terça-feira, 17 de abril de 2012

Cadastro para deficientes conta com nova ferramenta online em Piracicaba

Criado em 2005, a partir de uma lei municipal, Camped tem 2.955 pessoas. "Precisamos ter dados reais para tomar providências", disse vereador.

Cadastramento Municipal das Pessoas Com Deficiência (Camped) de Piracicaba (SP)Site externo., criado a partir de uma lei municipal em 2005, conseguiu registrar 2.955 pessoas com qualquer tipo de deficiência na cidade em suas duas etapas iniciais. A terceira etapa do Camped, lançada nesta sexta-feira (13), na Prefeitura, aposta em uma ferramenta online da internet para conseguir ampliar o cadastro e obter um dado real do número de pessoas com deficiência no município.

"Nós precisamos pensar nas questões de acessibilidade como um todo. Não adianta, por exemplo, ter a rampa se a calçada está ruim. Para que as políticas públicas sejam pensadas, é necessário que se saiba quantos são, quem são e onde estão as pessoas com deficiência na cidade", disse o vereador André Bandeira, autor da lei que criou o cadastramento e cadeirante devido a um acidente automobilístico há 15 anos.

Ele falou também sobre o número de pessoas cadastradas até o momento. "Pelas estimativas, com base em dados do Censo e da Organização Mundial da Saúde, nós devemos ter cerca de 40 mil pessoas com qualquer tipo de deficiência em Piracicaba. E nós temos quase 3 mil cadastros, é pouco. Mas creio que esta terceira etapa vá ajudar muito para que mais pessoas sejam cadastradas", completou Bandeira.

A gerente do Centro de Reabilitação de Piracicaba (CRP), Rosa Pompeu, que realiza o cadastramento em parceria com Secretaria Muncipal de Desenvolvimento Social (Semdes), também falou sobre a importância de que todas as pessoas com deficiência façam parte do Camped. "Nós precisamos ter um dado real, saber quem são essas pessoas, para que possamos propor mudanças e adequar a cidade para essa realidade", disse Rosa.

Ampliação
A expectativa dos organizadores é que a nova etapa do Camped permita cadastrar um número maior de pessoas do que as duas etapas anteriores. "Muita gente sente vergonha e não se cadastra. Pela internet, com toda a privacidade e sem sair de casa, a pessoa com deficiência poderá se cadastrar com todo o anonimato que desejar. A intenção não é fazer a pessoa sentir vergonha, mas ter ciência de quantas pessoas assim existem na cidade", completou a gerente.

Na primeira etapa do cadastramento,i realizada em agosto de 2010 por meio de visitas domiciliares, 2.087 pessoas foram registradas. Já na segunda fase, realizada em setembro de de 2011, a consulta compreendeu as entidades sociais, nas quais 868 pessoas foram identificadas.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/

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