quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Preconceito e discriminação no Playcenter

Texto publicado no blog Deficiente Ciente

da Redação


Caro leitor,

A modelo com deficiência e atleta de basquete feminino, Paola Klokler, foi barrada no Playcenter, parque de diversão localizado na cidade de São Paulo. Veja abaixo o relato de Paola:

“No domingo (11/12) fui com alguns amigos ao Playcenter , um parque temático de SP, paguei ingresso entrei e lá dentro fui barrada!!!

Me passaram informação que eu não poderia utilizar nenhum brinquedo por ser deficiente, como você sabe utilizo apenas uma prótese que não me impede de fazer nada!!! Tenho autonomia para ir e vir sem auxilio de ninguém e sempre frequentei este tipo de parque e isso nunca ocorreu!!! Normalmente eu não podia ir em um ou dois brinquedos , mas nunca fui vetada de utilizar a todos!!! Isso é discriminação!!! A lei garante que o deficiente participe de tudo, e que o estabelecimento esteja adaptado a ele!! Mas eu fui obrigada a ouvir, que se o brinquedo parasse eu não teria como sair dele e o parque seria obrigado a chamar o resgate!!! Afinal não é função do parque ter esse tipo de serviço??? Será que eu não tenho o direito de participar com meus amigos por não ter uma perna??? É correto generalizar todas as deficiências e excluir esse tipo de público? Fora que no site deles não existem informações. Diante disso o correto seria colocar bem grande no site PROIBIDA A ENTRADA DE DEFICIENTES!!! Seria muito menos humilhante!!!”
Segundo Paola, ela somente teve acesso aos brinquedos infantis do parque.

É impressionante a dificuldade que há no Brasil para o cumprimento da lei de acessibilidade. Há diversas leis que se preocupam com a pessoa com deficiência, entretanto o que falta é colocar essas leis em prática. Certamente o Playcenter deve ter conhecimento das leis 11.982 e 10.098 que se referem a adaptação dos brinquedos e equipamentos para possibilitar a acessibilidade às pessoas com mobilidade reduzida. Essa lei é válida para áreas públicas e privadas e a adaptação deve ser feita, no mínimo, 5% de cada brinquedo ou equipamento. Contudo e pelo visto, no parque Playcenter esta lei não está sendo cumprida. Se não está sendo cumprida é porque não há fiscalização por parte do poder público.

Uma outra questão que sobre o relato da Paola é em relação a pessoa sem deficiência. Segundo a funcionária do parque, se o brinquedo onde a Paola estivesse parasse de funcionar, eles teriam que chamar o resgate. Isso significa que uma pessoa sem deficiência não tem direito a um resgate? Por falar em resgate, será que as normas de segurança da ABNT estão sendo cumpridas nesse parque? (Nota do Blog Deficiente Ciente).

Fonte: Deficiente Ciente - 13/12/2011 - Imagem Internet

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