segunda-feira, 11 de abril de 2011

DESRESPEITO E COVARDIA!

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/04/2011

Uma servidora pública municipal registrou queixa na Polícia Civil e pretende entrar com uma ação na Justiça, com pedido de indenização, contra a Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) e um de seus funcionários. A mulher acusa o motorista de um ônibus de ofender ela e o neto de 5 anos, que é cadeirante.

Marta Faustino de Souza, 50 anos, que é auxiliar de serviços gerais do Hospital Municipal de Maringá, relatou à Polícia Civil que no último sábado, ela esperava o ônibus da linha 177 na Avenida Brasil, no Maringá Velho, para voltar para casa com seus dois netos, um de 6 e outro de 5 anos.

“Enquanto o mais velho entrou no veículo para me ajudar a colocar o mais novo no ônibus e pedir ao motorista para descer o elevador para cadeirantes, ele fechou a porta e levou o menino”, disse.

Segundo a servidora, depois de gritos e protestos dos passageiros do ônibus, “o motorista deu marcha à ré, fez um gesto ofensivo e abriu a porta para o meu neto descer”. “O que eu passei no sábado foi um verdadeiro terror”, diz.

Era pouco mais de meio-dia e muitas pessoas passavam pela avenida no momento. De acordo com Marta, funcionários de uma loja em frente ao ponto testemunharam o ocorrido e se ofereceram como testemunhas.

Na segunda-feira, ela foi até a delegacia registrar um boletim de ocorrência e procurou uma advogada para iniciar uma ação por danos morais contra a empresa. O investigador da Polícia Civil que atendeu o caso, Ivan Daudino, explica que a polícia dará início a um inquérito contra o motorista.

De acordo com o investigador, a discriminação por parte do motorista, que não desceu o elevador para a criança cadeirante e teve comportamento agressivo, encaixa-se no artigo 12 da lei 7.716 de 1989, sobre impedir o acesso ou uso de transporte público, e pode levar à reclusão de 1 a 3 anos.

“A polícia vai ouvir as partes e as testemunhas e agir com rigor; se confirmado o relato é considerado um crime grave”, afirma Daudino.

Luiz Carlos Alves Pinto, chefe de tráfego da TCCC, conversou com o motorista. “Ao manobrar o veículo, ele interpretou um gesto da senhora como um sinal de que poderia ir, então fechou a porta e saiu”, explica.

Ao saber da acusação de Marta, por meio da empresa, o motorista pediu desculpas. “De qualquer forma,” explica o chefe de tráfego, “o incidente vai ficar registrado na ficha disciplinar do funcionário.”

Fonte: http://maringa.odiario.com/
http://www.deficienteciente.com.br/2011/04/motorista-em-maringa-e-acusado-de-discriminar-crianca-cadeirante.html 10/04/2011

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