segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Motéis não oferecem acessibilidade para pessoas com deficiência.


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/08/2011


Os cadeirantes de Salvador, que têm vida sexual ativa, não podem contar com a rede de motéis da cidade para usufruir de um prazer que é direito de todos. É praticamente impossível encontrar um quarto sem ter que passar por dificuldades ou constrangimentos. Muitos deles acreditam se tratar de uma falta de sensibilidade, outros, de respeito mesmo, mas a verdade é que a busca por algumas horas de afeto, pode se tornar em uma aventura nada prazerosa.

“Como eu sempre busquei meus direitos, me coloquei em situações bem delicadas. Já tive que recorrer a entradas alternativas e já fui até carregado por funcionários dos estabelecimentos até o quarto, o que causava constrangimento a mim, ao funcionário e à minha parceira”, conta o para-alteta, Luciano Oliveira.

Alguns poucos motéis de Salvador até obedecem a lei federal nº 10.098 de 2000, que estabelece normas para a promoção da acessibilidade das pessoas com mobilidade reduzida. Esses, todavia, se resumem a facilitar a chegada do cadeirante até a porta do quarto.

O projeto de lei nº 211/09, do vereador Henrique Carballal, exige que os hotéis e motéis de Salvador, com mais de 20 leitos, devam garantir, ao menos um cômodo, para os deficientes físicos e pessoas com mobilidade reduzida.

“A ideia é abranger o acesso a todos os portadores de deficiência, não só aos cadeirantes”, explica Carballal, que entre outras adaptações, incluiu na proposta, sinalização visual, tátil e sonora. Para aqueles que não cumprirem à lei, o vereador propõe que sejam punidos com multas de valor crescente, em caso de reincidência, até a cassação do alvará de funcionamento.

Fonte / autor: Tribuna da Bahia (Carlos Vianna Junior)

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