sábado, 17 de dezembro de 2011

Pais de crianças deficientes querem trazer unidade da AACD para Campo Grande

A Associação trabalha com prevenção, habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência física, especialmente de crianças.


da Redação




Pais de crianças deficientes de querem trazer para Campo Grande uma unidade da Associação de Assistência à Criança Deficiente – AACD, para promover aqui trabalhos de prevenção, habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência física, especialmente de crianças, adolescentes e jovens, favorecendo a integração social. A campanha neste sentido está sendo encabeçada por Rúbia Santana, diretora do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande – SEC/CG e mãe de uma criança especial.

“A AACD opera em várias cidades brasileiras e seu trabalho é excepcional e de grande ajuda para as crianças, adolescentes e jovens, que são integrados de fato à sociedade”, comentou Rúbia Santana. Ela quer trazer uma unidade da entidade para Campo Grande e já começou uma campanha nesse sentido. Uma das medidas que adotou foi fazer circular na cidade uma lista para um abaixo-assinado pedindo à Associação para se instalar também em Mato Grosso do Sul.

O abaixo-assinado está circulando por bairros e vilas de Campo Grande e também na área central, no comércio. Está sendo conduzida por voluntários que também acreditam nos benefícios que as nossas crianças especiais terão com a sede da associação funcionando aqui. Os interessados em somar forças a essa “corrente”, segundo Rúbia Santana, podem ligar para ela no 9604-5113.

O QUE É A AACD – A Associação de Assistência à Criança Deficiente é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que trabalha há mais de 61 anos pelo bem-estar de pessoas com deficiência física. Ela nasceu do sonho de um médico que queria criar no Brasil um centro de reabilitação com a mesma qualidade dos centros que conhecia no exterior, para tratar crianças e adolescentes com deficiências físicas e reinseri-los na sociedade. Foi pensando nisso que o Dr. Renato da Costa Bomfim reuniu um grupo de idealistas e, no ano de 1950, fundou a AACD.

A missão da AACD é promover a prevenção, habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência física, especialmente de crianças, adolescentes e jovens, favorecendo a integração social.

Visão: Ser a opção preferencial em Reabilitação e Ortopedia para pacientes, médicos, profissionais da área, convênios e apoiadores, e ser reconhecida pelo seu elevado padrão de qualidade e eficácia, com transparência, responsabilidade social e sustentabilidade.

Valores: responsabilidade social, respeito ao ser humano e suas diferenças, ética, qualidade, eficácia, competência e transparência.

ÁREA DE ATUAÇÃO - Após a triagem, o paciente é avaliado por uma equipe especializada em sua deficiência. A equipe multidisciplinar atua em conjunto, com o objetivo de atender o paciente do modo mais adequado e no menor espaço de tempo possível. As clínicas em atividade na AACD são: Paralisia Cerebral, Lesão Medular, Lesão Encefálica Adquirida Infantil e Adulto, Mielomeningocele, Malformações Congênitas, Amputados, Doenças Neuromusculares e Poliomielite. Cada uma dessas Clínicas possui um grupo de profissionais habilitados em fornecer um tratamento consistente e uniforme ao paciente.

Clínica de Paralisia Cerebral - É a maior da AACD em número de pacientes e de atendimentos. Atende crianças que sofreram um dano cerebral antes, durante ou após o parto, onde permaneceram sequelas que acometem vários órgãos e sistemas do organismo. O tratamento ministrado objetiva estimular o desenvolvimento neuropsicomotor e fazer com que a criança possa usufruir melhor suas habilidades. A criança é acompanhada por um período longo e o tratamento é oferecido de acordo com as necessidades individuais.

Clínica de Lesão Medular - Atende pessoas tetraplégicas ou paraplégicas devido a uma lesão na medula espinhal, cujas causas mais frequentes são: ferimentos por arma de fogo, acidentes de trânsito, mergulhos em água rasa, tumores e infecções. O trabalho desta equipe utiliza recursos terapêuticos existentes para atingir as metas realistas para cada paciente, num espaço de tempo definido.

Clínica de Lesão Encefálica Adquirida - Atende pacientes vítimas de traumatismo craniano (TCE), acidente vascular encefálico (derrame), infecções cerebrais, tumores e anóxias (asfixias). De acordo com o grau de acontecimento e o prognóstico estabelecido, a equipe promove o tratamento de reabilitação física e a estimulação cognitiva se necessário. Para as crianças também é enfatizado o acompanhamento escolar.

Clínica de Mielomeningocele - Também conhecida como Espinha Bífida, atende pacientes com malformação congênita da medula espinhal e da coluna vertebral. As doenças atendidas são a mielomeningocele, lipomeningocele, espinha bífida oculta de agenesia da coluna lombosacra. Este grupo de doenças provoca alterações da função de vários órgãos e sistemas, como comprometimento das funções do cérebro, bexiga, intestino e membros inferiores. O tratamento visa preservar ao máximo a função destes órgãos e impedir a presença de complicações que prejudiquem a condição física do paciente.

Clínica de Malformações Congênitas - Atende pacientes com malformações congênitas dos membros, osteogenesis imperfecta (doença dos ossos de vidro), artrogripose múltipla congênita (articulações rígidas) e doenças genéticas que causam alterações principalmente nos membros.

Clínica de Amputados - Atende pacientes com amputações adquiridas, cujas principais causas são os traumatismos, doenças vasculares, diabetes, infecções, queimaduras e tumores. O trabalho de reabilitação visa adaptação à prótese, buscando independência nas atividades da vida diária, readaptação social e profissional.

Clínica de Doenças Neuromusculares - Atende pacientes com doenças de origem no músculo (miopatias) ou no nervo periférico (neuropatias) de causa hereditária. As doenças atendidas são as distrofias musculares, miopatias congênitas, miotonias, amiotrofias espinhais, neuropatias hereditárias, ataxias, etc.

Clínica de Outros - Atende pacientes vítimas de poliomielite (paralisia infantil), contraída no passado. Apesar de erradicada no Brasil desde 1989, devido às maciças campanhas de vacinação, muitos pacientes possuem sequelas que ainda necessitam de tratamento especializado. Também são atendidas crianças, menores de um ano de idade, com lesão do plexo braquial decorrentes de lesão no parto.

Colaborou Wilson Aquino

Fonte: A Tribuna - Campo Grande-MS, 16/12/2011 - Imagem Internet

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