quinta-feira, 22 de março de 2012

Dia Internacional da Síndrome de Down: Pessoas com deficiência intelectual representam apenas 15% das inclusões da Lei de Cotas

Especialista da Avape destaca que o campo de inclusão profissional é o que tem maiores possibilidades de contribuir para o desenvolvimento da pessoa com deficiência.

De acordo com dados da ONU – Organização Mundial da SaúdeSite externo., 15% da população mundial possui algum tipo de deficiência. Dentro desta parcela, metade tem algum tipo de deficiência intelectual, como é freqüente entre as pessoas com a síndrome de down, por exemplo. Às vésperas do dia 21 de março, em que se comemora em todo o mundo o Dia Internacional da Síndrome de Down, o especialista Flávio Gonzalez, gerente de processos de inclusão da Avape – Associação para Valorização de Pessoas com DeficiênciaSite externo. faz uma reflexão acerca do movimento que existe hoje em favor da inclusão destas pessoas nos mais diversos ambientes sociais.

De um modo geral, na luta pela inclusão profissional das pessoas com deficiência, segundo Flávio, há uma dificuldade chamada barreira de atitudes, manifestada quando, por exemplo, um empresário fica inseguro pelo fato de ter uma pessoa que talvez, segundo seu julgamento, não seja tão produtiva.

Para a resolução desse preconceito, é preciso trabalhar tanto na educação e capacitação da pessoa com deficiência, como também na preparação das empresas para receberem estes profissionais, dando suporte ao processo de adaptação dos dois lados. “Precisamos mudar este conceito e mostrar que se a pessoa estiver incluída na função certa, de acordo com sua capacidade, ela pode sim contribuir muito na empresa”, explica Flávio Gonzalez.

O Programa de Reabilitação Profissional da Avape possui uma equipe interdisciplinar para preparar as pessoas com deficiência para a vida profissional, desenvolvendo competências básicas, hábitos e postura para o ambiente de trabalho, para depois fazer a inclusão no mercado. Gonzalez destaca que das pessoas que estão sendo incluídas pela Lei de Cotas, apenas 15 % são pessoas com deficiência intelectual. “Isso já representa um avanço, mas ainda há um grande desafio a vencer”, avalia o gerente.

“É preciso educar as empresas, a população e as pessoas com deficiência sobre a questão da inclusão. Deste momo, em médio prazo, conseguiremos acabar com a exclusão da pessoa com deficiência relacionada ao trabalho”, completa Flávio. 



Fonte: http://vidamaislivre.com.br

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