terça-feira, 1 de junho de 2010

Caixas eletrônicos adaptados para pessoas com deficiência aumentam 118%

Atualmente, são 76,5 mil equipamentos adaptados instalados no Brasil. Número faz parte da pesquisa O Setor Bancário em Números, que será divulgada pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos).
O número de caixas eletrônicos (ATMs) adaptados para atender as pessoas com deficiência (PcDs) existente no País aumentou 118% de 2008 para 2009, chegando a um total de 76,5 mil equipamentos instalados. É o que indica a pesquisa O Setor Bancário em Números, divulgada pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Os caixas eletrônicos adaptados já representam 44% do parque de ATMs existentes no País, composto por 173 mil máquinas.

A pesquisa, um amplo levantamento sobre o setor bancário brasileiro, será divulgada no lançamento do 20º Ciab FEBRABAN, o maior congresso de Tecnologia das Instituições Financeiras, realizado dias 09, 10 e 11 de junho, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

O trabalho revela uma consolidação dos caixas eletrônicos como principal meio para a realização de transações bancárias, com mais de um terço das 47 bilhões de operações realizadas em 2009. O Internet Banking vem em seguida, com 19,6% das operações e aumento de 17,7% na comparação 2009/2008, puxado, sobretudo, pelo crescimento do número de contas de Internet Banking no período, de 8%. Ao todo, o País possui, atualmente, 35,1 milhões de contas de Internet Banking, por meio das quais é possível realizar operações como transferências, pagamentos, verificação de saldos e extratos, investimentos, etc.

Os cheques, cada vez menos utilizados como meio de pagamento, representaram, em 2009, apenas 2% das transações – com 1,2 bilhão de documentos compensados, uma redução de 11,5% na comparação com 2008. No sentido inverso, as compras com cartões de crédito e de débito, realizadas nos chamados POS (Point Of Sale, o equipamento usado para pagamento com plásticos) aumentaram 22,1%, com 2 bilhões de operações.

Já os caixas das agências, que durante muito tempo foram o principal canal de realização das operações bancárias, perderam espaço nos últimos anos e hoje ocupam o quarto lugar no ranking, com 9,2% do total, revela a pesquisa. No ano, o total de transações realizadas por esse canal manteve-se praticamente estável, com uma pequena queda de 0,1%.

A diminuição do número de operações nos caixas, cabe ressaltar, ocorreu num período em que houve aumento do número de agências. A pesquisa indica que, em 2009, o total de agências aumentou 5,2%, de 19,4 mil para 20 mil pontos. No total, a rede de atendimento (composta, além das agências, pelos postos tradicionais, como Postos de Atendimento Bancário – PABs; pelos Postos Eletrônicos e pelos Correspondentes – como supermercados, lotéricas, agências dos Correios, etc.) registrou um aumento 25,6% em 2009, atingindo 223 mil pontos.

Para garantir o crescimento da rede de agências, postos de atendimento e das operações na Internet, os bancos gastaram, em 2009, R$ 14,5 bilhões em tecnologia, o que inclui hardware, softwares de terceiros, telecomunicações e infraestrutura, por exemplo.

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31 de maio de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 01/06/2010

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