sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Brasil inaugura fábrica de células-tronco.

Objetivo é evitar que as células contenham algum tipo de contaminação bacteriana ou anomalia genética.

Pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) inauguraram a primeira grande fábrica de células-tronco do país. O objetivo é distribuir linhagens dessas células para dezenas de centros de pesquisa do Brasil, de maneira que futuros testes de laboratório sejam padronizados e tenham resultado mais confiável.

O Lance (Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias) fabricará não só linhagens de células embrionárias humanas, que podem assumir a função de qualquer tecido do organismo adulto, mas também as chamadas células iPS. Este é produzido quando um pedaço do organismo adulto, como uma célula da pele, é "convencido" a retornar a um estado mais primitivo, tão versátil quanto o embrionário.

A esperança é que ambos desempenhem um papel importante na medicina do futuro. As duas classes de célula podem ajudar a reconstruir a dinâmica de doenças humanas em laboratório e servir como plataforma para teste de novas drogas. Também há chance de usá-las para reconstruir tecidos e órgãos lesados, como os neurônios disfuncionais de uma pessoa com mal de Parkinson, embora nenhum teste em humanos tenha ocorrido até agora.

Momento de esperança
O diretor do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, Roberto Lent, disse que a iniciativa marca um momento de "criatividade e esperança" para a instituição, que está fazendo 40 anos. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, foi o responsável por inaugurar oficialmente o laboratório, na segunda-feira (30).

Os cientistas planejam garantir que as células distribuídas estejam livres de contaminação bacteriana, sem anomalias genéticas e com pluripotência (versatilidade na transformação em outros tipos). Outro fator a ser considerado pelos cientistas é a composição genética das células, que influi na maneira com que elas reagem a drogas, por exemplo. "A [linhagem] que testamos era cerca de 98% europeia. Pode ser que nunca consigamos amostrar toda a diversidade genética brasileira, porque quem tem acesso a clínicas de fertilização [fornecedoras de células embrionárias] tende a representar uma fatia mais europeia da população", afirmou Stevens Rehen, o biólogo coordenador do laboratório.



Gazeta Brazilian News
10/12/2009

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11/12/2009 CAR.

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