quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Casal cria ONG que incentiva adotar crianças com deficiência

A ONG ATÉ - Adoção Tardia e Especial - faz a ponte entre órfãos deficientes e casais interessados.

Elida Oliveira

Marcela, oito anos, foi abandonada ainda bebê com paralisia cerebral e autismo. As funcionárias do abrigo diziam que ela não reagia a nada e se espantaram quando a menina chorou no colo de Carla Penteado, 37, em visita à instituição em Aracaju (SE).

Ela e o marido, Marcelo Barreto, 43, acabaram adotando outras três meninas que "fogem" do perfil comum: Luana, 3, com síndrome de Down; Rafaela, 3 meses, hidrocefalia; e Nadine, 18, por adoção tardia (crianças mais velhas).
A experiência com a primeira adoção - na qual Carla diz ter gastado R$ 80 mil com advogados, laudos técnicos e psicológicos, e a mudança de São Paulo para Aracaju (SE)- fez com que ela fundasse uma ONG de apoio e incentivo à adoção tardia ou de crianças com deficiência.

Em quatro anos a "ATÉ" (Adoção Tardia e Especial) já direcionou 50 crianças deficientes para adoção e tem em seu cadastro 60 pessoas prontas a receber crianças com este perfil.

A diferença entre o cadastro da ATÉ e o do governo - CNA (Cadastro Nacional de Adoção)- é que, ao se cadastrar para adoção, os pretendentes dizem ao governo se aceitam com doença "tratável" ou "crônica", enquanto na ATÉ dá para saber se querem com diabetes, hepatite, HIV positivo ou Down.

Para o pediatra Ricardo Halpern, presidente do departamento de desenvolvimento e comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria, os três primeiros anos são "decisivos" para desenvolver habilidades em crianças, em especial daquelas que com deficiência.

Foi o que aconteceu com Talita, 3 anos, com deficiência visual. Adotada por Rose Bedeschi, 48, com a ajuda da ONG ATÉ, ela não andava porque não foi estimulada a desenvolver o equilíbrio. Com o tratamento indicado e a atenção de Rose, ela já dá alguns passos sozinha.

Fonte: Conteúdo Livre - 13/10/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 14/10/2010

2 comentários:

Anônimo disse...

Adorei o site e a idéia propagada pela ONG.
Eu sou mãe de uma criança especial, na verdade ele faleceu há 10 meses. Sei da importancia em se ter uma atenção maior, de ter uma familia, enfim, alguém com quem contar. A vida das crianças especiais já é tão sofrida, imagine sem familia, criada em abrigo!
Parabéns a todos que empreenderam essa idéia. Que Deus os abençoe!

emilson, o fugitivo! disse...

Tenho uma filha adotada aí, em Nova Odessa.Legal a sua proposta. se querer ser indelicado a minha filha não apresenta nenhuma necessidade especial, apenas , lindinha, moleca, zoadeira, inteligente.
Boa sorte aí na sua empreitada honrosa.