sábado, 4 de maio de 2013

Defesa de mestrado com audiodescrição


Além de ser usada em aulas, palestras, seminários e congressos, a audiodescrição estreou em outro evento acadêmico – uma defesa de mestrado.

Lívia Motta
uma sala de aula, onde estão pessoas assistindo a uma banca de mestrado, em destaque um alundo com deficiência visual com fones de ouvido
Defesa do mestrado
Foi na ensolarada terça feira, dia 30 de abril, na PUC de São Paulo, campus do Ipiranga, na defesa pública da dissertação de mestrado em Teologia do Pe. Antonio Carlos Depizzoli, com o título: “Catequese no Brasil junto à Pessoa com Deficiência”.

Lá estavam amigos, familiares, pessoas com e sem deficiência e dentre elas, algumas pessoas com deficiência visual, que usaram equipamento móvel de tradução simultânea. E foi por esse aparelho que puderam receber informações sobre o imponente prédio com paredes cor de creme, em estilo neoclássico, antigo Seminário Central do Ipiranga, com grandes arcos e colunas, longos corredores, emoldurados por palmeiras altas e esguias. Puderam conhecer a sala, saber sobre a composição da banca e a organização desse tipo de evento com suas particularidades.

Alguém poderá dizer que tal cerimônia ou evento acadêmico dispensa o uso do recurso de acessibilidade. Discordo, considerando que são sempre muitas as informações visuais presentes em todos os tipos de eventos. E a audiodescrição está aí para isso mesmo. Para contextualizar, traduzir imagens em palavras, dar ao cidadão com deficiência visual o direito de acesso às mesmas informações que as pessoas que enxergam têm.

A ampla sala, onde aconteceu a defesa, tinha paredes e carteiras de fórmica brancas, janelões no lado esquerdo, dois grandes ventiladores presos à parede acima do quadro verde, uma longa mesa retangular coberta com toalha branca sobre um palco de madeira pequeno, logo abaixo do quadro, onde estavam uma bandeja com jarra d´água, copos e três cadeiras para a banca examinadora, composta pelo professor orientador e dois professores convidados. À direita, uma mesa pequena também coberta por toalha branca com bandeja, jarra d´água e copo, e uma cadeira para o mestrando. No lado esquerdo, uma mesa com água e café para os convidados.

Os convidados, muitos da Pastoral da Pessoa com Deficiência, foram chegando e tomando seus lugares. Wagner Caruso, da VER COM PALAVRAS, conduziu as pessoas com deficiência visual até as carteiras, distribuiu os fones de ouvido e aparelhos receptores, enquanto que eu, sentada bem ao fundo da sala, no canto esquerdo, ia transmitindo as informações aos presentes com seus aparelhos.

O professor orientador, Dr. Sérgio Conrado, entrou na sala com o professor Dr. Kunihahu Iwashita e, junto com a professora Dra. Heloisa Brunow Ventura, que já se encontrava no local, tomaram seus lugares à mesa, assim como o mestrando, Pe. Antonio Carlos, na mesa à direita. O professor orientador cumprimentou os presentes e passou a palavra para o Pe. Antonio Carlos para que fizesse a apresentação de seu trabalho.

O Pe. Antonio levantou-se e apresentou seu trabalho com entusiasmo, mostrando para a plateia, em alguns momentos, alguns dos livros consultados, que estavam sobre a mesa. Os professores da banca ouviam sua explanação atentamente, assim como os presentes. Além de apontar passagens bíblicas que discriminam as pessoas com deficiência, o Pe. Antonio também mencionou o Projeto Igreja Acessível – PIA – que sustenta-se em quatro pilares: acessibilidade arquitetônica, comunicacional, catequese inclusiva e emprego apoiado.

imagem dos 3 professores da banca que avaliou o mestrado 
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Professores que avaliaram a defesa do mestrado
A professora Dra. Heloísa Brunow Ventura foi a primeira a fazer seus comentários sobre o trabalho e a arguir o mestrando. A medida que ele respondia suas questões, ela balançava a cabeça afirmativamente, concordando com suas colocações. Em seguida, o professor Dr. Kunihahu destacou os aspectos que mais chamaram sua atenção na dissertação, enaltecendo o trabalho minucioso e bem feito do Pe. Antonio e dispensando as perguntas. 

Por fim, o orientador teceu seus elogios ao mestrando que muito colaborou com a área de estudos, inovando e trazendo à tona um tema ainda pouco discutido.

A banca retirou-se por alguns momentos para avaliar o trabalho. De volta, o professor orientador anunciou as notas obtidas pelo novo mestre. Foi aprovado com a nota 10 pelos dois professores da banca e pelo seu orientador.

Parabéns, Pe. Antonio Marcos Depizzoli!!!


“Essa matéria, é exclusivamente em caráter informativo”

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