terça-feira, 25 de setembro de 2012

Roupa biomotora ajuda recuperação de crianças com paralisia cerebral

Protótipo paraense foi desenvolvido por pesquisadores da Uepa para realizar terapias de baixo custo.

Link: http://glo.bo/RL4uTZ
O pequeno Rafael tem uma lesão no cérebro que compromete os movimentos do corpo. Para amenizar o problema, ele usa uma roupa especial, com anéis fixados nas regiões da cintura, quadril e nos joelhos, que, puxados por elásticos, ajudam a corrigir a postura. Segundo os neurologistas, os impulsos provocdos pela estimulação da musculatura chegam ao cérebro, e o resultado está no rosto de Rafael: pura felicidade.
"O cérebro vai se acostumar com a estimulação proveniente do meio externo, e a estimulação adequada, correta, melhor a postura da criança", explica o neurologista Emanuel Souza.
O equipamento, chamado de roupa biocinética, está sendo testado em um abrigo para crianças com deficiência neuromotora em Belém. Lá, brincadeira faz parte da terapia, o que ajuda no progresso de crianças como o Rafael, de dois anos. "Nós percebemos um melhor alinhamento postural. Ele fica mais livre para realizar as atividades. Consegue ficar com o tronco mais ereto, e a mobilidade também melhorou", relata a fisioterapeuta Larissa Rosa.
A terapeuta ocupacional Ana Irene de Oliveira coordena o núcleo de desenvolvimento em tecnologia assistiva da Universidade do Estado do Pará. Foi ela quem teve a idéia de desenvovler a roupa, em 2011. Existem outros modelos fabricados fora do Brasil, mas o desafio da equipe foi simpliciar, aliando eficiência e praticidade. Os testes começaram em maio de 2012, após o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação apostar no projeto. "A roupa não invalida o trabalho terapeutico, as outras terapias. Ela é uma coadjuvante, ela vai ser uma auxiliar nesse processo", avalia Ana Irene.
"A gente fica extremamente gratificado, consegue perceber que pode melhorar a qualidade de vida dessas crianças e inclusive minimizar as sequelas da paralisia cerebral, porque a lesão está lá, instalada. A roupa não tem nenhuma pretensão de cura. Ela tem a pretensão de melhorar e favorecer a qualidade de vida dessas crianças", explica a terapeuta.
A pesquisa ainda não terminou. O modelo atual é o quinto protótipom que ainda vai passar por algumas adaptações para se ajustar melhor ao corpo das crianças. A equipe também vai fazer testes para saber como os músculos dos pacientes reagem antes e depois de usar a roupa, mas a meta é concluir os trabalhos até o fim do ano.
"Quando o protótipo tiver finalizado, a gente já está em negociação com algumas empresas
pra que ela vá para o mercado e seja adquirida de uma forma muito mais acessível por várias crianças, pela população brasileira, pela população paraense", revela Ana Irene.
Até lá, 30 crianças que vivem no abrigo vão passar pelos testes. Rafael é o mascote da casa. Chegou quando tinha quatro meses e conquistou todo mundo. Agora, a torcida é por outra conquista. "Atualmente ele tá pra adoção, esperando uma família", relata Larissa Rosa.


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