sábado, 5 de setembro de 2009

Nova York acessível: Transportes são adaptados.

Em NY é possível ao cadeirante usar qualquer tipo de condução pública, com rampas e lugar reservado.

Vai de táxi? Nova York tem vários carros acessíveis com o símbolo universal estampado na lateral. De ônibus? Espere num dos muitos pontos devidamente identificados. Os veículos têm rampas e espaço de sobra. Precisa de transporte especial? Ligue para o serviço de atendimento, que manda uma van adaptada o buscar onde for preciso. Quer se sentir livre? Vá de metrô.

Diferentemente da realidade encontrada nas grandes cidades brasileiras, em que o deficiente tem pouca ou nenhuma opção de transporte, em Nova York é possível usar qualquer tipo de condução pública ou prestadora de serviço.
Até os tradicionais ônibus de turismo - aqueles com segundo andar aberto e um guia contando piadas sem graça - têm rampas e espaço reservado.

A opção, porém, só vale para quem quiser fazer um tour rápido pela cidade. O local do cadeirante fica na parte de baixo do ônibus e a visualização é bem comprometida pelos anúncios publicitários estampados na lateral do veículo.

Pegar táxi na Quinta Avenida é um desafio para qualquer um -e não é diferente para o cadeirante. A frota não é exclusiva para deficientes, mas existe.

Para enfrentar uma corrida é preciso ignorar o mau humor de alguns condutores e se esgoelar um tanto para que eles parem. Os carros são equipados com elevador, mas o taxista não costuma ajudar muito na logística do embarque.

Outra opção são as vans adaptadas que atendem com hora marcada (os agendamentos são feitos pelo tel.: 00/xx/1/ 212/877-3372017). O serviço é ideal para quem tem restrições severas de movimento.

Nova York acolhe os cadeirantes.

Quem é habituado à realidade brasileira pode até demorar para acreditar em uma cidade sem obstáculos.

Uma sensação de liberdade que nenhuma cidade brasileira oferece a um cadeirante ou pessoa com mobilidade reduzida. É esse o impacto que Nova York, a maior metrópole dos EUA, oferece logo nas primeiras horas para quem está tocando uma cadeira de rodas por suas calçadas amplas, sem obstáculos e com rampas.

Perguntar se um local de grande circulação de pessoas - como museus, lojas e restaurantes - tem condições de acessibilidade chega a causar estranhamento nos nova-iorquinos, que estão acostumados a conviver com pessoas com limitação física ou sensorial.

Mesmo em locais pequenos, como uma cafeteria, há banheiros com portas grandes, barras de apoio e válvula de fácil acionamento. Sem falar do acesso sem barreiras para entrar e sair dos recintos.

Na ilha de Manhattan - a principal de Nova York e que condensa centenas de atrações turísticas, gastronômicas e de lazer -, os transportes são acessíveis. As ruas, em sua grande maioria, são planas e a estrutura urbana é pensada para atender a necessidades diversas.

Para uma pessoa com deficiência que está acostumada às mazelas urbanísticas e sociais brasileiras, até demora um pouco para acreditar e se convencer de que não haverá transtornos para passear na disputada e impressionante Times Square, de que vendedores de lojas chiques irão tratá-la como consumidora -e não como uma pessoa estranha- e de que é possível frequentar qualquer ponto turístico do rol dos fundamentais sem se preocupar com dificuldades de acomodação ou de acesso.

Broadway
Escolher a qual espetáculo assistir entre as dezenas de opções da Broadway é missão muito mais complicada que chegar ao local e ver o show em uma cadeira de rodas.

As casas das principais atrações - A Bela e a Fera, O Rei Leão e Hair, por exemplo - são preparadas para receber o público com algum tipo de limitação motora. O local designado para o cadeirante geralmente é bem localizado e permite uma visualização perfeita. Contudo, a regra de comprar os ingressos antes deve ser seguida.

Além disso, para comprar a entrada com desconto de 50% o deficiente não precisa ficar na gigantesca fila do ponto de venda da Times Square. Basta ir diretamente à bilheteria do espetáculo a que planeja assistir.


Folha de São Paulo
03/09/2009

Nenhum comentário: