quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Vice-ministra desencoraja discriminação de deficientes

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/08/2011

Kwanza Sul

Sumbe - A vice-ministra da Educação para o ensino geral e acção social, Ana Paula Inês, considerou hoje, no Sumbe, província do Kwanza Sul, que a sociedade deve continuar a combater com firmeza as atitudes e práticas discriminatórias contra alunos com necessidades especiais.

Ao intervir na sessão de abertura do I Conselho Consultivo do Instituto Nacional da Educação Especial, a decorrer até sexta-feira, disse que esse combate visa construir uma sociedade inclusiva, cuja educação sirva para todos.

“A escola para todos é a que valoriza todos os alunos, independentemente das suas características individuais e que garanta o respeito pelos seus direitos, desempenhando o seu verdadeiro papel social”, referiu.

De acordo com a dirigente, a reforma educativa em curso no país impõe desafios pedagógicos que passam pela garantia de condições técnicas e materiais capazes de garantir o acesso escolar de todos, sem distinção.

“A falta de informação nas comunidades, o descrédito das capacidades e possibilidades por parte dos familiares, em relação aos seus educandos, afigura-se como um dos grandes obstáculos do acesso das pessoas com necessidades educativas especiais ao sistema de ensino”, reforçou.

Para inverter este quadro, acrescentou, o MED está a realizar, em colaboração com os meios de difusão massiva, uma campanha de sensibilização e informação sobre as necessidades educativas especiais, sob o lema “Escola para todos, vamos aprender com as diferenças”.

O MED controla no país 800 estabelecimentos escolares e três mil 870 professores, nas províncias de Cunene, Kwanza Sul, Huambo, Bié, Benguela, Namibe, Huíla, Lunda Sul, Kwanza Norte, Luanda e Bengo.

Constam dos objectivos do encontro a promoção de debates sobre o rumo e os desafios da educação inclusiva de alunos com necessidades educativas especiais em Angola.

Reflectir sobre a metodologia de funcionamento das instituições de atendimento às necessidades educativas especiais é outro objectivo do encontro, a decorrer sob o lema “De mãos dadas, rumo ao ensino na diversidade”.

Pretende-se ainda com o fórum mobilizar o envolvimento de gestores da educação na execução das políticas de atendimento de crianças, adolescentes, jovens e adultos com necessidades especiais, bem como propor medidas que visam melhorar a gestão da educação especial.

O I painel aborda “A realidade angolana e a inclusão escolar” temas como “A situação actual da educação especial nas 18 províncias”, Redimensionamento das escolas especiais a centros de recursos”, “Estatuto da modalidade da educação especial em Angola”.

No segundo será analisado “A educação especial, organização e novas tecnologias”, engloba discussões sobre “O papel da família na inclusão escolar de alunos com necessidades educativas especiais”, “Avanços tecnológicos na educação especial”, “Importância da actividade física na integração de alunos com necessidades educativas especiais”, entre outros.

Participam no encontro, com duração de três dias, chefes de departamento provincial de ensino, representantes da educação especial, técnicos do Instituto Nacional para a Educação Especial, do Ministério da Educação, do Fundo Lwini, da Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura (Unesco) e do Instituto Nacional da Criança.

Fonte: Jornal da Angola

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