terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Mães reclamam de integração de portador de deficiência à sala comum em Emef

Conflitos entre as crianças leva mães a protestarem em frente à escola.
Bruna Dias e Ieda Rodrigues
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 15/02/2011

Um grupo de mães de alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Professor Waldemiro Fantini, localizada no Parque Santa Cândida, em Bauru, fez protesto no dia 11 em frente à instituição de ensino. Elas reclamaram do fato de alunos portadores de deficiência estarem em sala de aula comum, onde a faixa etária da turma é menor.

Elas relataram que, anteontem, um aluno portador de deficiência de 13 anos agrediu uma menina de 8 anos dentro da sala de aula, fato que já teria ocorrido anteriormente envolvendo outros estudantes. “Não é preconceito. Mas eles precisam ponderar. Como vão colocar esse aluno que é 5 anos mais velho do que os outros estudantes e possui uma deficiência que o deixa agressivo? Meu filho maior, que possui dislexia, já foi empurrado da escada por outro aluno”, diz Janine Dourado, 31 anos, mãe da menina 8 anos.

Cobrando ação da escola, chegaram a propor a substituição da diretora. Noranei Pereira dos Santos, 48 anos, avó de um aluno que estuda na mesma classe da filha de Janine, conta que o neto sofre ameaças constantes do aluno portador de deficiência. “Ele xinga as professoras com palavrões, bate nelas e ainda está ameaçando meu neto. É um absurdo. E a diretora não faz nada”, disse.

Quando souberam da situação conflituosa que ocorria da Emef Waldemiro Fantini, duas diretoras da Secretaria Municipal de Educação foram à escola. Mais tarde, a secretária Vera Caserio informou que as mães foram orientadas a redigir e entregar à secretaria um documento relatando suas queixas. Com base no documento, a secretaria abrirá sindicância para apurar as reclamações.

Porém, Vera adianta que este é o terceiro ano que o aluno apontado pelas mães como agressivo está na Emef do Parque Santa Cândida e não há relatos de problemas semelhantes até então.

“Trabalhamos com inclusão e não podemos simplesmente tirar o aluno da sala de aula”, afirmou a secretária Vera Caserio.

Fonte: JC Net - Bauru - SP, 14/02/2011 - Imagem Interenet

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