passou mal na madrugada desta quinta-feira. A mãe, então, levou a criança até Belo Horizonte, onde tem atendimento de referência. Ele chegou a ser internado no Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII), localizado no Bairro Santa Efigênia, Região Leste da capital, mas morreu.

“A mãe está muito abalada e não consegue explicar direito o que aconteceu. Toda a situação é muito triste”, contou a advogada, Vanessa Reis.

Moradores da cidade de Conselheiro Lafaiete, a 100 km de Belo Horizonte, e até mesmo a Polícia Civil se mobilizaram para arrecadar dinheiro e promover campanhas para custear o tratamento do menino.

No entanto, o pai do garoto, Matheus Henrique Leroy Alves, de 37 anos, sacou cerca de R$ 1 milhão do dinheiro arrecadado e fugiu para a Bahia. Ele foi preso após ser encontrado pela Polícia Civil vivendo ostentando luxos, morando em um apart-hotel em Salvador cerca de três meses depois.

Alves foi indiciado pelos crimes de estelionato, apropriação e desvio de valores de pessoa portadora de deficiência, abandono material e falsa comunicação de crime