sábado, 25 de maio de 2013

CPA aprova a acessibilidade no projeto de restauro da casa modernista

Em todo o projeto de restauração da Casa e do Parque, a acessibilidade foi considerada nos mínimos detalhes.

Fachada atual da Casa Modernista
A Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), órgão vinculado à Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), aprovou a acessibilidade do projeto de restauro do Parque e da Casa Modernista em São Paulo, onde funciona uma das casas do Museu da Cidade de São Paulo. A restauração foi encomendada pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) da Prefeitura de São Paulo.

O coordenador responsável Luís Antonio Cambiaghi Magnani, arquiteto da empresa Restarq, contratada para elaborar o projeto de restauração, conta que o objetivo foi consolidar os remanescentes da reforma de 1934 e, mesmo passando por mudança substancial em sua constituição, manter a arquitetura modernista da casa.
Em todo o projeto de restauração da Casa e do Parque Modernista, a acessibilidade foi pensada nos mínimos detalhes. Será instalado o piso tátil para orientação de cegos ou pessoas com visão parcial, plataformas de exercício, com equipamentos adequados para idosos e pessoas com cadeira de rodas, sanitários acessíveis, mapa e maquete tátil, destinado a deficientes visuais, com a implantação de todo o parque e seus equipamentos contendo gravações em áudio acionáveis com toque manual, para informações sobre as áreas da casa e descrições da sua história e sinalização em Braille.
A Casa Modernista foi construída pelo arquiteto Gregori Warchavchik, em 1928, é considerada a primeira obra de arquitetura moderna implantada no Brasil. Foi projetada para abrigar a família do arquiteto, recém-casado com Mina Klabin, filha de um grande industrial. A casa gerou forte impacto na opinião pública na época, em relação à nova orientação estética proposta. Em 1984, foi tombada como Patrimônio Histórico pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) e atualmente é uma das onze casas que formam o Museu da Cidade de São Paulo e oferece serviço educativo aos visitantes.
A ideia principal da restauração era priorizar a integração entre Casa e Parque, com caminhos acessíveis, buscando dar maior consistência à visão de preservação histórica dos jardins, onde aconteceu, reconhecidamente, o surgimento do primeiro jardim tropical.
No projeto foi proposto espaços, como um café, sala de eventos e um jardim sensorial, com espécies especialmente escolhidas em função de sua textura e cheiros. Estes jardins serão um atrativo, em especial, a pessoas com deficiência visual que frequentemente visitam o parque. Outro destaque da restauração é a transformação dos armários e estantes em painéis expositivos, que mostrarão materiais audiovisuais sobre as características arquitetônicas da casa, com imagens ilustrativas, divulgando a obra do primeiro marco modernista do Brasil.
                                           “Matéria postada em caráter informativo”

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