quinta-feira, 23 de maio de 2013

Estado avalia a construção de unidade da Rede Lucy Montoro no ABC

A Rede é destinada à reabilitação física e fornecimento de órteses e próteses para deficientes físicos. A questão será avaliada e discutida com o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Logotipo da Rede Lucy MontoroO Consórcio Intermunicipal Grande ABC promoveu uma reunião extraordinária na manhã desta segunda-feira (20) para debater, junto à secretária do Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Batistella, a construção de uma unidade da Rede Lucy MontoroSite externo. no ABC, destinada à reabilitação física e fornecimento de órteses e próteses para deficientes físicos. Segundo a titular, a questão será avaliada e discutida com o governador Geraldo Alckmin (PSDB). "Não temos nenhuma dúvida em relação à necessidade [do projeto]. A maneira de equacionar essa necessidade será a nossa tarefa, agora", comentou. A estimativa é de que o tucano visite a região em meados de junho para fazer uma série de anúncios relativos à agenda proposta pelo Consórcio, incluindo novidades sobre a unidade em questão.

Um dos fatores de maior influência sobre a decisão de estender a Rede Lucy Montoro ao ABC diz respeito ao custo de execução e manutenção do projeto. De acordo com a secretária Linamara Batistella, o investimento estimado na construção de uma unidade gira em torno de R$ 8 milhões. A manutenção custa, aproximadamente, R$ 800 mil por mês. "Isso significa que, a cada 10 meses, nós poderíamos construir uma nova unidade", comentou a titular, lembrando que as despesas com a formação de recursos humanos também é significativa. Além disso, foram discutidas possibilidades de locais para a implantação do projeto. O Hospital Mário Covas foi indicado para acolher o serviço.
Na expectativa do prefeito de São Bernardo e presidente do Consórcio, Luiz Marinho (PT), a visita do secretário estadual de Saúde, Giovanni Guido Cerri, ao ABC, amanhã, deve ajudar na decisão sobre o local. O secretário visitará o Hospital de Clínicas, em São Bernardo, que ainda espera verbas do Estado para conclusão das obras. Uma visita ao AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Santo André e ao Hospital Mário Covas também estão programadas. A ideia é que o titular possa avaliar os espaços para decidir onde será implantada o Centro de Referência do Idoso, discutido pelo Consórcio no início do mês.

De acordo com o coordenador do GT (Grupo de Trabalho) da Pessoa com Deficiência, Ginez Garcia, a questão do fornecimento de órtese e prótese, que também está na pauta do Consórcio desde 2011, será encaminhada paralelamente à implantação de uma unidade da Rede Lucy Montoro na região. O custeio do fornecimento de equipamentos como cadeira de rodas, muletas, entre outros, é feito pelo Estado.
Na região, a distribuição fica por conta da APRAESP. Segundo Ginez, o centro de reabilitação localizado em Ribeirão Pires não é suficiente para atender a demanda da região.
Levantamento da demanda - De acordo com o coordenador de GT de Saúde do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, Arthur Chioro, a região do ABC apresenta dificuldade em estimar a demanda atual para atendimento em reabilitação física. A razão, em grande parte, é porque o serviço está disperso. "Hoje, uma parte da demanda está nas centrais de regulação [como a Apraesp], mas outra parte está nas secretarias de Assistência Social e de Educação. Nós nos comprometemos, até o início de junho, a fazer um levantamento mais qualificado de demandas, de tal maneira que possamos apresentar esses números ao Estado, para avaliarmos, juntos, como melhorar essa situação", pontuou.
A reunião extraordinária do Consórcio contou ainda com a presença de Edmur Mesquita, secretário estadual de Desenvolvimento Metropolitano, além de secretários municipais de Saúde, e do prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (PSDB).
                                       “Matéria postada em caráter informativo”

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