sábado, 30 de março de 2013

Em Londres, Mara Gabrilli discute Acessibilidade, Saúde e Inclusão da Pessoa com Deficiência


Convidada pela prefeitura londrina, deputada Mara Gabrilli participou da sétima edição do Fit Cities.
Mara foi convidada pela Prefeitura de Londres para discutir com arquitetos, urbanistas, designers e profissionais de saúde pública os meios de tornar as cidades mais favoráveis à promoção da saúde e qualidade de vida da população.
O objetivo principal é valorizar e incentivar as políticas públicas e o planejamento das cidades e suas edificações, de modo que favoreçam a mobilidade urbana e a saúde da população. Os projetos arquitetônicos e urbanísticos podem ajudar a prevenir doenças como obesidade, diabetes, doenças cardíacas e alguns cânceres. O evento foi promovido em parceria com a parceria com os Conselhos das Olimpíadas de Londres, o “London Legacy Development Corporation” (LLDC), Conselho de Design CABE, Centro de “Active Design” e a  Escola de Londres de Higiene e Medicina Tropical.
A deputada levou os conceitos de desenho universal e acrescentou ao debate os meios de incluir as pessoas com deficiência, favorecendo sua mobilidade e consequentemente sua saúde e participação social.
“Este convite me fez refletir sobre o quanto as pessoas com deficiência deveriam ter mais oportunidades de melhorar sua saúde e qualidade de vida, especialmente em países como o Brasil, onde o número de pessoas com deficiência é muito alto”, afirmou. ”Uma cidade que é melhor para uma pessoa com deficiência fica melhor para todo mundo.”
No primeiro dia de evento, Mara participou de diversos debates com convidados britânicos, norte-americanos e canadenses, que apresentaram suas experiências e os meios que encontraram para envolver os cidadãos na promoção da saúde e qualidade de vida, sobretudo junto às crianças e jovens.
Londres apresentou o legado das Olimpíadas e Paraolimpíadas 2012 e como o design foi aplicado aos planos de desenvolvimento urbano, favorecendo assim as comunidades. Outro grupo londrino de saúde pública mostrou os resultados de pesquisas nas quais se mediu o quanto o transporte público de qualidade, aliado a boas calçadas, podem estimular as pessoas a caminharem para seus destinos de trabalho ou educação, e assim favorecer também sua saúde. A redução de doenças do coração foi um dos maiores índices alcançados.
Mara fez sua apresentação hoje (19/03) no segundo dia de debates, que também contou com a participação dos brasileiros José Bittar, médico, e Roberto Simon, arquiteto e urbanista.
A deputada lembrou e acendeu uma calorosa discussão sobre a questão das escadas, como símbolo do “active design”. “As escadas são colocadas como favoráveis à promoção da vida mais saudável - e de fato são porque promovem o exercício -, porém elas excluem as pessoas com deficiência”, afirmou Mara. “É preciso refletir sobre isso já que não podemos retroceder nas questões de acessibilidade”, concluiu.
O desenho universal aproxima as pessoas e torna os ambientes mais seguros, explicou Mara. “Uma deficiência causa um impacto profundo na pessoa e também em sua família. Temos que criar oportunidades para que essas famílias possam ir juntas ao parque, à academia de ginástica, ao cinema, ao teatro, enfim usufruam de tudo que uma cidade pode oferecer. Isso é saúde, é qualidade de vida”, lembrou a deputada. “É isso que todos nós aqui buscamos: tirar as pessoas de casa.”
Um filme foi produzido durante o evento, apresentando as discussões e propostas discutidas, que em breve será divulgado pelos promotores do Fit Cities.

Na foto: Mara com os brasileiros José Bittar e Roberto Simon, além de representantes da Secretaria de Saúde de Londres e do Centro de Active Design.

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