terça-feira, 31 de agosto de 2010

Conselho da pessoa com deficiência acusa IBGE de exclusão

Entidade chegou a colher 621 assinaturas e pede censo local da Prefeitura.
Jorge Cardoso


O Conselho da Pessoa com Deficiência de Catanduva acusa o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de excluir as pessoas portadoras de necessidades especiais do Censo 2010. A entidade local, bem como o órgão estadual correspondente, quer que a contagem seja feita na totalidade e não por amostragem.

O IBGE de Catanduva rebate dizendo que cada município, de acordo com o número de habitantes, tem uma porcentagem na aplicação dos questionários. A taxa de amostragem de um município como Catanduva é de 10%, isso corresponde a cada 10 casas um questionário amostra.

Existem dois tipos de contagem: básica e por amostra. No questionário por amostra existem vários quesitos e quanto ao assunto deficiência, perguntamos sobre a gravidade, abordam os campos visual, motor, auditivo e mental. "A aplicação do questionário-amostra não prejudica em nada a apuração dos resultados já que a amostragem é um método estatístico amplamente utilizado na realização de pesquisas, não só pelo IBGE", explica Priscila Bueno Alves, coordenadora do censo na cidade.

Para Maura Silva Mello Guerreiro, presidente do conselho, essa forma é exclusiva. "Queremos saber ao certo quantas pessoas com deficiência existem na cidade. Para isso, entramos na campanha estadual para que o censo seja feito de maneira correta e coerente". Ela vai pedir à Prefeitura uma contagem mais coerente.


Dona de casa sentiu ‘descaso’

A dona de casa Márcia da Silva, 38 anos, diz que sentiu descaso ao receber os recenseadores em sua casa. Ela ajuda a cuidar de Osnir Roberto Vincci, 54, que tem problemas mentais. Márcia fala que não perguntaram nada sobre o deficiente. "Senti como se fosse um descaso, não das pessoas que fazem o Censo, porque elas estão fazendo o trabalho dela, mas de um modo geral".

"Apenas me perguntaram se havia pessoas com deficiência, mas não quiseram saber que tipo, quais as dificuldades que enfrentamos, entre outras coisas que eu considero importante para essas pessoas especiais", desabafa.

O IBGE rebate novamente dizendo que este tipo de contagem foi explicado em lei e que é feito um balanço através dos dados recolhidos.

Fonte: Rede Bom Dia - Catanduva, 30/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 31/08/2010

Um comentário:

Hermes Oliveira disse...

Eu sou Hermes Oliveira, Não sei se voces lembram! em 2002 sofri um capotamento com uma carreta na sp 304, Novo Horizonte e fui socorrido para o hospital Padre Albino de Catanduva, depois de um mes de internação e cirurgias, tive alta em uma cadeira de rodas, PARAPLEGICO, 8 anos se passaram e agora sou escritor do livro UM MOTORISTA ESPECIAL DE CARRETA piloto da equipe PARAKART e colaborador da REVISTA REAÇÃO. Mas eu tambem não existo para o IBGE. QUE COISA NÉ?