terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Inclusão e direitos são temas de evento.

Deficientes discutem suas prioridades com o governo.

Pessoas com deficiência têm direito à participação ativa na sociedade e devem ter suas necessidades básicas atendidas pelo governo. Para firmar essa ideias, entidades promoveram, no último dia 11, uma manhã de apresentação artística, serviço e orientação na Praça José de Alencar.

Foram representadas as tipologias motora; auditiva; visual; intelectual; múltipla - quando a pessoa tem dois ou mais tipos; ou orgânica, ocasionada por doenças crônicas de tratamento contínuo que comprometam a locomoção. A coordenadora do evento e do grupo Universo Down, Sandra Tavares, aponta que o maior desafio para esse público é a educação, por meio da inclusão na rede regular de ensino.

Além do direito à educação formal, os deficientes têm prioridade nos cadastros habitacionais e outros serviços públicos ou privados. Empresas com 100 ou mais empregados devem ter de 2% a 5% das vagas ocupadas por pessoas com deficiência. Quem precisa cobrar a garantia desses direitos pode procurar a rede de assistência social da Prefeitura, o Ministério Público, entidades de apoio ou a Defensoria Pública.

Segundo a promotora de justiça do idoso e da pessoa com deficiência, Elsuérdia Silva de Andrade, as demandas mais frequentes são relativas à mobilidade. Em todo o Estado, a fila de espera por cadeiras de rodas já conta mais de 1.300 pessoas, algumas esperando desde 2006. Só agora o atraso será solucionado: a Prefeitura vai começar a distribuir os benefícios em janeiro de 2010.

Além do preconceito que vem do desconhecimento das pessoas sobre as deficiências, os próprios serviços públicos não estão preparados para atender às necessidades específicas. É o que afirma a presidente da Associação de Integração dos Deficientes (Assind), Alaíde Aquino. Cadeirante há 12 anos, ela relata que precisa da ajuda do marido e do filho para fazer o exame de mamografia porque o equipamento não é adaptável. "Saúde é como fome, não pode esperar", defende. Ela aponta que falta boa vontade dos gestores para garantir os direitos básicos. "Falta gentileza, falta se importar com o próximo".

Ações na área da educação
> 2 mil alunos com deficiência nas escolas públicas.
> Curso de LIBRAS, seminários de gestão e capacitação de professores para o atendimento educacional especializado.
> 30 escolas passaram por projeto de acessibilidade, e outras estão em reforma. Ao todo, são 15 elevadores em escolas municipais
> Existem 26 salas de recursos multifuncionais que atendem alunos com deficiência.
> Os pedidos de cadeiras de rodas encaminhados à Prefeitura até maio de 2009 serão atendidos a partir de janeiro.
> A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) já adquiriu 1.350 peças, que começarão
a ser distribuídas para pacientes do Ceará em até 40 dias.



O Povo Online
14/12/2009

Matéria postada no BLOG da APNEN 15/12/2009

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