quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Pesquisadores da Unesp criam sistema motorizado para cadeiras de rodas

Projeto terá baixo custo e visa a inclusão social.
Denio Maués

Protótipo apresentado 
na Feira de Reabilitação 2012, em São Paulo, SP.
Possibilitar a um usuário de cadeira de rodas enfrentar um trecho de subida com até 40% de inclinação é um dos objetivos do sistema automotor de tração inventado por pesquisadores da Faculdade de Engenharia da Unesp, Câmpus de Guaratinguetá. A tecnologia é simples, uma terceira roda dianteira com baterias, e o custo é baixo: a redução prevista é de até 60% em relação a produtos similares importados.

O sistema foi desenvolvido como resultado do mestrado do aluno Júlio Oliveto Alves em parceria com o professor que orientou sua pesquisa, Victor Orlando Gamarra-Rosado. Em junho, o pedido de patente da tecnologia foi depositado pela Agência Unesp de Inovação (AUIN) junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). O protótipo foi apresentado ao público em agosto, na Feira de Reabilitação 2012, evento ocorrido na cidade São Paulo.

Segundo seus inventores, o equipamento é de fácil instalação em qualquer modelo de cadeira de rodas e pode ser utilizado em diferentes tipos de terreno, mas exclusivamente em ambientes externos. Suporta até 90 quilos com velocidades superiores a 30 quilômetros por hora, reduzindo para 5 quilômetros por hora nos trechos de subida. Júlio Oliveto destaca ainda um outro aspecto, a facilidade de transporte: “Isso se tornou possível por se tratar de um dispositivo desmontável”, explica.

No Brasil, onde Gamarra-Rosado observa um atraso do mercado nacional em relação a novas tecnologias nesse setor, cadeiras de rodas motorizadas importadas podem ser adquiridas por cerca de R$ 10 mil, enquanto o custo do protótipo desenvolvido na Unesp custaria, aproximadamente, R$ 4 mil.

“Dados recentes, segundo o Banco Mundial e a Organização Mundial da Saúde, indicam que um bilhão de pessoas no mundo têm algum tipo de deficiência e, dessas, 80% vivem nos países em desenvolvimento, sendo que 20% em localidades pobres e com extrema desigualdade social”, afirma Gamarra-Rosado. “Este invento tem como principal objetivo a inclusão social, para proporcionar melhor qualidade de vida e mais uma opção de motorização aos usuários de cadeira de rodas, com a obtenção de um equipamento acessível a uma grande parcela da população”.

Segundo Júlio Oliveto, a aceitação do invento durante a Feira de Reabilitação 2012 foi alta. “A ideia do protótipo vir a ser comercializado agradou a cadeirantes e profissionais da área, como fisioterapeutas e médicos, pela facilidade de manuseio e pela autonomia proporcionada ao usuário”, afirma o pesquisador, que aposta: “Com isso, haverá também uma melhoria da autoestima do cadeirante”.


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