terça-feira, 22 de junho de 2010

Inclusão de pessoas com deficiência

Superintendente do MT diz que lei de cotas cairá com conscientização do empresariado.
"A partir do momento em que os empresários entenderem que a contratação de pessoas com deficiência representa lucro e não gasto, a lei de cotas não será mais necessária", afirmou José Roberto de Melo, superintendente regional do Ministério do Trabalho e Emprego em São Paulo, em palestra no 22º Fórum Serasa Experian de Empregabilidade de Pessoas Com Deficiência, realizado ontem (17/06). Criada em 1991, a lei obriga as empresas com mais de 100 profissionais, a contratarem pessoas com algum tipo de deficiência.

No cargo há pouco mais de um ano, José Roberto afirmou que tem tentado aproximar o Ministério do Trabalho das empresas, para conscientizá-las do ganho na contratação de pessoas com deficiência. "Temos que aprofundar o debate", disse, em sua palestra, cujo o tema foi a Atual Política do Ministério do Trabalho quanto à empregabilidade de pessoas com deficiência. Apesar do trabalho de conscientização, José Roberto de Melo ressalta que a fiscalização ainda é fundamental.

Sobre a queixa da falta de qualificação de pessoas com deficiência, feita por muitos empresários, o superintendente perguntou ao público: "Será que só as pessoas com deficiência é que não tem qualificação?". José Roberto de Melo defende o incentivo ao aprendizado. Para ele, linhas de financiamento podem ser o caminho. "Se há financiamento para o Pré-Sal, por que não há para qualificar pessoas com deficiência?"

Em sua palestra, José Roberto também lembrou de conversas com empresários de diferentes setores, para sensibilizá-los que pessoas com deficiência podem trabalhar em profissões, nas quais o empresariado muitas vezes não enxerga possibilidades. "Uma pessoa com deficiência física pode dirigir caminhões e ônibus adaptados, entre um grupo de lixeiros podem estar surdo-mudos, e em uma empresa de segurança, pessoas com deficiência podem trabalhar, sim. Não segurando um revólver, mas no monitoramento de câmeras e na área administrativa", exemplificou.

Mesmo com as dificuldades enfrentadas, José Roberto de Melo destaca que os avanços estão sendo perceptíveis. "Hoje já são mais de 110 mil pessoas com deficiência empregadas no estado de São Paulo", revelou. Para José Roberto de Melo, o aumento da fiscalização e da conscientização foram vitais para tal marca. "É um somatória de esforços. Vamos continuar nessa linha, e queremos ampliar muito mais."

Fonte:
Callcenter
São Paulo, 21/06/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 22/06/2010

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