sábado, 8 de janeiro de 2011

Vagas de deficientes físicos continuam sem pintura

Desde o dia 16 de julho, mostrado no DFTV, vagas para deficientes precisavam ter a pintura renovada. Na época, o Detran afirmou que resolveria o problema na mesma semana, mas nada foi feito.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/01/2011

Sem pintura no chão, a placa é o único alerta de que a vaga é especial, destinada a pessoas com necessidades especiais. Mesmo assim, o motorista de um caminhão estaciona em frente e descarrega a mercadoria. “É bem rapidinho”, justifica o motorista.

Há seis meses, o DFTV mostrou as mesmas vagas, na quadra 315 Norte, com o mesmo problema: a falta de pintura. Na época, o Detran informou que fez um levantamento daquelas que precisavam de manutenção e que essas, da quadra 315, seriam pintadas imediatamente. Mas até hoje nada foi feito.

A dona de casa Andréa Albuquerque é mãe de um cadeirante e convive com o problema diariamente. Ela conta que já foi destratada por muitos motoristas mal educados. “Várias pessoas utilizam a vaga sem ter necessidade. Às vezes, elas não param na vaga, mas param ao lado. A vaga especial é maior e as pessoas usam para colocar dois carros”, afirma.

Na quadra 202 Sul, a cena se repete. A placa de sinalização é nova, mas a pintura no chão praticamente não existe mais. Do outro lado da rua, a vaga especial está desocupada, mas um motorista cria uma vaga, arranja um jeitinho e estaciona no local ao lado.

Se um cadeirante viesse dirigindo o carro, por exemplo, não conseguiria nem sair do veículo. Outro motorista chega a estacionar. Mas sai em seguida e diz que não percebeu se tratar de uma vaga especial. “Pensei que fosse vaga de farmácia. Só vi a sinalização quando desci do carro”, diz o comerciante Joel Fonseca.

Atualmente, são mais de quatro mil motoristas em todo o DF habilitados para estacionar em vagas especiais, que, na maioria das vezes, não estão disponíveis. Na quadra 113 Sul, mais vagas especiais com problema. As placas estão visíveis, mas a pintura não. Um prato cheio para a falta de respeito.

“As pessoas só param porque não tem identificação nenhuma. A pintura está péssima. Nossa cidade ultimamente está muito desleixada”, sublinha o comerciante Ciro Trindade.

Segundo o diretor de Segurança do Detran, Silvain Fonseca, a pintura desses locais será feita o mais rápido possível. “Como estamos no período de chuva, precisamos de 48 horas para que o asfalto seque e o reparo seja feito”, justifica.

Fonte: DFTV - 07/01/2011

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