quinta-feira, 8 de março de 2012

Deficiência intelectual no ambiente escolar

A deficiência intelectual é, reconhecidamente, a mais complexa de desenvolver projetos educacionais. Diferente das outras, ela não possui uma ferramenta exata que auxilie no trabalho.

da Redação

O blog Guia Inclusivo, também tem bastante dificuldade em abordar temas relacionados à deficiência intelectual.


Entretanto, publicações da área da educação buscam orientar os professores neste sentido. Percebemos uma recomendação constante nesses materiais e que coincide com a opinião de nossa colaboradora Luciane Molina, em outros textos. “Os professores devem entender as dificuldades que o aluno possui e desenvolver atividades que as supram”.


A revista Nova Escola, em reportagem veiculada na edição do mês passado, ressalta que, no caso da deficiência intelectual, essas dificuldades têm basicamente três aspectos em comum: a concentração, a comunicação e a capacidade entender a lógica de funcionamento das línguas.


Esses alunos precisam ter um ambiente sempre com as mesmas características e uma rotina para que eles fixem suas atividades. “Não adianta insistir em falar a mesma coisa várias vezes. Não se trata de reforço. Ele precisa desenvolver a habilidade de prestar atenção com estratégias diferenciadas para, depois, entender o conteúdo”, disse Maria Tereza Eglér Mantoan, doutora e docente em Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) à revista Nova Escola .


Manter a concentração do aluno é outra recomendação. Ferramentas lúdicas, de acordo com as características de cada disciplina, podem exercitar a mente do aluno. Eles precisam sempre fazer parte das atividades em grupo, mesmo que seu exercício seja diferente dos demais, mas com o mesmo conteúdo.


A comunicação é o terceiro aspecto básico que deve ser trabalhado. Estimular a interação do aluno. O uso de músicas, brincadeiras orais e leituras em voz alta, com a entonação adequada são atividades que instigam oralidade do estudante.


O professor tem que estar aberto e comprometido a ensinar alguém com deficiência, não importa a dificuldade, nem a idade, que, muitas vezes ainda, pode ser bem diferente dos demais colegas de classe.


Fonte: Guia Inclusivo - 07/03/2012 - Imagem Internet

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