terça-feira, 13 de abril de 2010

Crianças com deficiência ganham transporte especial em São Paulo

Serviço Ligado é um convênio entre a Secretaria de Estado da Educação e a EMTU/SP e atende às pessoas com deficiência, na modalidade porta a porta.


A Secretaria de Estado da Educação assinou na semana passada um convênio com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP) para a criação do Serviço Especial de Transporte Conveniado - "Ligado". O novo serviço visa atender às pessoas com deficiência, na modalidade porta a porta.

Nessa primeira fase transportará alunos autistas que frequentam as escolas da rede estadual de ensino e entidades assistenciais como a Associação Amigos dos Autistas (AMA) e Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Serão 400 pessoas transportadas entre alunos e acompanhantes até o segundo semestre deste ano.

A ideia é prestar atendimento às pessoas de programas de governo municipal e estadual ligados às áreas da educação, saúde, cultura e lazer, por meio de contrato firmado diretamente com a EMTU/SP. Na primeira etapa o serviço, operado por 52 micro-ônibus, será executado pelos motoristas autônomos credenciados na Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos e que têm o Certificado de Registro de Operação.

Política de acessibilidade

O convênio firmado com a Secretaria de Estado da Educação vem ao encontro da política de acessibilidade da EMTU/SP, que conta com vários serviços e projetos para propiciar às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida transporte e deslocamentos seguros e eficientes. O processo de concessão das linhas intermunicipais metropolitanas na Região Metropolitana de São Paulo viabilizou um aumento substancial de ônibus adaptados para as pessoas com deficiência, uma exigência do edital na concorrência pública que também será feita da região do ABC e nas Regiões Metropolitanas da Baixada Santista e de Campinas. Em São Paulo, já operam mais de 1.000 ônibus adaptados para transportar as pessoas com deficiência, o equivalente a 21% do total de veículos do transporte metropolitano.

Gratuidade e conforto

Há também o benefício da Carteira de Identificação do Passageiro Especial que garante a esses usuários a isenção do pagamento da tarifa nas linhas intermunicipais metropolitanas. Neste ano, 45 mil pessoas utilizam a carteira, considerando as três Regiões Metropolitanas de São Paulo (São Paulo, Baixada Santista e Campinas). Particularmente em São Paulo, há uma parceria com o Consórcio Metropolitano de Transporte que criou o BOM Especial, um cartão eletrônico que facilita a mobilidade dos usuários que podem passar pela catraca e utilizar os bancos reservados na parte traseira do ônibus.

Inclusão social

Nas unidades do Centro de Inclusão Social do Passageiro Especial (CISPE) das três Regiões Metropolitanas, onde é obtido o benefício da gratuidade, os interessados também têm acesso aos programas propostos pela Associação para a Valorização e Promoção de Excepcionais (AVAPE) de capacitação e reciclagem profissional, recrutamento e seleção e reabilitação clínica, graças a uma parceria com a EMTU/SP.

Acessibilidade

A garantia da acessibilidade aos passageiros especiais e com mobilidade reduzida também está prevista no plano de Expansão do Transporte Metropolitano do Governo do Estado, que prevê investimentos de R$ 20 bilhões até 2010, por intermédio da Secretaria dos Transportes Metropolitanos.

No sistema sobre pneus, a EMTU/SP está desenvolvendo o projeto para a adequação dos nove Terminais de Integração e das 110 paradas do Corredor Metropolitano ABD (São Mateus - Jabaquara), construído em 1988. A proposta inclui, também, o Terminal Metropolitano de Cotia.

Os estudos prevêem o levantamento detalhado dessas áreas para instalação de dispositivos que facilitem e proporcionem segurança nos deslocamentos das pessoas com deficiência, como elevadores, rampas, corrimãos, piso podotátil, comunicação visual, adaptação de banheiros e de bloqueios e telefones públicos acessíveis.

Frota e passageiro especial

Em São Paulo, também está em estudo a melhor utilização da frota adaptada existente no sistema de transporte, de forma a atender de forma eficiente os passageiros que necessitam desses ônibus nos seus deslocamentos. Os trabalhos envolvem o levantamento cadastral dos usuários registrados no CISPE da EMTU/SP, os horários e as viagens (origem e destino) que fazem regularmente. Com essas informações será possível colocar a frota adaptada para as pessoas que precisam utilizá-la, no local e hora mais adequados.

Fonte: EMTU/SP. Publicada em 12 de abril de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 13/04/2010

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