terça-feira, 7 de setembro de 2010

Por ano ocorrem quase 40 milhões de quedas graves

Quedas provocam também 424 mil mortes, afetando principalmente idosos.

A cada ano, pelo menos 37,3 milhões de pessoas precisam de assistência médica porque sofreram uma queda grave. Os dados, da OMS (Organização Mundial de Saúde), mostram ainda que esse tipo de acidente provoca 424 mil mortes por ano. Isso faz das quedas a segunda principal causa de morte não intencional no mundo, atrás apenas dos acidentes de trânsito.

De todas as vítimas fatais, 80% são de países de renda baixa ou média. Apesar de os mais afetados serem idosos com mais de 65 anos, as crianças correm também risco de sofrer esse tipo de acidente.

Segundo a OMS, as quedas são um problema de saúde pública. E os números de mortes escondem outras estatísticas preocupantes. Na China, por exemplo, para cada criança que morre após uma queda fatal, outras quatro ficaram incapacitadas, 13 tiveram de ser internadas por mais de dez dias, 24 ficaram no hospital de um a nove dias e 690 precisaram de assistência médica.

No Brasil, esses acidentes cresceram na última década. Em oito anos, o número de idosos que morreram após sofrer quedas aumentou quase cinco vezes no Estado de São Paulo, de acordo com dados da Secretaria de Saúde divulgados recentemente.

Além disso, o custo do tratamento também tem acompanhado esse crescimento. Em 2009, os gastos públicos no país com internações e medicamentos nesses casos foram R$ 81 milhões - R$ 12 milhões a mais que em 2006.

Estudos canadenses revelam que, se fossem implementadas medidas de prevenção que reduzissem em 20% o número de acidentes entre crianças com menos de 10 anos, seria possível economizar por ano mais de R$ 207 milhões (US$ 120 mi).

De acordo com especialistas, as quedas causam a morte do idoso não pelo acidente em si, mas, sim, pelas complicações durante a recuperação.

Isso acontece porque o paciente tem de ficar de cama, o que abre espaço para uma série de problemas como a trombose, que é a formação de coágulos nos vasos sanguíneos. A consequência mais temida desse problema é a embolia pulmonar, em que o coágulo se desloca para o pulmão, o que pode levar à morte.

Para a OMS, os países precisam trabalhar mais na prevenção dos acidentes, priorizando investimentos em educação, treinamento de profissionais de saúde e a construção de ambientes adequados e seguros, tanto para idosos quanto para crianças.

Fonte: R7.com - publicado em 05/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN:07/09/2010

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