quinta-feira, 25 de junho de 2009

Oferecendo apoio a crianças com deficiências.

Leia texto traduzido por Maria Amélia Vampré Xavier sobre o comportamente de pais e outros adultos sobre crianças com deficiência.

Todo mundo sabe que é muito difícil aceitar assim, de pronto, logo que a criança nasce com alguma deficiência, que esse é um fato normal, que não causa preocupação ou tristeza. Ninguém entra numa Faculdade para saber como é ser pai, ser mãe, e ninguém está preparado para ter um filho com deficiência, ninguém queria sequer pensar nessa hipótese que, afinal, acabou acontecendo e deixou todo mundo atônito, sem forças para reagir.

Sabemos que é assim porque somos a mãe de um homem com 52, prestes a completar 53 anos, que tem múltiplas deficiências, o que deixa claro para vocês que nos estão lendo uma vida inteira dos pais cheia de preocupações e medos em relação ao que iria acontecer com esse filho quando tivéssemos morrido, infelizmente, uma coisa impossível de evitar.

Precisamos destacar o filho que nos veio, que amamos porque tem o nosso sangue, as nossas características, e considerar sua deficiência como um problema, um desafio a ser encarado, sem esquecer, todavia, que o filho é nosso, compete-nos oferecer-lhe a melhor qualidade de vida e nossas maiores esperanças.

As dicas abaixo que Inclusion International, a organização mundial de famílias, transmite aos pais e familiares, são de grande valor e poderão ajudar muito a atmosfera familiar, essencial para que essa criança diferente receba todo o carinho e ajuda de que precisa.

Abordagens gerais para dar apoio a crianças com deficiência
É importante que na qualidade de pais, familiares e amigos, sejamos encorajadores e positivos em relação a nosso filho com deficiência. Podemos demonstrar nosso amor e apoio das seguintes maneiras:

Sejamos um bom modelo de papel para as outras pessoas na maneira com a qual interagimos com nosso filho. Não fiquemos acanhados ou envergonhados. Vamos mostrar que temos orgulho de nosso filho.

Vamos recompensar os esforços de nosso filho para reconhecer que tentou, mesmo se não tiver conseguido chegar a pleno sucesso. Se eles, os filhos, fizeram o melhor que puderam, quanto mais poderemos esperar dele/s?

Não grite com e nem bata em seu filho, se ele demonstrar certa dificuldade. Isto somente irá piorar a situação. A auto confiança do filho ficará tão baixa que ele pode ficar com muito medo de tentar fazer qualquer coisa.

Dê a seu filho tarefas que consiga executar com sucesso. Todo mundo precisa ser bem sucedido. Isto pode significar que a tarefa a ser feita deve ser repartida em etapas menores, ou que o filho possa fazer somente uma parte da tarefa. Mesmo o menor sucesso ainda é um sucesso!

Forneça atividades alternativas. Por exemplo, uma criança que tenha uma deficiência pode achar que pagar o shopping é difícil demais (compreender dinheiro) mas ela pode ser capaz de encontrar os artigos procurados.

A auto estima de seu filho irá melhorar muito se ele souber que está contribuindo para a vida de sua família, e se seus esforços forem reconhecidos. Uma simples palavra de agradecimento e um elogio fazem uma diferença enorme.


Traduzido do inglês e digitado em São Paulo por Maria Amélia Vampré Xavier, da Rede de Informações Área Deficiências Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, Fenapaes, Brasília (Diretoria para Assuntos Internacionais), Rebrates, SP, Carpe Diem, SP, Sorri Brasil, SP, Inclusion InterAmericana e Inclusion International.

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