sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Pessoas com deficiência reclamam da pouca acessibilidade em Porto Velho

'Vários órgãos públicos não têm sequer uma rampa de acesso', diz servidor. Na região central, piso tátil ajuda a amenizar as dificuldades dos cegos.
da Redação
                                                                                Imagem Internet
A falta de infraestrutura e acessibilidade nas ruas de Porto Velho torna a locomoção de deficientes físicos, que precisam ir às ruas Velho, difícil. Além das vias, outro obstáculo, segundo os portadores de necessidades especiais, são os órgão públicos, que não oferecem acesso fácil a quem tem alguma deficiência.

O servidor público Jailton de Lobo é cego e conta que exitem muitos fatores que não são levados em conta em projetos de arquitetura. “A gente percebe que há vários órgãos públicos que sequer tem uma rampa de acesso ou sonorização dos elevadores. É necessário dar uma atenção maior para este caso”, diz Jailton.

No centro da capital alguns recursos - como piso tátil utilizado pelos deficientes visuais e rampas de acesso nas calçadas - ajudam a amenizar as dificuldades que os deficientes enfrentam. No entanto, a falta de consciência da população gera um novo problema.

Outro obstáculo são os locais onde são montados os caixas eletrônicos. Para os cadeirantes, os locais não possuem rampas e o espaço para a cadeira de rodas é apertado. “O município faz uma adaptação sem consultar a população e os erros que envolve estas adaptações vão nos entristecendo porque são normas a serem executadas”, lamenta o servidor público Daniel Alves.

Para o juiz federal Marcelo Stival, o conceito de acessibilidade abrange informação e comunicação e não somente acesso físico. Ele vai da rampa oferecida ao cadeirante até o closed caption na televisão, que são as legendas que aparecem na televisão descrevendo o que está sendo falado e os sons que são emitidos. “A acessibilidade, hoje, tem a mesma importância como o direito à vida e à liberdade”, afirma Stival.

“A maior dificuldade tá concentrada na compreensão das pessoas para a necessidade de mudar e aceitar as pessoas com deficiências”, expõe Jailton de Lobo.

Fonte: http://saci.org.br - Imagem Internet

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