domingo, 4 de março de 2012

Deficiente não consegue usar transporte coletivo

Barra de ferro impede acesso aos ônibus; empresa promete providências.

BRU­NO BAC­CHET­TI - Ame­ri­ca­na


Uti­li­zar o trans­por­te co­le­ti­vo em Ame­ri­ca­na é um de­sa­fio para o téc­ni­co de Re­cur­sos Hu­ma­nos, Gil­mar Pe­rei­ra San­tos, 33, que anda com au­xí­lio de mu­le­tas por so­frer de pa­ra­li­sia in­fan­til. Isso por­que os ôni­bus da ci­da­de pos­su­em uma bar­ra de fer­ro na por­ta da fren­te que di­fi­cul­tam a vida de San­tos. Ele pre­ci­sa fa­zer um gran­de es­for­ço para con­se­guir pas­sar pelo obstá­cu­lo, ins­ta­la­do para fa­ci­li­tar a en­tra­da de ido­sos.

“Co­lo­ca­ram uma bar­ra na por­ta do ôni­bus e não tem como eu su­bir. Já con­ver­sei com a em­pre­sa de ôni­bus, com a pre­fei­tu­ra, e até ago­ra não re­sol­ve­ram nada. Se isso não for so­lu­ci­o­na­do vou en­trar com um pro­ces­so na Jus­ti­ça, por­que sou um ci­da­dão nor­mal e te­nho di­rei­to a usar o trans­por­te co­le­ti­vo”, afir­mou San­tos, que uti­li­za prin­ci­pal­men­te as li­nhas Jar­dim Bra­sí­lia e Praia Azul.

A Prin­ce­sa Te­ce­lã, em­pre­sa res­pon­sá­vel pe­los ve­í­cu­los des­sas li­nhas, afir­mou que a co­lo­ca­ção da bar­ra de fer­ro foi uma de­ter­mi­na­ção da Pre­fei­tu­ra de Ame­ri­ca­na, po­rém já es­tão sen­do re­ti­ra­das. “Os ôni­bus ti­nham um pa­drão, mas den­tro do pro­je­to a pre­fei­tu­ra de­ter­mi­nou em con­tra­to a co­lo­ca­ção des­sas bar­ras de fer­ro, cha­ma­das de di­vi­sor de flu­xo. Mas uma Lei Fe­de­ral de Aces­si­bi­li­da­de diz que essa bar­ra não deve exis­tir. Os car­ros es­tão pas­san­do por adap­ta­ção e es­tão sen­do re­mo­vi­das, mas ain­da não há uma pre­vi­são de quan­do es­ta­rão adap­ta­dos”, ex­pli­cou o en­car­re­ga­do de ope­ra­ção da Prin­ce­sa Te­ce­lã, Mar­ce­lo San­ta­na.

Atra­vés da As­ses­so­ria de Im­pren­sa, a Pre­fei­tu­ra de Ame­ri­ca­na ex­pli­cou que “to­das as exi­gên­ci­as re­la­ci­o­na­das aos ôni­bus fo­ram fei­tas na as­si­na­tu­ra do con­tra­to de con­ces­são em 2007. As­sim, nor­mas que fo­ram edi­ta­das pos­te­ri­or­men­te à as­si­na­tu­ra do con­tra­to, como a NBR 15570/2008 são exi­gi­das a me­di­da que os ôni­bus da fro­ta vão sen­do substi­tu­í­dos”.



Fonte:http://portal.tododia.uol.com.br/?TodoDia=cidades&Materia=654039

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