quinta-feira, 23 de maio de 2013

Anac pede explicações à Azul após cegos serem barrados em voo

do BOL, em São Paulo

                                                                                                                           Juca Varella/Folhapress
Avião da empresa Azul
Avião da empresa Azul


A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) pediu explicações à Azul Linhas Aéreas por ter impedido o embarque de três cegos em um voo de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) a Belo Horizonte (MG), no último domingo (19).

Os deficientes visuais participaram de um campeonato de xadrez em Altinópolis (SP), no final de semana, e estavam na sala de embarque do aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão, quando foram impedidos pelo comandante de entrar na aeronave. As informações são da "Folha de S. Paulo".

Os três foram encaminhados para um hotel da cidade e embarcaram no dia seguinte, porém em três voos diferentes. O último deles só conseguiu entrar no avião rumo a Belo Horizonte 24 horas depois do primeiro voo.

Segundo os cegos, a Azul agiu com preconceito e não ofereceu alternativas ou um questionário onde pudessem informar sobre o problema. A empresa nega.

"Houve constrangimento porque nos impediram de embarcar na sala de embarque. Vou entrar na Justiça com uma ação por danos morais para que esse preconceito não se repita", disse o analista de sistemas Crisolon Terto Vilas Boas, 54 anos.

O enxadrista Davi de Souza Lopes, 36, afirmou que viaja muito e que nunca havia passado por essa situação. "Apesar de ser 100% cego, tenho uma mobilidade muito boa, uma noção de espaço boa."

A terceira enxadrista, a assistente de vendas Priscila Melo Cândido, 21, afirmou que comprou o bilhete pela internet e que em nenhum momento foi questionada se ela é deficiente visual.

A Azul disse, em nota, que lamenta o ocorrido com os passageiros cegos, mas que agiu pensando exclusivamente na segurança do voo. A empresa ainda informou que não foi notificada pela Anac sobre o caso de Ribeirão Preto.

Ainda segundo a nota, a companhia aérea afirma que tem por prática dobrar o número de comissários a bordo para cada pessoa com deficiência visual.

"Tal medida é necessária para melhor auxiliar os deficientes em casos de emergência, como uma evacuação, na qual todo processo de embarque é feito por meio de sinais luminosos."

No entanto, não esclareceu os motivos de não ter providenciado mais funcionários.

(Com informações da "Folha de S. Paulo")


                       “Matéria postada em caráter informativo”

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