segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Polícia Militar oferece terapia com cavalos

TURMAS SÃO DE 14 PACIENTES E FILA DE ESPERA TEM 200 PESSOAS; MAS QUEM FAZ É SÓ ELOGIOS AO TRABALHO


Policiais Militares que trabalham no projeto tem formação em saúdePoliciais Militares que trabalham no projeto tem formação em saúde
"Apaixonei-me por cavalos". Essa é a afirmação de uma das pacientes da turma do segundo semestre de 2011 do Tratamento de Reabilitação dos Praticantes de Equoterapia da Polícia Militar de Ribeirão Preto. Depois de cinco meses cavalgando, a empresária Regiane Aparecida Salgado, 40 anos, se sente curada.

Regiane teve um acidente vascular cerebral (AVC) em julho deste ano. A consequência foi a paralisação do lado direito do corpo. "Hoje voltei a andar normalmente. Falta um pouco de equilíbrio e às vezes força na mão para escrever, mas estou recuperada", comemora a empresária.
Regiane sempre gostou de cavalos, mas não tinha contato com eles. "Não é só um tratamento físico, mas psicológico", afirma. O tratamento de reabilitação da Polícia Militar de Ribeirão Preto existe há 10 anos. São 14 participantes selecionados por semestre. O trabalho, que começou "pequeno" hoje é reconhecido e tem uma fila de espera com 200 nomes. "Tem muitas pessoas que acabam o tratamento e entram na lista de novo", conta o pedagogo Capareli, cabo da PM.

É o caso da pequena Sarah Martinez, de 3 anos. A menina nasceu com uma síndrome ainda não identificada, tem dificuldades na fala e coordenação motora. "Nós a levamos na fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudióloga. Mas a Sarah fica mais animada no dia da equoterapia", conta a avó da menina, Rosária Maria Martinez, de 65 anos.
"Ela adora o tratamento. Até começou a comer cenoura depois que viu o cavalo comendo", diz a avó da garota que fez o tratamento neste semestre.

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