quinta-feira, 18 de julho de 2013

Inclusão escolar

MAGALE DE CAMPOS*

Imagem InterneT/Ilustrativa
Na construção de um projeto inclusivo para a sociedade brasileira, durante anos, os profissionais da área da educação lutaram para a inclusão de crianças deficientes na escola regular. Ha uns 12 anos, 90% dos matriculados frequentavam instituições de classes especiais.

A inclusão escolar vem para negar toda a exclusão praticada durante todos esse anos com o portador de deficiência e para valorizar a sua aprendizagem, viabilizando um processo de aceitação do que é diferente dos padrões de uma  sociedade  preconceituosa  e valorizando as diferenças.

Até chegar os dias de hoje, a atual sociedade passou por muitas fases, sendo que era  de extrema exclusão com as pessoas deficientes. Para Sassaki (1997 p.16), “A sociedade, em todas as culturas, atravessou diversas fases no que se refere às práticas sociais. Ela começou praticando a exclusão social de pessoas que por causa das condições atípicas não lhe pareciam pertencer à maioria da população”.

O deficiente foi muito discriminado na história da humanidade, sempre foi visto como  um castigo para aquela família que tinha um filho deficiente. Durante muitos séculos, eles não tiveram direito nenhum  na nossa sociedade, as famílias os escondiam por vergonha,  mas esse cenário, com muita dedicação e esforço, vem mudando em prol do deficiente. Ele está sendo um ser humano participativo e atuante na sociedade atual, mesmo ainda  existindo muito preconceito.

A necessidade de incluir o deficiente na sociedade e a integração no processo escolar, através da educação inclusiva, é fundamental para inserir o deficiente no meio social. Ensinar é comprometer-se com o outro  que não é mais um indivíduo excluído e sim  alguém que precisamos para construir a sociedade que queremos formar.

Estamos vivendo uma mudança em relação às pessoas com deficiência, elas estão sendo vistas como um ser humano. Mas o deficiente ainda é muito discriminado, devemos combater esse preconceito com informações.

Para Fonseca (1995 p. 24), “A noção de deficiente não é objetivada, mas revela antes um complexo de superioridade que se multiplica em sociedades ignorantes. É preciso combater a ignorância e os preconceitos nestes e em outros planos, estando aqui a importância da informação no campo da deficiência”.
A inclusão escolar desafia a uma mudança de atitude e devemos preparar as nossas escolas para uma convivência harmônica e respeitosa, sendo um importante papel da educação inclusiva. Para existir mudanças, deve haver novas formas de pensar e de organizar a realidade. Inclusão são acúmulos históricos que implicam na transformação da sociedade.

A criança com deficiência tem que estar inclusa nas escolas regulares, visando um melhor relacionamento com  as demais crianças e não tendo mais uma ideia de que o deficiente é um ser incapaz. O deficiente tem limitações, mas é capaz de muito quando incentivado.

Segundo Fonseca (1995 p. 09), “O deficiente pode não ver, mas não tem dificuldades em orientar-se ou em fazer música. Não ouve, mas escreve poesia. Não aprende matérias escolares, mas pode ser excepcional numa atividade profissional ou num desporto”. A criança deficiente já é discriminada pela sociedade, e na escola, é necessário incluí-la, mas sempre respeitando as suas limitações.



(*) Magale T. R. de Campos, pedagoga e especialista em Educação Especial
Fonte: http://www.atribunamt.com.br/ - “Matéria postada em caráter informativo”

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