quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Pessoas com deficiência que concluíram a faculdade continuam mal aproveitadas no mercado de trabalho brasileiro.

Dos 2,8 milhões de pessoas com deficiência com superior completo apenas 37.103 estavam no mercado formal de trabalho.
da Redação
                                                                               Imagem Internet

Concluíram a faculdade e continuam desempregados:
O número de pessoas com deficiência que têm ensino superior completo é quase três vezes maior do que as vagas previstas na lei de cotas em São Paulo.

Já no Brasil o Censo do IBGE de 2010 identificou 2.808.878 pessoas com ensino Superior completo (incluindo Mestrado e Doutorado) onde a lei de cotas prevê vagas para 937 mil pessoas. O Ministério do trabalho informou pela RAIS que apenas 306.013 trabalhadores com deficiência estavam com carteira profissional registrada em todo o país naquele ano, e destes 37.103 tinham instrução superior completa.

Baixo índice de formalização:
O índice de formalização também chama a atenção: 51,7% para o total de trabalhadores e apenas 1,5% para os trabalhadores com deficiência no país.

Poucos aprendizes com deficiência com carteira registrada: Existe baixíssima presença de aprendizes com deficiência em capacitação para as empresas brasileiras. Apenas 1.142 aprendizes com deficiência constavam entre os 192.959 aprendizes com vínculos trabalhistas no Brasil em 2010. 

Estas informações foram apresentadas durante o 5º Encontro Anual do Espaço da Cidadania e seus parceiros pela inclusão, realizado na quinta-feira passada no auditório do DIEESE – Centro de São Paulo. A apresentação completa está em anexo, junto com a programação do evento. 

Agradecemos os 133 participantes, as autoridades presentes, aos organizadores e à direção do DIEESE e da Escola DIEESE de Ciências do Trabalho, que apoiaram o Encontro.



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