sábado, 8 de janeiro de 2011

Dança que liberta do preconceito

Alunos de uma escola de dança do Plano Piloto sobem ao palco para mostrar que a Síndrome de Down não é obstáculo para quem quer expressar o talento artístico.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/01/2011

Eles estão prestes a se apresentar para um grande público. Repassam como bons alunos os passos da coreografia que tem sempre novidade.O street dance de Alexandre vem da inspiração de um ídolo pop, Michael Jackson.

“Ele faz os movimentos de acordo com a limitação dele. Não exigimos que ele faça com a perfeição dos ditos normais. Nem nós acertamos”, fala a professora Juliana Castro, também diretora do espetáculo.

A roupa de bailarina caiu perfeitamente na meiga e delicada Bibiana Portela Nunes. Junto da inseparável professora, elas criaram a dançinha do gato. “É legal! A gente faz a mão de gato. a gente balança a cabeça e eu pulo em cima da Isa. Eu sou pesada e ela aguenta meu peso”, brinca a bailarina.

“É bom ver a resposta dela, como fica feliz, o tanto que ela evoluiu. Agora, consegue fazer tudo sozinha”, diz a professora Raíssa Ferreira.

E como deve ser prazeroso aprender a dançar forró com o próprio filho, É essa experiência que vive Maria Madalena Nobre, mãe de Flávio. “A cada coisa pequena que eles fazem, para gente é muito grande. É muito valioso ver esse crescimento , o desenvolvimento”, define.

O espetáculo de dança começa e a Síndome de Down, conhecida por limitar a coordenação motora, perde o sentido em cima do palco. Os dançarinos estão unidos por um sentimento que transcende o conceito de perfeição. Perfeito é realizar aquilo que dá prazer.

A diferença está presente porque a maioria faz parte da massa, um bloco anônimo. Enquanto esses dançarinos reinam absolutos no palco, captando os olhares de cada expectador da platéia . Não há como não se emocionar.

Fonte: DFTV - 07/01/2011

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