terça-feira, 23 de julho de 2013

Cientistas desenvolvem “olho biônico” para curar cegueira


Pesquisadores israelenses e americanos da Universidade Stanford estão desenvolvendo um “olho biônico”, dispositivo movido a energia solar que estimula células nervosas do olho e pode curar da cegueira pessoas que sofrem de retinite pigmentosa, uma doença degenerativa na retina.
 
A pesquisa é financiada pela USAF (Força Aérea dos Estados Unidos) e tem o apoio da US National Institute of Health. Segundo os pesquisadores, liderados por Daniel Palanker – cientista israelense do Departamento de Oftalmologia de Stanford –, o dispositivo, uma placa de silicone super fina de 30 microns de espessura, é implantado por baixo da retina do paciente por meio de um procedimento cirúrgico simples. A placa inclui centenas de células fotovoltaicas que convertem luz solar em eletricidade.
 
Uma câmera externa é afixada a um par de óculos que capturam a imagem e, assim como o display ótico do Google Glass, projetam a imagem no olho e aumentam os níveis de luz. 
 
A placa recebe a imagem e a converte em sinais que estimulam o nervo da retina. Daí em diante, o dispositivo atua como se fosse um olho humano, com as células nervosas enviando informações para o cérebro.
 
Yossi Mandel, um dos principais pesquisadores da Universidade de Stanford, disse ao jornal Haaretz, durante uma visita a Israel que a operação para implantar a prótese de retina é relativamente fácil em comparação com os produtos atualmente disponíveis, e que uma placa implantada abaixo da retina permite que os ratos (durante os testes) vejam tão nitidamente como alguém que tem, naturalmente, uma boa visão.

Outras empresas estão desenvolvendo produtos semelhantes, como a startup israelense Retina Nano e a Bionic Vision Australia.


A principal causa de cegueira entre os israelenses é uma doença que afeta a retina conhecida como AMD (degeneração macular relacionada à idade). No entanto, esta doença, que afecta mais de 10 por cento das pessoas com mais de 60 anos, não é um alvo para um implante de retina artificial, pois afeta principalmente as bordas e não o centro da retina, permitindo visão limitada semelhante a retina artificial sob desenvolvimento.

Fonte:http://consumidormoderno.uol.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

Nenhum comentário: